O comentarista Julio Gomes avaliou que a seleção brasileira hoje é um “outsider” na Copa do Mundo e está na chamada “segunda prateleira” entre as equipes favoritas. Em entrevista ao UOL News Esporte, do Canal UOL, ele destacou que o aumento no número de seleções e o novo formato do mata-mata podem tornar a competição mais imprevisível, abrindo espaço para surpresas.
Brasil na segunda prateleira da Copa do Mundo
Julio Gomes explicou que o cenário atual do futebol mundial mudou em relação às décadas anteriores, quando o torneio era dominado por três ou quatro forças principais, como Brasil, Argentina, Itália e Alemanha. Agora, afirmou, o Brasil não está mais no topo absoluto, mas permanece entre os times fortes, o que ele chamou de segunda prateleira.
“A gente se acostumou com o futebol de seleções do século passado, em que havia basicamente três ou quatro forças em cada Copa do Mundo. Era Brasil, Argentina, Itália, Alemanha. Hoje o Brasil não é mais top. Essa Copa pode abrir o caminho para um outsider e hoje o Brasil é um outsider. É a segunda prateleira, não é a quarta prateleira, mas é a segunda prateleira e nessa segunda prateleira tem um monte de gente.”
O impacto do novo formato da competição
Para o comentarista, a mudança na estrutura do torneio, especialmente o número maior de seleções e o desenho do mata-mata, pode resultar em partidas decisivas já nas fases iniciais, onde times favoritos podem se enfrentar e serem eliminados, deixando o caminho aberto para equipes menos cotadas.
“Você pode ter uma quarta de final de Copa sem as favoritas. A França vai ter problema no caminho, a Espanha vai ter problema no caminho, a Argentina vai ter problema no caminho e isso pode abrir o caminho para um outsider.”
Possibilidade de uma trajetória mais favorável para o Brasil
Julio Gomes ainda acrescentou que se houver uma concentração de forças num mesmo quadrante da chave, isso pode facilitar a vida dos times que estiverem do lado oposto, incluindo o Brasil. Essa possível distribuição pode permitir que o Brasil tenha uma sequência mais tranquila de jogos até a semifinal.
“Eu acho que essa Copa grande, em que você pode ter uma concentração de forças num quadrante da chave, quando sair o mata-mata, pode ajudar o Brasil a ter uma caminhada de três jogos tranquilos de mata-mata até chegar a uma semifinal de Copa do Mundo.”
Treinamentos e agenda da seleção brasileira
Enquanto isso, o repórter Danilo Lavieri detalhou a programação de treinos da seleção brasileira, que tem atividades em dois períodos, com parte das sessões fechadas para a imprensa. Ele também mencionou os protocolos locais e a possibilidade de interrupções devido a relâmpagos.
“O Brasil treina já às 10 da manhã daqui, 11 da manhã do Brasil, fechado para a imprensa. Depois, a 1 hora da tarde tem entrevista coletiva. E às 5 horas da tarde, horário local, tem um treino que a gente vai poder acompanhar 15 minutos.”



