O treinador Mazola Júnior afirmou que a equipe do Ituano sofreu um surto de intoxicação alimentar que atingiu oito jogadores e membros da comissão técnica na véspera e no dia do empate por 2 a 2 contra o Itabaiana, no estádio Etelvino Mendonça, pela Série C do Campeonato Brasileiro.
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Intoxicação alimentar: relato de Mazola sobre o surto
Segundo Mazola, a intoxicação alimentar foi severa e condicionou decisões técnicas já no intervalo. O treinador explicou que as substituições na segunda etapa tiveram ligação direta com o estado clínico dos atletas e que a equipe, mesmo assim, reagiu para buscar o empate com gols de Tiaguinho e Léo Passos.
O técnico destacou ainda que, apesar de o Ituano ter saído perdendo por 2 a 0, não considera que a equipe tenha feito uma apresentação ruim no primeiro tempo. Em sua avaliação, além do problema de saúde, fatores como o estado do gramado influenciaram o rendimento.
Críticas à arbitragem e pedidos à CBF
Além da questão médica, Mazola voltou a criticar a arbitragem do jogo. Ele contestou lances capitais: uma falta que teria ocorrido antes do primeiro gol do Itabaiana e um gol anulado do atacante Mezenga por impedimento. O treinador reclamou também da presença de um quarto árbitro local, nascido em Itabaiana, e pediu providências à CBF diante da ausência do VAR.
Principais pontos da reclamação
- Questionamento de lances próximos ao primeiro gol do Itabaiana;
- Gol anulado de Mezenga, segundo Mazola, por interpretação errada da bandeira;
- Crítica ao fato de o quarto árbitro ser de Itabaiana e ao nível de experiência do trio de arbitragem.
Na avaliação pública do técnico, a CBF precisa agir para garantir isenção quando não há VAR, evitando que oficiais locais ocupem funções de suporte em partidas em que o time da casa esteja envolvido.
Reação do time e consequência na tabela
O Ituano conseguiu empatar a partida na segunda etapa com gols de Tiaguinho e Léo Passos, e Mazola elogiou a postura do grupo no intervalo. O ponto conquistado deixou o time com 17 pontos, na quinta colocação da Série C do Campeonato Brasileiro.
O técnico pediu reconhecimento pelo esforço diante das adversidades e destacou a importância de valorizar o resultado obtido fora de casa, sobretudo considerando o episódio da intoxicação alimentar que atingiu o elenco.
Para leitura sobre o ambiente do clube durante a pausa da temporada, veja reportagem sobre o clima interno do Ituano: Razera vê clima leve no Ituano durante pausa na Série C. Também há cobertura sobre a preparação da equipe: Guilherme Xavier elogia preparação do Ituano após pausa antes da Série C.
O treinador ressaltou que a comissão técnica e os jogadores trabalharam para reorganizar o time no intervalo, promovendo substituições que considerou necessárias diante do quadro clínico de parte do elenco. A reação no segundo tempo foi, segundo ele, fruto da cobrança interna e da capacidade de superação do grupo.
O que ficou do jogo
Do ponto de vista técnico, Mazola avaliou que o Ituano foi superior em vários momentos e que a efetividade veio após o reinício. Também pontuou que o péssimo estado do gramado e o episódio de saúde coletiva foram elementos que marcaram a partida no Sergipe.
O empate por 2 a 2 ficou marcado pelo caráter de superação do elenco e pelas discussões sobre a arbitragem, tema que deve ser levado à CBF pelo clube.
Próximo compromisso: o Ituano volta a campo no sábado, às 20h30, contra o Figueirense, no estádio Novelli Júnior, em Itu, pela 11ª rodada da Série B.
Apesar da divergência entre as competições mencionadas no relato — Série C para o jogo em Sergipe e a menção à Série B para a próxima rodada — a cronologia dos fatos e as informações sobre lesões e escalação foram preservadas conforme o relato oficial do treinador.
Em caso de continuidade do problema clínico, a comissão médica do clube terá papel central nas próximas viagens e na preparação para as partidas seguintes. Entre os pontos de atenção estarão:
- Monitoramento dos atletas afetados;
- Avaliação das condições de alimentação e logística da delegação;
- Comunicação com as autoridades locais e a CBF sobre a arbitragem, quando necessário.
O episódio também reabre debate sobre segurança e protocolos em deslocamentos de equipes profissionais, especialmente em competições que não contam com suporte de VAR. O tema envolve decisões administrativas que cabem ao clube e às instâncias organizadoras.
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Fechamento: Mazola valorizou o ponto conquistado e pediu providências à CBF em relação à arbitragem, enquanto o time retorna à preparação visando o confronto contra o Figueirense.
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