A vitória por 3 a 0 sobre a Argélia deixou claro desde a estreia: Argentina 2026 reapresenta a mesma base vencedora do ciclo anterior e voltou a construir o jogo em torno de Lionel Messi, autor de um hat-trick que confirmou o papel central do camisa 10.
Argentina 2026 mantém receita de 2022
Quatro anos depois da campanha que culminou no título, a seleção comandada por Lionel Scaloni reiterou a estratégia que deu certo no Catar: manter a espinha dorsal, otimizar funções e preparar o ambiente para que Messi atue com liberdade. Dibu Martínez, Romero, Enzo Fernández, Mac Allister, De Paul e Messi foram titulares tanto na final de 2022 quanto na partida de estreia em Kansas City, demonstrando continuidade tática e entrosamento.
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Meio de campo: pilar da Scaloneta
O trio de meio-campo — Enzo Fernández, Mac Allister e De Paul — apareceu como elemento chave na construção das jogadas e no controle do ritmo. Com posicionamento e passes entre linhas, possibilitaram a chegada de Messi nas zonas decisivas. Foi por um desses movimentos que De Paul encontrou Messi atrás dos volantes, pronto para soltar um chute colocado que abriu o placar.
Aos olhos de quem acompanha a seleção desde 2022, a leitura é simples: a manutenção do mesmo bloco médio facilita a coordenação defensiva e a saída de bola, reduzindo o tempo necessário para ajustes entre jogadores. A continuidade, em vez de uma renovação brusca, virou escolha consciente da comissão técnica para valorizar o que já funciona.
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Controle e transição
No primeiro tempo houve momentos de equilíbrio: ambos os times chegaram a marcar, mas os lances foram anulados por impedimento. A Argentina, porém, foi superior principalmente por controlar a bola nos momentos certos e acelerar quando havia espaço. A entrada de Nico González no lugar de Almada e de Julián Álvarez por Lautaro Martínez manteve o padrão ofensivo sem comprometer a organização.
Defensivamente, Dibu Martínez teve intervenções pontuais que seguraram a vantagem e impediram que a Argélia, que chegou a crescer no fim da etapa inicial, encontrasse o caminho do empate.
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Messi como peça central
Tudo na equipe parece calibrado para fazer Messi brilhar: cobertura, triangulações e espaços criados pelos companheiros. Na estreia, isso se traduziu em oportunidades e gols. Messi soube variar suas funções: ora mais adiantado, ora recuando para combinar com armadores; e também aparecendo na área para aproveitar rebotes, como ocorreu no segundo gol.
O hat-trick deixa Messi já na dianteira da disputa por prêmio individual nesta Copa e reacende o debate sobre a dependência que a equipe tem do talento do 10. Ainda assim, no desenho coletivo, a presença de nomes com histórico desde 2022 garante alternativas táticas e sustentação física para o desgaste do astro, que tem 38 anos.
As mudanças feitas por Scaloni ao longo da partida — entre elas a saída de Romero para a entrada de Otamendi e a substituição de Messi por Nico Paz aos 34 minutos, sob aplausos — sinalizaram ao mesmo tempo respeito pela história do ciclo e cuidado na gestão do elenco.
Repercussão e próximos passos
Em uma primeira rodada onde favoritos vacilaram, a performance da Argentina a posiciona como referência e como o time a ser batido. A vitória por 3 a 0 contra a Argélia funcionou também como mensagem: a equipe que venceu em 2022 não apenas se manteve, como parece ter refinado seu modelo para 2026.
Quem busca uma leitura complementar sobre a partida e lances polêmicos pode conferir a análise do lance envolvendo Messi e a expulsão contestada em outra cobertura local, e também o texto que previa as dificuldades da Argélia no duelo de estreia.
Leituras relacionadas: análise do lance polêmico entre Argentina e Argélia, reportagem sobre o potencial da Argélia e artigo sobre a maldição do tri.
- Base mantida: continuidade entre 2022 e 2026;
- Meio-campo: controle e criação com Enzo, Mac Allister e De Paul;
- Messi: mobilidade, presença de área e faro de gol;
- Gestão: substituições que preservaram o ritmo sem perder identidade.
Fechando a análise, a Argentina 2026 mostrou na estreia que a aposta na manutenção da base e na centralidade de Messi segue sendo uma fórmula eficiente. Ainda há partidas pela frente, mas o cartão de visitas — uma vitória convincente com rendimento coletivo — consolidou a atual campeã como referência neste início de Mundial.
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