Um grupo de conselheiros e associados do Corinthians protocolou um novo pedido de impeachment contra o presidente Osmar Stabile no Conselho Deliberativo do clube. A iniciativa aponta supostas irregularidades relacionadas à contratação de empresas de segurança e solicita o afastamento imediato do dirigente.
Acusações no pedido de impeachment
O foco do pedido é a contratação da empresa Mega, vinculada a Fernando José da Silva, conhecido como Nandão, atual gerente operacional do Corinthians. Conforme o documento, a contratação teria sido feita sem contrato formal e sem aprovação prévia do Conselho de Orientação (Cori). Além disso, há questionamentos sobre pagamentos à empresa, que teriam sido realizados por meio de três notas fiscais totalizando R$ 676 mil.
Embora Osmar Stabile tenha afirmado publicamente que Nandão não exerce função ou é funcionário do clube, o gerente operacional segue trabalhando normalmente no Corinthians.
Outras contratações contestadas
O pedido também menciona a empresa Bear Security Ltda., alegando que ela é responsável pela segurança pessoal do presidente Stabile. Segundo os autores do documento, o clube teria desembolsado aproximadamente R$ 586 mil para a Bear. A empresa, criada em janeiro de 2025, teria começado a emitir notas fiscais ao Corinthians apenas após a eleição de Stabile.
Os conselheiros que assinam o pedido consideram que as contratações apresentam indícios de gestão temerária, destacando a ausência de concorrência, falta de contratos formais, possível conflito de interesses e a carência de transparência frente aos órgãos internos de fiscalização.
Pedidos e encaminhamentos
No final do documento, o grupo solicita o recebimento e processamento do pedido de impeachment pelo Conselho Deliberativo, a comunicação ao Ministério Público de São Paulo e a realização de uma auditoria independente para investigar as contratações emergenciais e os pagamentos efetuados sem contratos formais.
Contexto: primeiro pedido de impeachment contra Stabile
Este não é o primeiro pedido de impeachment protocolado contra o presidente do Corinthians. Em abril deste ano, sócios e conselheiros já haviam apresentado um requerimento semelhante, fundamentado em supostas violações ao Estatuto Social do clube e à legislação vigente.
Naquela ocasião, o pedido destacou o acordo entre o Corinthians e a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) para regularização de uma dívida estimada em R$ 1,2 bilhão. Conforme o documento, a diretoria teria usado o Parque São Jorge, sede social avaliada em R$ 602,2 milhões, como garantia no acordo.
Implicações para a gestão corintiana
Esses novos fatos reacendem o debate sobre a gestão de Osmar Stabile no clube, trazendo à tona questionamentos sobre transparência, governança e responsabilidade fiscal. O desenrolar deste processo poderá impactar diretamente a estabilidade da atual presidência e as diretrizes do Corinthians para os próximos meses.



