A entrada de Casemiro em Endrick durante um treino aberto da Seleção Brasileira ganhou repercussão nas redes sociais pela força do lance. Nesta quinta-feira (4), o volante Fabinho, do Al-Ittihad, tratou o episódio como algo comum em atividades de alta intensidade e destacou que o ponto central é a lealdade entre companheiros.
O elenco trabalha sob comando de Carlo Ancelotti, e, segundo Fabinho, a competitividade cresce em ambientes de Seleção, em que todos buscam mostrar serviço. Para ele, divididas mais fortes podem acontecer, inclusive em exercícios simples, sem que isso signifique deslealdade.
“Não é a primeira vez nem a última”, diz Fabinho sobre a entrada de Casemiro em Endrick
Em entrevista coletiva, Fabinho explicou que a exigência nos treinamentos torna as disputas mais intensas e que faltas fazem parte da rotina. O jogador ressaltou que o grupo tenta evitar choques mais duros quando possível, mas que nem sempre dá para controlar a força de uma disputa por bola.
— Acho que a alta intensidade no treino é algo esperado, mas também é normal pela entrega e qualidade dos jogadores. Como é Seleção, todo mundo quer mostrar algo mais. Até um bobinho vira algo forte, todo mundo quer ir bem. Faltas têm em todo treino. Quando dá para evitar uma chegada mais forte, nós evitamos, mas tem vezes que você não consegue, você quer ganhar bola, quer estar forte na disputa. Não é a primeira vez nem a última que acontece. O importante é ninguém ser desleal. Estamos na mesma seleção. Todos querem ganhar juntos — afirmou.
A fala buscou colocar o lance dentro do contexto de treinos competitivos, sem minimizar a responsabilidade de evitar riscos. A mensagem principal, segundo ele, é que a disputa não pode ultrapassar o limite do respeito entre atletas que defendem o mesmo objetivo.
Alta intensidade e ambiente de Seleção: por que o lance repercutiu
Treinos abertos costumam amplificar qualquer lance mais forte, especialmente quando envolvem nomes de peso e jogadores em evidência. No caso, a presença de Casemiro, atleta experiente, e Endrick, jovem atacante cercado de expectativas, ajudou a aumentar a atenção sobre a dividida.
Fabinho também apontou que o ambiente na Seleção tem características próprias: além do nível técnico elevado, o período de trabalho normalmente é curto, e cada sessão vira uma oportunidade de ganhar espaço. Essa combinação, de acordo com a avaliação do jogador, eleva a intensidade até em atividades de posse de bola e jogos reduzidos.
Dentro desse cenário, o volante reforçou que o grupo valoriza a competitividade, mas que há uma preocupação em não “passar do ponto”. A linha, segundo ele, é clara: chegar firme pode acontecer; o que não pode, é a deslealdade.
Casemiro elogiou Fabinho e ajudou no retorno do volante à Seleção
O episódio do treino também abriu espaço para Fabinho falar sobre sua relação com Casemiro. O volante contou que o jogador do Manchester United foi, indiretamente, importante para seu retorno à Seleção após um longo período sem convocações.
Fabinho estava sem ser chamado havia três anos, e relatou que recebeu elogios de Casemiro. Meses depois, voltou ao radar de Carlo Ancelotti.
— Foi legal que o Casemiro falou sobre mim. Ele é um cara experiente, vencedor e conhecedor da posição. Foi legal ter esse reconhecimento. Se ajudou de alguma maneira eu voltar a ter oportunidade aqui, sou grato (risos). Mas a partir do momento que estou aqui tenho que mostrar que sou bom o suficiente — contou.
O jogador também mencionou que atuou em 2022 contra Camarões e reforçou o desejo de voltar a jogar pela Seleção, destacando que a decisão final é sempre do treinador.
O que fica do episódio
Sem apontar polêmica interna, Fabinho tentou encerrar o assunto com uma leitura pragmática: a Seleção treina em ritmo alto, disputas acontecem, e o essencial é manter a ética competitiva. A comissão técnica segue com o cronograma de preparação, enquanto o elenco busca o melhor nível de entrosamento e intensidade.
- A entrada de Casemiro em Endrick virou assunto pela força do lance em treino aberto.
- Fabinho disse que faltas são comuns em treinos intensos e que “não é a primeira vez nem a última”.
- O volante ressaltou que o limite é a lealdade: “o importante é ninguém ser desleal”.
- Fabinho lembrou que Casemiro o elogiou e que isso pesou, indiretamente, em seu retorno à Seleção.
Com a competitividade elevada, a tendência é que os treinos sigam exigentes. Para Fabinho, o recado é simples: intensidade é parte do processo, desde que todos preservem o respeito e a união do grupo.
0 visualizações



