Brasil visto de cima: virada tem Vini e Rayan nas pontas

Brasil visto de cima: quatro brasileiros próximos da área esperando cruzamento de Vini
No início da segunda etapa, quatro brasileiros próximos da área esperam o cruzamento de Vini. Nove japoneses protegem o gol — Foto: Reprodução

Brasil visto de cima: a Seleção garantiu classificação para as oitavas depois da virada por 2 a 1 sobre o Japão, com gol nos acréscimos, e mostrou no segundo tempo variação tática e insistência nas bolas na área.

Brasil visto de cima

O segundo tempo contra o Japão foi a imagem do que a série “Brasil visto de cima” vinha apontando: pressão alta, ocupação massiva da área adversária e muitas entregas na cabeça dos atacantes. Com mudanças pontuais no intervalo — entre elas a entrada de Endrick e, mais tarde, de Gabriel Martinelli — a equipe brasileira passou a povoar a grande área e chegou ao gol decisivo.

Brasil visto de cima: cinco jogadores entrando na área japonesa
6 x 5: Brasil coloca cinco jogadores entrando na área japonesa — Foto: Reprodução

No confronto, o time sofreu ao enfrentar uma retranca com nove ou dez jogadores atrás da linha da bola, mas manteve paciência e repetiu o mesmo movimento até encontrar espaços. O ge contabilizou 27 cruzamentos só no segundo tempo — número superior ao total de cruzamentos da Argentina em toda a fase de grupos (21).

Alterações que mudaram a partida

No intervalo, as mudanças foram determinantes. Endrick entrou no lugar de Lucas Paquetá, que teve lesão confirmada e está fora das oitavas; aos 20 do segundo tempo Gabriel Martinelli também foi acionado e se tornou peça chave no momento do gol. Essas alterações contribuíram para “povoar” a área japonesa e aumentar a pressão sobre a defesa rival.

Bruno se posiciona entre Vini e Danilo
Bruno se coloca entre Vini e Danilo, que vai receber e colocar na área — Foto: Reprodução

Com bola, o Brasil sufocava: Casemiro e Bruno Guimarães ganharam a área adversária gradualmente; Danilo e Douglas Santos fizeram as dobras; e os zagueiros se aproximaram para aproveitar os cruzamentos. A mudança de posicionamento de Vinícius Júnior e Rayan foi visível: se no primeiro tempo Vini fechava pelo meio, no segundo ele voltou a pisar na linha lateral; Rayan fez o mesmo do outro lado.

Como o gol nasceu

A jogada do gol sintetiza o que foi a etapa final: sequência de toques que terminou com domínio e finalização decisiva. Casemiro, que precisou de duas chances, foi o jogador que marcou, após muita pressão e repetidas investidas brasileiras na área japonesa. Antes do gol, Bruno teve cabeceio perigoso e Vini Jr. tentou por diferentes caminhos — incluindo cruzamentos e chutes em ângulo.

Os números oficiais também mostram a superioridade ofensiva na partida: o Brasil teve 19 finalizações contra o Japão (11 no segundo tempo). Nas outras partidas da fase de grupos, o time havia feito 12 finalizações contra Marrocos, 7 contra o Haiti e 14 contra a Escócia.

Cabeçada de Bruno pressionando goleiro japonês
A cabeçada de Bruno sai em cheio, mas o goleiro japonês espalma — Foto: Reprodução

Sequência e protagonismo

Ao longo do segundo tempo, o time aproveitou rebotes e insistiu no sistema de cruzamentos. O levantamento na área ocorreu tanto por cima quanto rasteiro — e, no vídeo do levantamento tático, foram contabilizados 10 cruzamentos até o lance em que Douglas Santos encontrou Casemiro infiltrando na área.

  • Pressão constante no segundo tempo;
  • 27 cruzamentos na etapa final;
  • Entradas decisivas de Endrick e Martinelli;
  • Casemiro foi o artilheiro do duelo com o gol da virada.

A jogada que resultou no gol teve construção coletiva: toque de Rayan para Danilo, infiltração de Bruno e um passe final de Bruno Guimarães para Gabriel Martinelli, que dominou e concluiu com precisão. O lance ilustra a proposta exibida em campo: toque curto, mobilidade pelas pontas e presença em área adversária.

Com a classificação assegurada, a Seleção agora aguarda o adversário das oitavas — que sairá do confronto entre Noruega e Costa do Marfim. Para leitura do cenário e debate sobre o melhor adversário possível, o leitor pode conferir a análise sobre Costa do Marfim ou Noruega?

O jogo também teve registros e imagens que reforçam a tensão e o alívio da equipe após o apito final; há material que mostra reações dos atletas no banco e no vestiário em momentos imediatos ao gol — um dos relatos visuais está em Brasil x Japão: câmera mostra tensão e alívio.

Para quem busca agenda e horários dos jogos, há uma página de acompanhamento das partidas do torneio com escalação de dias e transmissões: Copa do Mundo hoje: jogos, horários e onde assistir.

Fechamento

O capítulo do “Brasil visto de cima” sobre o jogo contra o Japão deixa claro que a seleção soube adaptar-se durante a partida: variações de sistema, retorno de Vini e Rayan às pontas e insistência nas bolas nas costas da defesa adversária renderam 27 cruzamentos no segundo tempo e, por fim, a virada que garantiu a vaga às oitavas. Agora, resta esperar o resultado entre Noruega e Costa do Marfim para conhecer o próximo adversário.

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