O técnico Alex de Souza tem escalado jogadores da base com frequência no Athletic, e a aposta nas categorias inferiores ganhou mais destaque na vitória sobre o Avaí pela Série B. A estratégia aparece tanto pelo aproveitamento de jovens com bom nível quanto pela necessidade de suprir lacunas do elenco provocadas por lesões e suspensões.
Jogadores da base ganham espaço no Athletic
No confronto com o Avaí, o atacante Luiz Fernando, de 18 anos, entrou aos 24 minutos do segundo tempo; no banco também estiveram o zagueiro Gustavo Morais e o meia Dudu, ambos com 20 anos. A utilização direta e as convocações repetidas mostram que a comissão técnica tem observado as opções vindas das categorias de base para integrar o elenco profissional.
Alex disse que a integração entre base e profissional foi combinada desde sua chegada a São João del Rei, com alinhamento entre comissão e coordenação. Ele destacou que, apesar do impacto nas equipes de formação — o sub-20 sofreu derrota por 3 a 2 para o Cruzeiro no Mineiro — a finalidade do trabalho de base é alimentar o time principal com atletas preparados para a competição.
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Dos jovens relacionados, apenas Dudu foi opção pela primeira vez sob o comando de Alex; Luiz Fernando já havia sido relacionado contra o Juventude, e Morais apareceu em convocações anteriores, nas partidas diante de Náutico e Vila Nova-GO. Outros jovens que já figuraram em listas são Matheus Pimenta e Gabriel Carioca, convocados em oportunidades distintas.
O clube também já utilizou, em outros jogos, atacantes e defensores saídos da base: Carlito, que estreou diante do Rio Branco-ES e hoje está no Cianorte, e Gabriel Índio, que integrou o time principal aos 17 anos no início de 2026 antes de negociações que o afastaram das relações a partir de 19 de abril. Alex ressaltou a importância da janela de transferências quando surge a oportunidade de negócio com clubes europeus, citando o exemplo de uma venda recente para o Benfica.
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Além da oportunidade esportiva, a promoção de jovens cumpre papel de gestão do elenco. Com um calendário exigente e problemas de suspensões que afetaram o time ao longo da temporada, a comissão técnica tem recorrido à base para compor a relação de jogadores e, dependendo do caso, lançar mão desses atletas durante as partidas.
Quem tem sido aproveitado
Entre os nomes que aparecem com frequência nas listas do treinador estão:
- Luiz Fernando (18 anos) — entrou diante do Avaí e já havia sido relacionado contra o Juventude;
- Gustavo Morais (20 anos) — zagueiro do sub-20 com convocações anteriores;
- Dudu (20 anos) — meia que foi opção no banco pela primeira vez com Alex;
- Gabriel Índio e Carlito — jovens que chegaram a atuar pelo profissional em 2026.
O uso de jovens não é isolado: o clube mantém diálogo institucional entre a comissão técnica e a coordenação da base, com a intenção de que o processo de formação termine na possibilidade real de atuação no time principal.
Para ampliar a leitura sobre a movimentação do clube e decisões técnicas recentes, há textos no portal que abordam mudanças de relação entre atletas e comissão, como a matéria sobre a volta de peças ao time titular e a disputa por posições — um exemplo é o texto que fala sobre a retomada de titularidade na lateral esquerda, que reabriu a disputa na posição na equipe do Athletic. Outra publicação que trata do trabalho de base com foco em competições de formação compara objetivos e resultados nas categorias inferiores no Brasileirão Sub-20.
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O aproveitamento da base também pode ser observado como resposta a contingências imediatas: suspensões, lesões e negociações no mercado forçam a comissão técnica a olhar para dentro do clube. Nesse cenário, jogadores da base acabam por receber minutos para ganhar experiência e, ao mesmo tempo, oferecer alternativas táticas e numéricas ao treinador.
Na próxima rodada da Série B, o Athletic enfrenta o Operário-PR, na terça-feira, 7 de julho, às 20h, no Estádio Joaquim Portugal. Será mais uma oportunidade para avaliar como a integração dos jovens seguirá sendo aplicada durante a sequência da competição.
Fechando, o movimento de promover e utilizar jogadores da base é parte de uma política de longo prazo que envolve formação e também gestão do elenco. A prática tem valor esportivo imediato e reflexo na sustentabilidade do clube, ao mesmo tempo em que realiza o objetivo individual dos atletas de alcançar o time principal.
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