O volante Fabinho comentou nesta quinta-feira a entrada de Casemiro em Endrick durante o treino da seleção brasileira, ressaltando que faltas fazem parte do alto ritmo dos treinamentos em uma preparação para a Copa do Mundo.
Treinos intensos e faltas naturais
Fabinho destacou que o clima dos treinamentos é sempre de alta intensidade, com todos os jogadores empenhados em demonstrar seu melhor futebol, o que naturalmente acaba gerando disputas acirradas e jogadas mais duras.
“Eu acho que a alta intensidade no treino é algo esperado, mas é normal também pela qualidade que tem, pela entrega dos jogadores. Como é a seleção brasileira, todo mundo quer mostrar algo mais. Então, até um bobinho às vezes, que é um treino mais descontraído, acaba sendo um treino forte, pegado. Ali, todo mundo querendo ir muito. E falta tem em todo o treino, quando dá pra evitar uma chegada mais forte, um pisão assim, a gente tenta evitar, mas tem vezes que você não consegue, você quer ganhar, quer ganhar a bola, quer estar forte na disputa ali contra um companheiro e acaba fazendo uma falta mais forte. Não é a primeira vez que acontece, nem vai ser a última, mas eu acho que a importância é que ninguém seja desleal, lembrar que a gente está na mesma seleção”, afirmou o volante.
Pressão e experiência na seleção
Ao comentar sobre a pressão de jogar pela seleção brasileira, Fabinho reconheceu a intensidade desse desafio, mencionado que com o tempo os jogadores aprendem a lidar melhor com a pressão.
“A pressão de estar aqui na seleção é muito grande. Isso a gente já sabia antes mesmo de ser jogador. E é claro que a gente sente isso. Com a experiência que nós temos, a gente vai lidando com isso melhor e cada um tem a sua maneira de lidar. Talvez algumas vezes passa do ponto, mas eu acho que a gente está focado aqui e sabe o que é importante”, disse o volante.
Retorno à seleção após três anos
Fabinho explicou que sabia que sua transferência de clube poderia interferir em suas convocações, mas ressaltou o orgulho em poder retornar e contribuir com o time durante a Copa do Mundo.
“Eu sabia que a minha mudança de clube poderia, no primeiro momento, me afastar um pouco da seleção, o que foi o que aconteceu, mas eu sempre tive esperança de voltar aqui, de receber uma oportunidade e a partir daí eu sabia que era comigo demonstrar a minha capacidade, demonstrar que eu mereço daqui, que eu posso ajudar a seleção brasileira e foi um período meio longo, quase três anos sem ser convocado, mas é muito bom estar de volta, foi bom receber a primeira oportunidade lá em novembro e mostrar meu trabalho, como eu falei, e estar aqui hoje na Copa do Mundo é muito especial”, afirmou.
Confiança no grupo e foco no trabalho
O volante também destacou a qualidade do elenco e o respeito à camisa da seleção, ressaltando que apesar de ainda haver aspectos a aperfeiçoar, a equipe está trabalhando forte para seguir evoluindo.
“O que faz a gente sonhar alto é saber a qualidade de cada jogador que está aqui, saber o que é essa camiseta, que é a camiseta do Pentacampeão, que é o Brasil, e confiar. Eu mesmo estando aqui há pouco tempo assim, eu vim a partir das duas últimas convocações e já tenho uma confiança muito grande nesse grupo, em todos, nós jogadores, nos treinadores, e o trabalho está sendo bem fruto. Eu acho que a gente tem que seguir nessa linha, melhorando. Tem coisas ainda para melhorar, mas é trabalhar forte, estar confiante e dar o máximo”, comentou.
Reconhecimento de Casemiro e preparação para jogar
Fabinho comentou sobre o reconhecimento recebido por Casemiro, jogador experiente e referência na posição, e afirmou que continuará se preparando para conquistar oportunidades em campo.
“O que o Casemiro falou sobre mim, o Casemiro que é um cara experiente, vencedor e muito bom conhecedor da posição, já tive alguns confrontos contra ele também, já tive junto com ele aqui na seleção, então foi legal ter esse reconhecimento da parte de um jogador como o Casemiro, e cara, se ajudou de alguma maneira eu receber uma oportunidade aqui na seleção, sou grato a isso, mas eu sei que a partir do momento que eu estou aqui eu tenho que mostrar que eu sou bom o suficiente”, disse.
Situação física e liderança de Neymar
Sobre Neymar, Fabinho garantiu que o atacante está bem, feliz e atuando como um líder fundamental para o grupo, apesar da recente lesão e do processo de recuperação.
“O Neymar está bem, está feliz. É importante ter ele aqui com a gente. Ele é um líder desse grupo. Ele não fez parte, assim, tanto desse processo de entre Qatar e Estados Unidos aqui. Ele teve uma lesão grave, então ficou um pouco fora desse processo, mas não deixou de ser um líder e um cara importante. Ele faz bem para o ambiente, está feliz. A gente não vê tanto esse trabalho de recuperação, que é mais sozinho dele com os físicos, com os preparadores físicos, mas o ambiente está bom. No que ele pode ajudar, ele ajuda. E o que a gente espera é que ele se recupere 100% rápido e esteja já disponível para ajudar a gente em campo”, explicou.
Importância dos treinos para a Copa do Mundo
Fabinho ressaltou que treinar bem é fundamental para estar pronto quando a oportunidade aparece, destacando a rivalidade saudável que os treinos proporcionam.
“Vai te ajudar, vai te preparar. Fisicamente está bem, está confiante. Então treinar bem é importante para as duas equipes, para a equipe escolhida como titular, para ter uma dificuldade ali no treino e para outra equipe mostrar que tem qualidade, que está bem. Talvez o que decide mesmo é o que acontece no jogo, que é o importante ali. Então é sempre importante estar preparado”, afirmou.
Experiência na Arábia Saudita
Por fim, Fabinho comentou sua passagem pela Arábia Saudita, destacando o crescimento pessoal e profissional ao se tornar um dos líderes da equipe.
“Ah, eu acho que quando eu fui para a Arábia, meu status dentro da equipe mudou um pouco. Eu comecei a ter um pouco mais de status de jogador principal, que era o que quando me contrataram foi a expectativa também. Eu acho que me ajudou a crescer nesse sentido, de tomar essa responsabilidade também. Eu virei um dos capitães e na última temporada acabei virando um capitão, então isso dentro do vestiário, dentro de campo, nesse sentido me ajudou também. E, cara, foi uma experiência muito boa nesses três anos. É diferente da Inglaterra que eu estava, é uma intensidade diferente, mas isso pelas condições climáticas também é você se adaptar ao que você pode fazer. E, cara, eu creio que eu sou o melhor jogador hoje pelas experiências que eu tive lá e esses três anos que eu tive lá foram muito bons para mim e para a minha carreira.”, contou.
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