O debate sobre a suspensão de Paulinho, do Palmeiras, ganha nova perspectiva com a análise de Walter Casagrande, que destaca que a questão central não é o “tamanho do gancho”, mas sim o comportamento dos atletas dentro de campo.
Educação dos jogadores como foco principal
Durante participação no UOL News Esporte, do Canal UOL, Casagrande reforçou que a responsabilidade pela mudança deve partir dos clubes, que precisam investir na educação e orientação dos jogadores para evitar gestos obscenos e atitudes desrespeitosas.
“A primeira coisa que acho é que os clubes deveriam começar a educar melhor os jogadores, mostrar para eles que eles estão sendo expulsos por falta de educação, do que ficar reclamando da punição. Se o jogador não faz o gesto obsceno, não tem expulsão, não tem punição”, afirmou Casagrande.
Consequências das atitudes inadequadas
Segundo o comentarista, a sequência dos acontecimentos é clara: o gesto obsceno resulta em expulsão, que por sua vez leva ao julgamento e à suspensão. O diferencial entre os casos está na quantidade de jogos aplicada na punição, resultado da análise feita pelo tribunal.
“Está tendo uma inversão de valores na análise. Uma grande inversão de valores. Os jogadores estão sendo julgados porque eles estão sendo mal educados. Gestos obscenos, falta de educação. Aí vai para julgamento, aí um pega um jogo, outro pega dois jogos, outro pega três, outro pega seis. Isso aí é consequência da falta de educação.”, destacou Casagrande.
Propostas para mudança
Casagrande sugeriu que os clubes adotem uma postura mais direta, promovendo reuniões e conversas claras com os jogadores sobre a necessidade de respeito e postura adequada em campo.
- Reuniões internas com jogadores;
- Orientação sobre postura e atitudes;
- Cobrança para evitar reincidências;
- Redução dos casos de gestos obscenos;
- Melhora no comportamento geral dos atletas.
“Que tal os clubes fecharem os jogadores, fazerem reuniões e falar assim, gente, vamos ser mais educados, vamos parar de fazer gestos obscenos? Vocês não estão vendo que vocês estão sendo expulsos? E julgados e condenados. Então para de fazer isso.”, completou.
Falta de coerência nas punições
O comentarista Julio Gomes também participou do debate e ressaltou a incoerência nas decisões do tribunal, que resulta em variações de penas e uma sensação de desordem dentro do futebol brasileiro.
“Eles são muito incoerentes. Eu acho que isso espalha pra todo lado”, declarou Julio Gomes, criticando o foco exclusivo em contestar as punições.
Para ele, a solução está na educação dos jogadores, e não na cobrança das punições aplicadas.
“A educação é que resolve, não é cobrar a punição”, concluiu o comentarista.



