Piscina da despedida volta a ser usada pelo público no Rio: instalada no Parque Oeste Ana Gonzaga, em Inhoaíba, a piscina olímpica que recebeu a despedida de Michael Phelps agora atende a aulas de natação e hidroginástica para moradores da Zona Oeste.
Piscina da despedida: legado e uso comunitário
A instalação, remontada a partir do antigo Estádio Aquático Olímpico, mantém as dimensões oficiais de 50 metros e dois metros de profundidade. Desde a inauguração no Parque Oeste, a piscina da despedida tem sido referência para treinos de atletas de clubes e para atividades gratuitas ou com baixo custo oferecidas pela administração municipal.
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Quem usa a piscina hoje
Moradores de Inhoaíba e de bairros vizinhos passam a integrar o quadro de usuários da piscina da despedida. A partir de turmas que vão desde bebês até idosos, a administração da Secretaria Municipal de Esportes organiza aulas de natação e hidroginástica com instrutores capacitados. Atletas de clubes locais, como o caso de jovens do Fluminense, também aproveitam o equipamento para treinos diários.
Um dos beneficiados é o nadador Ravy Pires, de 16 anos, que treina regularmente no local. Ravy destaca que a presença da piscina da despedida facilitiou sua logística de treino e ampliou o acesso ao esporte para quem vive na Zona Oeste. O pai, Allan Oliveira, figura entre os frequentadores e compara a sensação de usar o espaço com a emoção de ver ídolos competindo ali nas Olímpiadas.
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Infraestrutura e acesso
O Parque Oeste Ana Gonzaga, com 234 mil metros quadrados, concentra diferentes equipamentos públicos e recebeu investimento superior a R$ 220 milhões. A reinstalação da piscina — desmontada do Estádio Aquático Olímpico e remontada no Parque — faz parte da segunda fase das obras, que inclui áreas de convivência, espaços esportivos e unidades escolares.
Além do impacto esportivo, a reabertura da piscina da despedida tem efeito social: ao reduzir a necessidade de deslocamentos longos para treinar, o equipamento permite que mais crianças e jovens tenham rotina regular de atividades aquáticas. Programas públicos e parcerias com clubes contribuem para ampliar vagas e oferta de aulas em horários variados.
Presença olímpica e simbolismo
Utilizada nas edições olímpica e paralímpica de 2016, a piscina foi palco de momentos de destaque, como a despedida do nadador norte-americano Michael Phelps e de atletas paralímpicos importantes do Brasil. A manutenção das medidas oficiais garante que o local continue apto para treinos de alto rendimento, além do uso comunitário.
Para muitos moradores, nadar na mesma piscina onde grandes nomes competiram transforma o cotidiano: a piscina da despedida é vista não apenas como infraestrutura, mas como símbolo de legado, memória e possibilidade de formar novos talentos. A experiência de atletas locais ilustra esse ponto: o acesso facilitado pode fazer diferença na rotina de quem busca resultados em competições regionais e nacionais.
Atividades oferecidas
- Aulas de iniciação para bebês e crianças
- Treinos de natação para adolescentes e atletas de clubes
- Turmas de hidroginástica para adultos e idosos
- Projetos sociais e escolinhas municipais
As vagas e horários variam conforme a programação da Secretaria Municipal de Esportes. Instrutores municipais e parceiros são responsáveis pela condução das aulas, com foco em segurança e capacitação técnica.
Apesar do simbolismo e do uso crescente, responsáveis pela gestão afirmam que a operação requer manutenção contínua e planejamento para garantir que a piscina da despedida permaneça disponível para a comunidade sem perder a capacidade de receber treinos de alto nível.
O caso do Parque Oeste mostra um caminho possível para transformações pós-Olímpicas: reaproveitar estruturas, descentralizar equipamentos esportivos e promover inclusão por meio de investimentos em infraestrutura pública. A expectativa é que, com uso planejado, a piscina contribua para ampliar o alcance da natação na cidade e formar novos praticantes.
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