O ex-atacante conhecido como Júnior Pipoca deixou os gramados e encontrou no mar a nova rotina profissional: atualmente instrutor de kitesurf em Fortaleza, ele combina turismo e prática esportiva enquanto revisita a trajetória que o levou a ser artilheiro e campeão por Vitória e Bahia.
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Júnior Pipoca: do futebol ao kitesurf
Revelado pelo Fortaleza nos anos 90, Júnior Pipoca fez carreira longa e diversa, jogando em clubes do Brasil e da Europa. Depois de encerrar a carreira profissional em 2016, ele voltou a Fortaleza e passou a se dedicar ao kitesurf, esporte que já praticava nos intervalos da carreira. Hoje, além de velejar, organiza passeios, faz logística de travessias e atua como instrutor para turistas.
Uma trajetória em sete países
A experiência internacional do ex-atacante é parte importante do currículo: ao longo de mais de 20 anos como jogador, passou por times no Brasil e na Europa, acumulando vivências que agora o ajudam a receber visitantes estrangeiros em suas atividades de turismo náutico. O contato com outras culturas e idiomas facilita o trabalho com públicos diversos.
Clubes pelos quais passou (destaque do currículo):
- Fortaleza, Ferroviário
- Córdoba (Espanha), KSK Beveren (Bélgica), AC Ajaccio (França)
- Equipes na Inglaterra e Dinamarca: Rotherham, Odense BK, FC Kobenhavn, entre outros
- Vitória, Ceará, Bahia, ABC e Jacuipense
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Carreira e títulos
No futebol, Júnior viveu o auge da carreira ao marcar 30 gols pelo Vitória em 2010, temporada que incluiu título estadual e a conquista da Copa do Nordeste. No ano seguinte, defendeu o Bahia e também conquistou o Campeonato Baiano, passando a integrar o seleto grupo de jogadores que marcaram gols por ambos os grandes clubes do estado, Vitória e Bahia.
- Campeonato Baiano: 2010 (Vitória) e 2012 (Bahia)
- Copa do Nordeste: 2010 (Vitória)
- Campeonato Cearense: 2011
- Títulos internacionais de clube em ligas europeias (conforme histórico profissional)
Vida após os gramados
Ao deixar o futebol, o ex-atacante passou a valorizar a rotina junto ao mar. O kitesurf tornou-se um ofício e uma forma de manter a competitividade: ele organiza travessias, oferece suporte nas rotas e acompanha turistas durante os passeios. A atividade reúne trabalho, lazer e a paixão pelo esporte.
Mesmo com a mudança de cenário, a ligação com o futebol permanece: a nostalgia das conquistas e dos grandes estádios vem junto das lembranças das viagens e das partidas fora do país. Ao mesmo tempo, a vida na praia e o contato com o mar trouxeram novos desafios e oportunidades profissionais.
O papel do instrutor
Como instrutor de kite, Júnior atua em diferentes frentes: ensino técnico, organização de passeios e suporte para turistas. Por ter vivido em países estrangeiros, domina idiomas que o ajudam a receber visitantes internacionais e a promover experiências de turismo esportivo na região de Fortaleza e em travessias que se estendem a destinos como os Lençóis Maranhenses.
O trabalho exige preparo físico, conhecimento das condições do mar e habilidade para garantir segurança e boa experiência aos alunos e clientes — competências que o ex-jogador vem acumulando desde que começou a praticar o esporte ainda como atleta profissional.
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Repercussão e memória
No contato com torcedores e colegas de profissão, Júnior mantém a memória das temporadas vitoriosas. O carinho por clubes como o Vitória é lembrado pelas relações mantidas com funcionários e torcedores; já a passagem pelo Bahia também figura entre as recordações afetivas, sobretudo por laços pessoais formados durante a estadia em Salvador.
Hoje, perto dos 50 anos, ele concilia a vida de instrutor com a participação em competições amadoras e eventos de kitesurf, mantendo viva a veia competitiva que marcou duas décadas no futebol.
Para quem quer acompanhar o trabalho do ex-atacante e as atividades de turismo náutico, o instrutor costuma compartilhar registros das viagens e dos passeios nas redes sociais e recebe turistas interessados em viver a experiência do kite em cenários como Fortaleza e Lençóis Maranhenses.
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Fechamento: a trajetória de Júnior Pipoca ilustra a transição de um atleta profissional para um empreendedor esportivo que transformou a afinidade com o mar em fonte de renda e em atividade que preserva o vínculo com a competição e com o público.
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