Com disciplina e planejamento, um adolescente de Juiz de Fora completou o álbum da Copa mesmo após a família ter o apartamento interditado pelas fortes chuvas de fevereiro de 2026. O álbum da Copa foi pago com a própria poupança do garoto, que começou a juntar dinheiro em 2025 e concluiu a coleção no sábado, 6 de junho.
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álbum da Copa: educação financeira e troca de figurinhas
O estudante Arthur Soares de Mendonça Cabral, de 13 anos, começou a guardar dinheiro em 2025 com o objetivo de bancar a própria coleção. A família, que morava no Bairro Paineiras, teve o apartamento interditado pela Defesa Civil após os deslizamentos e inundações provocados pelas chuvas. Com a necessidade de alugar outro imóvel e arcar com custos extras, os pais comunicaram que naquele ano não conseguiriam pagar a coleção — mas Arthur tinha uma reserva.
Segundo o pai, Luiz Paulo Knop, o menino juntou cerca de R$ 1 mil ao longo do período, economizando pequenas quantias de mesada e evitando gastos supérfluos. Com esse recurso, Arthur comprou as figurinhas gradualmente; o álbum foi adquirido pelo pai e os primeiros pacotes vieram junto na compra. A conclusão da coleção ocorreu em uma troca realizada no Parque Halfeld, na região central de Juiz de Fora.
Além do episódio em si, a história chamou atenção pela mistura de lazer, memória afetiva e educação financeira. O álbum da Copa, para Arthur e a família, deixou de ser apenas um passatempo para ser um exercício de planejamento e responsabilidade — e também um momento de convívio entre pai e filho.
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Como a economia virou força em momento de crise
Ao enfrentar a interdição do imóvel, os pais priorizaram gastar o que tinham para encontrar um novo lugar para morar. Arthur, então, ofereceu o dinheiro poupado para ajudar nas despesas da família, atitude que surpreendeu o pai. Luiz Paulo ressaltou que preferiu aceitar que o filho mantivesse o lazer, pois enxergou a importância daquele momento para a formação emocional do rapaz.
No relato da família, a prática de economizar foi incentivada por lições de educação financeira recebidas no colégio e conversas em casa. O resultado foi uma mudança de comportamento: um garoto antes mais consumista passou a planejar e construir uma reserva, que acabou sendo suficiente para bancar o álbum da Copa.
Trocas, socialização e lembranças
A montagem do álbum e as trocas de repetidas são parte essencial do hobby. Arthur realiza permutas na escola, no clube, nas escolinhas de futsal e no Parque Halfeld. A socialização proporcionada pelas trocas foi destacada pelo adolescente como um dos pontos mais positivos do processo, que também o levou a fazer novas amizades.
Reportagens anteriores mostram outras histórias ligadas ao universo das figurinhas e da Copa: há matérias sobre um garoto que ganhou camisa e autógrafos de uma seleção da África do Sul e sobre a emoção de um jogador ao ver um vídeo de uma idosa com sua figurinha compartilhado nas redes. A própria Copa traz iniciativas culturais, como o álbum oficial de músicas da competição, que mostram o tamanho do evento além das quatro linhas.
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Lições que ficam além das figurinhas
A história de Arthur coloca em evidência dois temas: o papel do lazer na construção de memórias familiares e a importância de ensinar noções básicas de finança pessoal desde cedo. Para os pais, ver o filho ofertar parte da própria reserva em um momento de dificuldade foi sinal de maturidade; para Arthur, completar o álbum da Copa representou um momento de alegria e de vínculo com o pai.
- Economia prática: guardar pequenas quantias regularmente.
- Prioridade familiar: diálogo sobre gastos em momentos de crise.
- Socialização: trocas de figurinhas como mecanismo de integração.
- Memória afetiva: atividades que serão lembradas no futuro.
Apesar das adversidades, a conclusão do álbum da Copa foi celebrada como um episódio positivo na rotina da família, que transformou um hobby em exemplo de responsabilidade. O pai observa que, no futuro, essas lembranças ao lado do filho serão tão valiosas quanto o próprio álbum.
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