Berge e Odegaard dominam meio-campo e selam vantagem da Noruega

Berge e Odegaard em ação no meio-campo
Martin Odegaard em ação pela Noruega contra o Brasil — Foto: REUTERS/Dylan Martinez

Berge e Odegaard foram determinantes no controle do jogo e aparecem como as principais peças do meio-campo da Noruega contra o Brasil, somando 218 passes certos nas oitavas de final e respondendo por quase 80% do total de acertos do adversário.

Berge e Odegaard dominam o meio-campo

A dupla norueguesa apresentou precisão e controle. Sander Berge terminou a partida com 117 passes certos em 119 tentados — aproveitamento de 98% — e Martin Odegaard completou 101 passes certos. Juntos, registraram 218 passes, o que representa 77% dos 282 passes certos acumulados pelos 14 jogadores de linha do Brasil durante os 100 minutos de jogo aproximados.

Análise dos números

Os dados da Opta reforçam a dimensão do domínio: a Noruega teve 60% de posse de bola, contra 32% do Brasil — 8% foram marcados como bola em disputa. Em termos de tempo com a bola, isso corresponde a 44 minutos e 12 segundos para os noruegueses, ante 22 minutos e 46 segundos para os brasileiros (excluídos tempos parados).

O desempenho de Berge e Odegaard vai além do volume: ambos trocaram mais de 90% de seus passes no campo de ataque, contribuindo para a transição ofensiva que elevou a velocidade do jogo e permitiu a exploração do ponto forte da Noruega, o ataque com Haaland.

Enquanto Berge e Odegaard acumulavam números expressivos, os brasileiros que mais trocaram passes ficaram bem abaixo: Douglas Santos (39), Danilo (37) e Casemiro (35) não se aproximaram dos totais alcançados pelos meio-campistas noruegueses.

Para uma leitura mais aprofundada do domínio norueguês na partida, há um registro de análise da posse e dos passes que complementa esses números: análise da posse norueguesa.

Outros dados e comparações

Além dos dois protagonistas, a Noruega ainda teve três jogadores com mais passes certos do que Douglas Santos: Torbjorn Heggem (73), Kristoffer Ajer (71) e Julian Ryerson (61). Esses dados mostram que o domínio foi coletivo e não se restringiu apenas aos articuladores centrais.

O resultado prático do controle de bola e da precisão no passe se traduziu na classificação histórica da equipe norueguesa, que contou com a performance de Haaland como símbolo ofensivo do triunfo. A repercussão brasileira e a avaliação dos pontos fracos do time estão registrados em relatos e análises posteriores: relato sobre a eliminação brasileira e a lista de destaques e decepções na campanha.

“Era mais complicado fazer pressão alta, porque a Noruega baixava muito Odegaard, então, era um risco para a velocidade de Haaland no um contra um.” — Carlo Ancelotti

O técnico da seleção brasileira justificou a dificuldade em pressionar com mais intensidade devido ao recuo tático de Odegaard, que funcionou como pivô de distribuição e ajudou a proteger a transição em velocidade da Noruega.

Lista: Os 10 jogadores com mais passes certos em Brasil x Noruega

  • Sander Berge: 117 passes
  • Martin Odegaard: 101 passes
  • Torbjorn Heggem: 73 passes
  • Kristoffer Ajer: 71 passes
  • Julian Ryerson: 61 passes
  • Douglas Santos: 39 passes
  • Moller Wolfe: 38 passes
  • Danilo: 37 passes
  • Casemiro: 35 passes
  • Gabriel Magalhães: 31 passes

Os números acima deixam explícito que Berge e Odegaard foram responsáveis por boa parte da circulação de bola. A vantagem técnica e posicional permitiu à Noruega controlar ritmos e espaços, forçando o Brasil a jogar reativo e a apostar em transições mais diretas.

Implicações táticas

A estratégia norueguesa combinou um encaixe coletivo para liberar Odegaard como um articulador recuado e a presença de Berge em deslocamentos que sustentavam a posse. Esse desenho tático reduziu as chances de recuperação brasileira pelo centro e criou linhas de passe que facilitaram a progressão.

Para entender mais sobre o perfil de Odegaard no torneio, o histórico do jogador e sua relação com o sistema tático norueguês já foi tema de reportagens anteriores: perfil e trajetória de Odegaard.

Ao fim, a combinação entre a precisão individual e o coletivo garantiu à Noruega 60% de posse e a estadia ampliada com a bola — elementos centrais na vitória que eliminou o Brasil da competição. A leitura desses índices será peça-chave para a comissão técnica brasileira no próximo ciclo.

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