A seleção brasileira apresentou um meio-campo mais equilibrado ao testar um reforço no setor, mas enfrenta uma possível limitação no banco de reservas, aponta o comentarista Arnaldo Ribeiro em sua análise no UOL News Esporte, do Canal UOL.
Teste com Lucas Paquetá revela fragilidade no elenco
Durante um treino nos Estados Unidos, o técnico Carlo Ancelotti testou Lucas Paquetá entre os titulares, mantendo Igor Thiago como referência ofensiva. O desenho tático contou com três homens atuando por dentro, mostrando uma opção estratégica para reforçar o meio-campo. Para Arnaldo Ribeiro, essa adaptação é coerente, porém evidencia um problema no planejamento da convocação.
“Aleluia. Espero que não seja tarde demais. Mas não foi só o Paquetá, né? Temos centroavante, centroavante. […] Se for essa seleção que vai estrear na Copa, com o Paquetá e com o Igor Thiago, a convocação foi mal feita. Porque aí o plano B vai ser difícil de ser adotado. Você tem poucos meio-campistas convocados. […] E aí, se você tiver só um reserva nas duas posições, você convocou errado. Essa é a minha conclusão.” afirmou o comentarista.
Detalhes do treino e estratégias de Ancelotti
O jornalista Danilo Lavieri explicou que o treino contou com testes de posicionamento e pouca oposição, visando uma ideia clara: ter mais jogadores no meio e um atacante de referência para contribuir na recomposição defensiva.
“No primeiro momento, esse meio de campo tinha o Casemiro, o Bruno Guimarães, o Paquetá caindo um pouco mais pela direita, o Raphinha meio centro, meio esquerda, junto com o Vini, e o Igor Thiago jogando de referência. […] O Ancelotti queria que ele voltasse para o central e teve essa orientação de virar muito a bola, especialmente lá atrás.” detalhou Lavieri.
Opiniões divergentes sobre o posicionamento de Paquetá
O comentarista Julio Gomes ressaltou que a presença de Paquetá só representa uma real mudança se ele atuar centralizado, como um tradicional camisa 10. Para ele, posicionar o meia aberto pela direita altera apenas a característica ofensiva do setor, sem modificar a estrutura do meio-campo.
“Pra mim, ele joga bem, bem como um camisa 10, como o terceiro homem do meio de campo pelo centro. […] Se é pra botar o Paquetá pela direita, aí só muda a característica. Luiz Henrique é um tipo de jogador, o Paquetá é outro tipo de jogador. Mas não é uma super mudança.” explicou Julio Gomes.
Já o ex-jogador e comentarista Casagrande ficou em um meio-termo, aprovando a tentativa de fortalecer o meio, mas destacando que o ajuste precisa ser feito com jogadores centralizados, não com um atleta aberto que tende a fechar por dentro. Segundo ele, a seleção brasileira pode sofrer quando o adversário congestiona a faixa central.
“Eu acho que falta jogador no meio, não um cara fazendo terceiro ou quarto homem pelo lado. Jogador no meio mesmo. […] Na minha visão, precisa de cara no meio mesmo. No meio mesmo.” afirmou Casagrande.
O desafio do elenco brasileiro para a Copa do Mundo
O debate em torno da convocação e da formação da seleção brasileira evidencia desafios que vão além das mudanças táticas. A limitação no número de meio-campistas convocados pode comprometer as alternativas durante as partidas, especialmente em competições tão exigentes como a Copa do Mundo.
A necessidade de um banco de reservas estratégico e a luta por equilíbrio no meio-campo são eixos fundamentais para que o Brasil mantenha sua tradição e competitividade nos gramados internacionais.



