A fase do Guarani na Série C mudou de forma radical, e a virada de percepção da arquibancada virou cena de rua: após o time assumir a liderança, torcedores toparam participar de uma “fila de desculpas” ao técnico Elio Sizenando, que no começo do campeonato chegou a ouvir coros de “burro” no Brinco de Ouro.
A mobilização aconteceu em Campinas em meio ao clima de confiança que tomou conta do clube depois da goleada por 5 a 0 sobre o Amazonas, resultado que consolidou o Bugre no topo da tabela. A ideia era simples: ouvir do próprio torcedor se a desconfiança ficou para trás — e as respostas vieram em forma de retratações bem-humoradas e análises sobre as decisões do treinador.
“Fila de desculpas” marca virada com Elio Sizenando
Entre os depoimentos, o tom foi de reconhecimento pela retomada do time e pelo acerto de escolhas que haviam sido criticadas nas primeiras rodadas. A recepcionista Fernanda Sales resumiu o sentimento com franqueza e brincadeira ao admitir que havia criticado o treinador e, agora, estava “fechada” com ele.
Já o aposentado Ney Pacine citou decisões que geraram contestação, como mudanças na equipe e insistências em algumas peças, mas afirmou que o técnico “mostrou que estava certo”, ao ajustar o time e encontrar um funcionamento mais consistente.
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Do início turbulento ao topo da Série C
A atual “lua de mel” contrasta com um começo de trabalho turbulento. Elio Sizenando completaria três meses no Guarani no início da semana seguinte à publicação original da notícia. Ele chegou ao clube para substituir Matheus Costa, que deixou o cargo após a eliminação na Copa do Brasil.
Antes de assumir o Bugre, Sizenando havia feito boa campanha no Campeonato Paulista, levando o Capivariano às quartas de final, quando caiu para o Palmeiras. No Guarani, porém, o cenário inicial foi de cobrança: mesmo sem derrotas nas primeiras rodadas da Série C, a equipe oscilava e o desempenho em empates contra Maranhão, Itabaiana e Ferroviária gerou impaciência. Nesse intervalo, a vitória havia sido apenas diante do Volta Redonda.
Outro ponto destacado no relato original é que o treinador não foi a primeira opção do clube. A diretoria tentou outros nomes antes de definir a contratação e entregar a ele o projeto de acesso.
Jogo com o Santa Cruz foi “prova de fogo”
O momento de maior tensão ocorreu no dia 5 de maio, no Brinco de Ouro, diante do Santa Cruz. A partida foi tratada internamente como decisiva para a continuidade do trabalho, e a possibilidade de troca no comando estava em estudo caso o resultado não viesse.
A vitória saiu nos minutos finais, com gol do volante Willian Farias, o que deu fôlego imediato para a sequência e abriu caminho para a arrancada que mudou o ambiente no estádio e a avaliação sobre o treinador.
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Números do Guarani na Série C no recorte recente
Da vitória dramática em diante, o Guarani emplacou uma sequência positiva no período citado: em um recorte de um mês (cinco jogos), foram quatro vitórias e uma derrota. A evolução foi apontada principalmente em dois aspectos: produção ofensiva e manutenção da regularidade defensiva.
- Ataque em alta: após um início discreto, o time passou a produzir mais e foi impulsionado por duas goleadas por 5 a 0, contra Maringá e Amazonas. Com isso, o Bugre chegou ao posto de melhor ataque da competição, com 20 gols.
- Defesa consistente: o setor defensivo seguiu regular e, em quatro dos últimos cinco jogos citados, não sofreu gols. No total das nove rodadas mencionadas, o time aparecia como a defesa menos vazada, com sete gols sofridos.
Próximo jogo: confronto direto contra o Caxias
Líder isolado com 18 pontos, o Guarani tinha retorno marcado aos gramados em 13 de junho, um sábado, às 11h, para um confronto direto contra o Caxias. A expectativa, de acordo com o cenário descrito, era de um Brinco de Ouro em sintonia com o trabalho do treinador — bem diferente do clima pesado de semanas anteriores.
Com a liderança em mãos e a confiança recuperada, o clube transforma pressão em apoio e vê Elio Sizenando, antes contestado, virar personagem central do momento positivo na Série C.
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