Proprietário da SAF admite possível Saída do Votuporanguense

Possível Saída do Votuporanguense após eliminação na A2
Jogadores do Juventus comemoram vitória ao final da partida contra o Votuporanguense no estádio Arena Plínio Marin pelo campeonato Paulista A2 2026 — Foto: Rapha Marques/RP FOTOPRESS/AGIF

A Saída do Votuporanguense foi admitida por um dos proprietários da SAF do clube, que afirmou que a continuidade do projeto depende da entrada de novos investidores ou de uma eventual venda da operação ao fim da temporada.

Depois de uma campanha que levou a torcida a sonhar com o acesso à elite do Campeonato Paulista, o futuro do Votuporanguense voltou ao centro das discussões em Votuporanga. Segundo Helton Borges, sócio da SAF, a manutenção do projeto está condicionada à chegada de parceiros capazes de dividir o custo crescente do futebol profissional.

Hélio Borges, um dos donos da SAF do Votuporanguense — Reprodução/ Facebook
Hélio Borges, um dos donos da SAF do Votuporanguense — Foto: Reprodução/ Facebook

Helton explicou que, ao longo de 12 anos de investimento, o grupo foi reduzido e, nos últimos três anos, apenas ele e Roberto permaneceram como aportadores principais. Em razão desse peso financeiro concentrado, a direção da SAF tem buscado alternativas que garantam viabilidade ao clube.

Saída do Votuporanguense: prazo e condições apontadas pela SAF

De acordo com a direção, o plano é manter as operações até o final do ano caso não surjam interessados — seja na forma de novos investidores, seja através de uma venda completa da SAF para quem queira assumir o projeto. A posição oficial deixa claro que a continuidade do futebol profissional em Votuporanga depende diretamente dessa movimentação empresarial.

Helton afirmou que há expectativa de adesão por parte de empresários locais e que ainda existe tempo para reverter a possibilidade de saída do clube. A declaração reforça a intenção de dialogar com potenciais parceiros e também de avaliar propostas de quem deseje adquirir a operação e dar sequência ao trabalho já realizado.

Caskinha, presidente do Votuporanguense — Divulgação/Instagram
“Caskinha”, presidente do Votuporanguense — Foto: Divulgação/Instagram

O presidente do clube, Edilberto Fiorentino, conhecido como Caskinha, reforçou a preocupação com a sustentabilidade financeira do projeto e disse estar alinhado com os proprietários. Segundo ele, a manutenção do futebol profissional exige soluções coletivas envolvendo poder público, empresas e a comunidade.

Contexto esportivo e impacto da eliminação

A discussão sobre uma possível saída do Votuporanguense ganhou força após a eliminação na semifinal da Série A2 para o Juventus — o empate sem gols no confronto decisivo impediu o acesso à Série A1. A direção avalia que a presença em uma divisão superior teria aumento de receitas e visibilidade, o que poderia alterar radicalmente o equilíbrio financeiro do clube.

Nas palavras dos dirigentes, se o clube tivesse alcançado o acesso, a Federação Paulista e os patrocinadores tenderiam a oferecer apoio mais robusto, diminuindo a pressão sobre os investidores atuais. Sem essa conquista, o cenário financeiro se tornou mais incerto.

Quem pode ajudar — e o que está em jogo

O apelo dos responsáveis pela SAF é por uma mobilização local e regional. Entre as possíveis alternativas apontadas pela direção, destacam-se:

  • Entrada de empresários ou grupos investidores que possam dividir a gestão e os custos;
  • Venda total ou parcial da SAF a interessados que queiram seguir com o projeto;
  • Maior participação de patrocinadores e do poder público em medidas de apoio ao clube.

Os dirigentes lembram que o Votuporanguense representa uma identidade histórica para a cidade e que sua continuidade vai além dos balanços: inclui impacto social e cultural para a comunidade local.

O que vem a seguir

Até que haja definição, o clube tem vaga garantida para a Série A2 de 2027, mas a efetiva participação dependerá da viabilização financeira apontada pelos investidores. A direção segue em busca de interessados e reafirma abertura para conversas sobre a venda da SAF.

A torcida, os patrocinadores locais e as autoridades ainda têm prazo para buscar soluções. Enquanto isso, a diretoria planeja encerrar o ano fiscal mantendo o time em atividade e avaliando propostas que possam preservar o futebol profissional em Votuporanga.

Para a comunidade esportiva da cidade, o desfecho terá importância direta no calendário e nas perspectivas das próximas temporadas. O tema deve permanecer em pauta até que surjam propostas concretas.

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