Alfaro define França como “tempestade com raios” e traça cenário de cautela antes do duelo das oitavas de final da Copa do Mundo: o técnico do Paraguai descreveu a seleção francesa como uma equipe capaz de gerar ataques vindos de todas as direções e deixou em aberto a escalação do setor defensivo, em especial a condição de Omar Alderete.
Alfaro define França e prepara esquema para minimizar ataques
O treinador argentino recorreu a uma memória da infância para explicar a comparação e enfatizou que, diante de um adversário com tantas opções ofensivas, a missão primordial é reduzir as chances perigosas em direção ao gol. Na avaliação de Alfaro, a França reúne elementos individuais que tornam a equipe favorita e exigem do Paraguai uma atuação coletiva e disciplinada.
O momento histórico da classificação paraguaia — após a vitória sobre a Alemanha — aumentou as expectativas em torno do confronto, mas o técnico relativizou a experiência do elenco, lembrando que muitos jogadores disputam a primeira Copa do Mundo e que a equipe tem evoluído rapidamente. O feito contra a Alemanha teve repercussão nacional: o presidente do Paraguai chegou a decretar feriado em razão da conquista.
Entenda o paralelo com a tempestade
Ao explicar a analogia, Alfaro disse que, como quem procura abrigo em um campo quando nuvens carregadas se aproximam, a defesa precisa escolher bem onde se posicionar para evitar ser atingida pelos “raios” adversários. A metáfora serviu para reforçar a mensagem: a prioridade será proteger o corredor central e controlar as investidas frontais da França.
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No plano prático, Alfaro tem a possibilidade de repetir a equipe que enfrentou a Alemanha, mas também conta com o retorno potencial de dois titulares absolutos da fase de grupos, Diego Gómez e Omar Alderete. A condição física de Alderete, que sentiu a coxa na partida contra a Austrália, será avaliada em treinamentos finais para decidir se começa jogando ou se entra como opção de substituição.
Opções no meio e banco de reservas
Se Diego Gómez for escalado no meio-campo, a tendência é que Damián Bobadilla, atualmente no São Paulo, ocupe o banco de reservas. Alfaro evitou confirmar a formação e ressaltou que as decisões dependerão de como os atletas responderem aos estímulos na véspera do jogo.
Fatores a observar antes do encontro
França entra como favorita ao título, com um elenco repleto de atletas capazes de decidir partidas em rápidos momentos individuais. A experiência recente em grandes competições e a variedade de alternativas ofensivas colocam o Paraguai em situação de underdog, com necessidade de manter organização tática e foco durante os 90 minutos.
- Proteção ao centro da área: prioridade para neutralizar finalizações e passes em profundidade;
- Marcação em transição: atenção aos contra-ataques e à velocidade individual;
- Gestão de minutos: decisões sobre titulares versus opções de impacto durante o jogo;
- Resiliência coletiva: manter disciplina defensiva frente à pressão adversária.
Além do aspecto técnico, o confronto traz um pano de fundo emocional para o Paraguai, que voltou a disputar uma Copa do Mundo após ausência desde 2010. A classificação às oitavas foi celebrada no país e marcou um momento simbólico para a seleção.
Para quem busca mais antecedentes sobre o embate entre França e Paraguai, é possível conferir a matéria que relembra o gol de ouro entre as seleções e a memória do confronto: França celebra 28 anos do gol de ouro antes do reencontro com Paraguai. Informação adicional sobre o condicionamento ao calor e o local da partida também foi compilada pela cobertura pré-jogo: França enfrenta Paraguai em Filadélfia com risco de 40ºC.
Na preparação das seleções, vozes do próprio elenco francês e do entorno já sinalizaram para um encontro de forte intensidade física. Em uma avaliação prévia, um jogador da França comentou sobre o caráter de disputa mais dura do jogo: Barcola avisou que o duelo terá jogo mais físico.
Alfaro define França como um adversário que obriga o Paraguai a jogar com cautela, mas também com coragem para aproveitar momentos de transição. A chave, segundo o treinador, será a capacidade de aprender com rapidez e de manter um plano coletivo que limite as opções ofensivas dos franceses.
O técnico manteve o mistério sobre a formação titular mesmo nos últimos treinos, preservando alternativas táticas e apostando em sinais vindos das atividades em campo para tomar a decisão final. A expectativa é por ajustes finos, que podem definir se Alderete iniciará a partida ou será utilizado como substituto.
Do ponto de vista prático, o Paraguai estreia no mata-mata contra uma seleção reconhecida por qualidade técnica e profundidade de elenco. Para avançar, a equipe comandada por Alfaro terá de neutralizar os pontos de maior risco e capitalizar qualquer oportunidade de gol que surgir.
Em síntese, Alfaro define França como um desafio de alta complexidade, que exigirá do Paraguai atenção redobrada, leitura rápida dos momentos de jogo e ajustes táticos precisos. A escalação final só será conhecida próximo ao apito inicial, enquanto a seleção trabalha para chegar ao jogo nas melhores condições físicas e coletivas possíveis.
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