Apesar de ouvir os líderes do elenco, a decisão sobre a escalação da seleção brasileira é prerrogativa do técnico Carlo Ancelotti, ressaltou o colunista Pedro Venancio Couto (PVC) no programa De Primeira, do Canal UOL.
Indicações e decisões do técnico na seleção brasileira
Nos últimos treinos, observou-se mudanças na formação da equipe, como Douglas Santos na lateral esquerda, Lucas Paquetá no meio-campo e o jovem Igor Thiago no comando de ataque como camisa 9, além de ajustes no lado direito do campo. Segundo PVC, Ancelotti mantém um diálogo aberto com as lideranças do grupo, mas quem define a escalação é o próprio treinador.
“Os líderes são ouvidos para questões internas, mas não para escalação. A informação que eu tenho é que o Ancelotti é um cara democrático e conversa com quem ele confia. Claro, quem define a relação é o próprio treinador. Há um ponto positivo de ouvir alguém dizer que precisa de um meio-campo um pouco mais robusto. Há algum tempo, o que se dizia era que os testes precisavam ser feitos nos jogos, não apenas nos treinos”, explicou o comentarista.
Surpresas no treinamento e a nova formação
O colunista Pedro Lopes ressaltou que os treinos misturaram elementos esperados com surpresas, como a troca na lateral esquerda e a entrada de Igor Thiago no ataque. A formação apresentada sugere um meio-campo com três jogadores e um centroavante mais tradicional, uma mudança tática significativa para a equipe.
“Seguiu o caminho de dar mais corpo para esse meio de campo, com três homens com a entrada do Paquetá e a entrada do Igor Thiago no ataque. Um centroavante mais tradicional, camisa 9, com o Vini Jr. de um lado, o Raphinha do outro. É uma formação diferente daquilo que o Ancelotti vem fazendo e essa entrada do Igor Thiago no time é uma surpresa”, destacou Pedro Lopes.
Estratégia tática para um meio-campo mais consistente
PVC detalhou que a ideia tática visa dar “largura” ao campo pela lateral através do lateral Wesley, enquanto Paquetá atua fechando o lado na defesa e atacando por dentro quando a equipe está com a posse de bola. Isso cria um corredor aberto para o apoio e fortalece o meio-campo de forma consistente.
“Quem dá largura para o campo pela direita é o Wesley. O Paquetá tem a facilidade de fechar o lado quando perde a bola. Aí você faz a linha de quatro, e quando tem a bola ele vem por dentro receber na interlinha, entre a linha dos volantes e a linha dos zagueiros, e abre o corredor para o Wesley jogar. Isso deixa o meio campo mais consistente”, explicou PVC.
Debate sobre a ausência de Danilo entre os titulares
Outro ponto de destaque foi a ausência do volante Danilo entre os titulares no último treino. Pedro Lopes sugeriu que Ancelotti vê Danilo como alternativa principalmente para a posição de Bruno Guimarães, que voltou recentemente de lesão e ainda pode não estar em sua melhor forma física.
“Ancelotti vê o Danilo como opção mais para a posição do Bruno, que passou um tempo longo machucado nesse semestre e voltou meio em cima da Copa. Talvez ele ainda não esteja operando na sua melhor condição, principalmente em comparação com o Danilo, que está no auge físico e técnico”, comentou Pedro Lopes.
O treinador segue ajustando o elenco e testando alternativas para garantir a melhor formação na busca pelo título da Copa do Mundo.


