Figueirense na Série C perde pontos por gols defensáveis e vê briga mais apertada

Igo Gabriel, goleiro do Figueirense na Série C
Igo Gabriel, goleiro do Figueirense — Foto: Patrick Floriani/FFC

Figueirense na Série C tem perdido pontos por gols defensáveis que comprometeram a campanha nas 13 primeiras rodadas, segundo levantamento que considera apenas lances com participação direta dos goleiros Fabrício e Igo Gabriel.

Figueirense na Série C

O estudo contabiliza quatro partidas nas quais falhas na meta tiveram impacto direto na pontuação: empates que poderiam ter sido vitórias e derrotas que poderiam ter terminado em igualdade. No recorte feito pela reportagem, as atuações de Fabrício e Igo Gabriel aparecem como determinantes para, segundo a projeção, até cinco pontos deixados pelo caminho.

Os lances analisados

Na estreia, no empate em 1 a 1 com o Ypiranga, Fabrício sofreu um gol em chute fraco que passou por baixo do goleiro e entrou devagar. Sem essa falha, o Figueirense teria somado dois pontos a mais naquela rodada. Na partida seguinte, contra o Maringá, no Orlando Scarpelli, Fabrício voltou a ter participação nos gols adversários: em uma sequência de erros defensivos ele pouco reagiu a uma finalização e, em outro lance, saiu da área de forma precipitada, foi driblado e o jogo terminou 3 a 1 para o Maringá — placar que, sem os gols defensáveis, poderia ao menos ter sido um empate.

Com Igo Gabriel, os prejuízos de pontuação foram registrados nas derrotas para Anápolis e Brusque. Em Anápolis, na derrota por 3 a 1, o goleiro se posicionou mal em uma falta que iniciou a virada e teve atuação questionada também no terceiro gol, em cruzamento para a área. Na 13ª rodada, no Augusto Bauer, o Figueirense perdeu por 3 a 1 para o Brusque; Igo Gabriel sofreu dois gols considerados defensáveis e, pela projeção, a partida poderia ter terminado empatada.

Igo Gabriel, goleiro do Figueirense na Série C
Igo Gabriel, goleiro do Figueirense — Foto: Patrick Floriani/FFC

Há ainda lances que não entram diretamente no cálculo dos pontos perdidos, mas que reforçam o problema de segurança no setor defensivo. Contra Floresta e Paysandu, por exemplo, Igo Gabriel falhou em gols sofridos, embora o Figueirense tenha sustentado as vitórias nessas partidas. No duelo com o Floresta, o goleiro chegou a defender um pênalti; contra o Itabaiana, a saída de Igo poderia ter sido melhor, mas a jogada também teve envolvimento dos defensores.

Quatro partidas, impacto direto

O levantamento aponta especificamente estas quatro partidas como decisivas para a projeção de pontos perdidos:

  • Empate 1 a 1 com Ypiranga (estreia) — falha de Fabrício;
  • Derrapagem contra Maringá no Scarpelli — participação de Fabrício em dois gols;
  • Derrota por 3 a 1 para Anápolis — posicionamento de Igo Gabriel em falta e cruzamento;
  • Derrota por 3 a 1 para Brusque no Augusto Bauer — dois gols defensáveis de Igo Gabriel.

Em partidas como a derrota por 3 a 0 para o Barra, no Orlando Scarpelli, a análise considerou que, mesmo com responsabilidade de Igo Gabriel em um dos lances, a remoção desse gol do cálculo não alteraria a pontuação final. Por isso, o jogo não consta no levantamento de pontos perdidos.

Repercussão e análise interna

Após a derrota para o Brusque, o técnico Raul Cabral comentou: — “Acho que o principal ponto é não transferir a responsabilidade apenas para um atleta. Tivemos outras falhas dentro do jogo, tanto nos outros gols, quanto na possibilidade de ter marcado. Acho que é uma unidade. Arrumar culpados não vai solucionar nosso problema. Precisamos todos unidos, diretoria, comissão e atletas. Recuperá-los, dar confiança pra entregar o melhor resultado”. O posicionamento do treinador reforça a linha de que o problema é coletivo, ainda que os gols defensáveis tenham tido participação direta dos arqueiros.

O comentarista Chico Lins, da CBN Floripa, também avaliou a situação técnica: — “Existe um ditado no futebol que diz que o goleiro deve pegar todas as bolas fáceis e algumas difíceis. As defesas milagrosas geralmente dão pontos decisivos em qualquer campeonato, mas as falhas, os populares ‘frangos’ atrapalham o objetivo de qualquer time. No Figueirense está acontecendo isso.”

Impacto na tabela

No momento da publicação, o Figueirense soma 16 pontos. Segundo a projeção adotada pelo levantamento, se a equipe tivesse evitado os gols defensáveis considerados, poderia chegar a 21 pontos — número que elevaria o clube à quinta colocação, a três pontos do líder Brusque. A análise também aponta que, com as alterações hipotéticas nos resultados, o Guarani assumiria a liderança com 23 pontos, dois a mais que o Furacão Alvinegro.

Com margem curta na briga por classificação, erros individuais no gol têm peso ampliado. A sequência de rodadas seguintes será importante para testar a reação do elenco e se a comissão técnica conseguirá ajustar confiança e posicionamento do sistema defensivo.

Para quem busca acompanhar próximos jogos e decisões do time, a cobertura local tem notícias e atualizações sobre escalações e análises táticas, como no texto sobre Brusque x Figueirense: onde assistir, horário e escalações na Série C e na prévia que mostra a sequência do time contra adversários do alto da tabela, em Figueirense terá sequência contra times da parte de cima na reta final. Em paralelo, a visão do treinador sobre a evolução do time aparece em Raul Cabral vê Figueirense em evolução e evita pressão antes do Brusque.

Fechamento: o diagnóstico aponta que, embora nem todas as falhas sejam exclusivas dos goleiros, as falhas na meta já custaram pontos importantes ao clube. A recuperação passa por ajustes técnicos, suporte da comissão e retomada de confiança coletiva.

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