Karen Cristina supera problema cardíaco e volta a jogar pelo Atlético-MG

Karen Cristina em treino pelo Atlético-MG
Karen Cristina, do Atlético-MG — Foto: Izabela Baeta/ge

Karen Cristina, zagueira do Atlético-MG, relembra o diagnóstico de ponte miocárdica que recebeu em 2023, o afastamento do clube anterior e o caminho de recuperação até obter a liberação médica e retornar ao futebol profissional.

Karen Cristina e a recuperação

O problema identificado nos testes foi a chamada ponte miocárdica, uma variação anatômica em que uma artéria coronária perfaz trajeto pelo interior do músculo cardíaco. Em muitos casos essa condição não provoca sintomas, mas pode causar dor no peito ou arritmias em situações específicas. Foi durante um teste em esteira, nos exames do São José, que a alteração foi detectada e motivou o afastamento imediato da jogadora.

Dispensada pelo clube após o diagnóstico, Karen Cristina precisou reorganizar sua rotina e buscar alternativas para a investigação e tratamento. Ela recebeu apoio técnico e financeiro de pessoas próximas: a avó ajudou com consultas particulares, enquanto colegas de outras equipes do futebol feminino também deram assistência para conseguir exames e atendimento especializado.

Karen Cristina em treino do Atlético
Karen Cristina em treino do Atlético — Foto: Divulgação/Galo Feminino

No relato dado pela atleta, a indicação de profissionais foi fundamental. A atacante Soraya, que atuou pelo Atlético em 2023, sugeriu contato com a cardiologista Andreza; além disso, Bruna Calderan, do São Paulo, e Duda Santos, do Palmeiras, também colaboraram para que Karen pudesse fazer parte dos exames e seguir o processo de liberação.

Rede de apoio e retorno ao esporte

O apoio fora de campo foi determinante para que a zagueira prosseguisse com as avaliações. Com novos exames realizados e acompanhamento médico especializado, não foram encontradas alterações que impedissem a volta às atividades. O treinador do clube, ao receber os resultados, orientou a atleta a retornar e integrar o elenco novamente.

Desde o retorno, Karen Cristina passou a ser acompanhada pelo departamento médico e pela comissão técnica do Atlético-MG, com cronograma de exames e monitoramento periódicos. A rotina de avaliações tem sido enfatizada para garantir a segurança da jogadora, que hoje atua sem carregar a preocupação do diagnóstico inicial durante as partidas.

Karen Cristina, zagueira do Atlético
Karen Cristina, zagueira do Atlético — Foto: Divulgação/Galo Feminino

Contexto médico da ponte miocárdica

A ponte miocárdica é uma variação anatômica reconhecida na cardiologia. Em muitos pacientes não há repercussão clínica e o diagnóstico surge de maneira incidental em exames de imagem ou testes de esforço. Quando há sintomatologia ou risco, o manejo é individualizado, com acompanhamento cardiológico e, quando necessário, tratamento específico para controlar sintomas e evitar complicações.

No caso da atleta, a repetição do exame em esteira mostrou evolução favorável e permitiu que o clube aceitasse a liberação para retorno às competições, sempre com protocolos de monitoramento. A experiência reforça a importância de avaliações detalhadas e de permitir que atletas tenham acesso a especialistas antes de tomadas de decisão definitivas.

Recuperação física e disponibilidade

Além do episódio cardíaco, Karen Cristina teve passagem recente pelo departamento médico do Atlético-MG para tratamento de lesão no ligamento colateral medial do joelho direito. A atleta esteve em recuperação desde março e, segundo o clube, já está à disposição da técnica Fabi Guedes para integrar o elenco quando solicitada.

O caso da zagueira destaca também temas recorrentes no futebol feminino: necessidade de rede assistencial, relação entre clubes e profissionais de saúde e o papel do apoio entre jogadoras. A solidariedade mencionada por Karen — envolvendo colegas de São Paulo e Palmeiras — ilustra como conexões pessoais podem influenciar trajetórias esportivas.

  • A detecção foi feita em 2023 durante exame de esteira no São José.
  • O diagnóstico identificado foi ponte miocárdica.
  • Jogadoras e familiares ajudaram financeiramente e com encaminhamentos.
  • Após novos exames, a atleta teve liberação médica para jogar.

Para entender melhor iniciativas do clube em formação de atletas e estrutura, leia a análise sobre o desenvolvimento do Atlético-MG com atletas da base. A participação do time em competições nacionais também se reflete em confrontos recentes, como na oitavas da Copa do Brasil Feminina, e em discussões sobre presença de público, tema abordado na matéria sobre a média de público da Arena MRV.

No campo, a confiança demonstrada pela jogadora chamou a atenção: a atleta destacou que, após a sequência de exames sem alterações, retomou treinos e competições com desempenho e nível físico compatíveis com as exigências da posição de zagueira.

O retorno de Karen Cristina é um exemplo de como diagnóstico, apoio e vigilância médica podem convergir para garantir a saúde e a continuidade da carreira de atletas. A história também sinaliza a importância de canais de ajuda entre jogadoras e profissionais de saúde para enfrentar episódios que, à primeira vista, podem ameaçar trajetórias no esporte.

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