A SAF Botafogo está próxima de definir um novo investidor, após a Eagle/Ares, que detém 90% das ações, receber quatro propostas oficiais e se preparar para escolher o melhor comprador.
Propostas apresentadas e negociações em curso
As propostas recebidas são da GDA Luma Capital, da Mastercom, e de uma parceria entre os empresários Evangelos Marinakis e Kia Joorabchian, com apoio do ex-gestor da SAF, John Textor. Em coletiva recente, Textor negou ter formalizado uma oferta, mas enviou e-mails ao associativo com sugestões para reformular a relação entre a SAF e o Botafogo social.
As ofertas foram direcionadas inicialmente ao presidente do Botafogo associativo, João Paulo Magalhães, que as encaminhou para a Eagle/Ares. Segundo JP, a proposta de Kia Joorabchian é de 50 milhões de dólares, enquanto a GDA Luma Capital ofertou 105 milhões de dólares.
Atualmente, a Cork Gully administra a Eagle Bidco e conduz as negociações para venda da SAF. O principal objetivo da Ares é vender a SAF Botafogo, não permanecer como gestora. Em abril, as ações foram colocadas à venda em um jornal britânico, dando início formal ao processo.
Contexto financeiro e atratividade das propostas
Os valores apresentados visam fortalecer o caixa da SAF para suprir despesas imediatas e iniciar nova etapa. A Eagle/Ares busca aliviar a pesada dívida bilionária, aberta e acumulada pela SAF Botafogo, oferecendo as ações a quem assumir o compromisso financeiro.
Além do pagamento pelo controle acionário, o futuro investidor terá que lidar com uma dívida crescente: o passivo divulgado ultrapassa R$ 2 bilhões, mas associados do clube acreditam que o montante real possa chegar a R$ 3 bilhões.
A decisão da Eagle levará em conta o valor ofertado pelas ações e o aporte imediato à SAF. A GDA Luma Capital, liderada pelo empresário mexicano Gabriel de Alba, desponta como favorita, principalmente por ter negócios com a Ares globalmente e manter diálogo aberto com todos os envolvidos.
Movimentações envolvendo o associativo e reações dos sócios
Na última segunda, o presidente JP Magalhães reuniu cerca de 70 sócios na sua residência para discutir o futuro da SAF e apresentar as propostas. Eduardo Iglesias foi formalmente apresentado como o novo dirigente geral da SAF após uma assembleia.
Durante a reunião, a oferta de John Textor foi exposta ao público, acompanhada por vídeo enviado pelo empresário, que não foi bem recebido, gerando vaias. Por sua vez, Gabriel de Alba detalhou sua proposta aos sócios via chamada de vídeo, recebendo aplausos e mostrando amplo interesse no clube.
A Mastercom Capital, que já manifestara interesse anteriormente, planeja enviar uma nova proposta para tentar superar a preferida GDA, buscando garantir um projeto sustentável a longo prazo, equilibrando dívidas e competitividade da equipe.
A disputa judicial sobre a propriedade da SAF
Na última quinta-feira, John Textor ingressou com ação judicial contra a Eagle alegando ser o legítimo dono das ações da SAF Botafogo. A controvérsia gira em torno do pagamento de aproximadamente R$ 150,3 milhões que a Eagle deveria pagar a Textor para concluir a transferência formal das ações.
Embora a transferência das ações tenha sido registrada no Livro de Registro da SAF, Textor alega ausência do pagamento acordado, o que, segundo seus advogados, inviabilizaria a conclusão do negócio.
Essa disputa legal ainda não teve resposta da Cork Gully, administradora judicial da Eagle Bidco, diante da notificação recebida.
Próximos passos na briga pela SAF Botafogo
- A Eagle/Ares avaliará as propostas com base no valor e na garantia de um projeto sustentável.
- Quem assumir a SAF terá que demonstrar capacidade de quitar as dívidas bilionárias e manter equipe competitiva.
- O cenário financeiro e judicial poderá influenciar fortemente a escolha do novo controlador.
- As negociações seguem com atenção máxima dos associados e do mercado esportivo.
Acompanhe o desdobramento dessa negociação que poderá marcar uma nova era para o Botafogo.
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