A Saída do Votuporanguense foi admitida por um dos proprietários da SAF do clube, que afirmou que a continuidade do projeto depende da entrada de novos investidores ou de uma eventual venda da operação ao fim da temporada.
Depois de uma campanha que levou a torcida a sonhar com o acesso à elite do Campeonato Paulista, o futuro do Votuporanguense voltou ao centro das discussões em Votuporanga. Segundo Helton Borges, sócio da SAF, a manutenção do projeto está condicionada à chegada de parceiros capazes de dividir o custo crescente do futebol profissional.
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Helton explicou que, ao longo de 12 anos de investimento, o grupo foi reduzido e, nos últimos três anos, apenas ele e Roberto permaneceram como aportadores principais. Em razão desse peso financeiro concentrado, a direção da SAF tem buscado alternativas que garantam viabilidade ao clube.
Saída do Votuporanguense: prazo e condições apontadas pela SAF
De acordo com a direção, o plano é manter as operações até o final do ano caso não surjam interessados — seja na forma de novos investidores, seja através de uma venda completa da SAF para quem queira assumir o projeto. A posição oficial deixa claro que a continuidade do futebol profissional em Votuporanga depende diretamente dessa movimentação empresarial.
Helton afirmou que há expectativa de adesão por parte de empresários locais e que ainda existe tempo para reverter a possibilidade de saída do clube. A declaração reforça a intenção de dialogar com potenciais parceiros e também de avaliar propostas de quem deseje adquirir a operação e dar sequência ao trabalho já realizado.
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O presidente do clube, Edilberto Fiorentino, conhecido como Caskinha, reforçou a preocupação com a sustentabilidade financeira do projeto e disse estar alinhado com os proprietários. Segundo ele, a manutenção do futebol profissional exige soluções coletivas envolvendo poder público, empresas e a comunidade.
Contexto esportivo e impacto da eliminação
A discussão sobre uma possível saída do Votuporanguense ganhou força após a eliminação na semifinal da Série A2 para o Juventus — o empate sem gols no confronto decisivo impediu o acesso à Série A1. A direção avalia que a presença em uma divisão superior teria aumento de receitas e visibilidade, o que poderia alterar radicalmente o equilíbrio financeiro do clube.
Nas palavras dos dirigentes, se o clube tivesse alcançado o acesso, a Federação Paulista e os patrocinadores tenderiam a oferecer apoio mais robusto, diminuindo a pressão sobre os investidores atuais. Sem essa conquista, o cenário financeiro se tornou mais incerto.
Quem pode ajudar — e o que está em jogo
O apelo dos responsáveis pela SAF é por uma mobilização local e regional. Entre as possíveis alternativas apontadas pela direção, destacam-se:
- Entrada de empresários ou grupos investidores que possam dividir a gestão e os custos;
- Venda total ou parcial da SAF a interessados que queiram seguir com o projeto;
- Maior participação de patrocinadores e do poder público em medidas de apoio ao clube.
Os dirigentes lembram que o Votuporanguense representa uma identidade histórica para a cidade e que sua continuidade vai além dos balanços: inclui impacto social e cultural para a comunidade local.
O que vem a seguir
Até que haja definição, o clube tem vaga garantida para a Série A2 de 2027, mas a efetiva participação dependerá da viabilização financeira apontada pelos investidores. A direção segue em busca de interessados e reafirma abertura para conversas sobre a venda da SAF.
A torcida, os patrocinadores locais e as autoridades ainda têm prazo para buscar soluções. Enquanto isso, a diretoria planeja encerrar o ano fiscal mantendo o time em atividade e avaliando propostas que possam preservar o futebol profissional em Votuporanga.
Para a comunidade esportiva da cidade, o desfecho terá importância direta no calendário e nas perspectivas das próximas temporadas. O tema deve permanecer em pauta até que surjam propostas concretas.
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