Patrick Teixeira voltou a Sombrio, no Sul de Santa Catarina, e transformou a rotina de treinos em um projeto que alia formação e prática esportiva: o campeão mundial de boxe ministra aulas para crianças e mantém a preparação com o objetivo de voltar a disputar um cinturão.
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Patrick Teixeira mantém projeto social em Sombrio
Natural de Sombrio, Patrick Teixeira começou no boxe ainda menino, aos 13 anos, depois de procurar modalidades de artes marciais. O primeiro contato em uma academia do bairro São José virou caminho profissional: em pouco tempo ele deixou a cidade natal para buscar rotina de treinos em São Paulo e seguir evolução no esporte.
A mudança para a capital paulista, aos 15 anos, foi apontada por ele como passo decisivo para a carreira. No circuito amador, com 35 lutas, Patrick colecionou títulos regionais e decidiu virar profissional aos 18 anos — trajetória que culminou no ponto alto de sua carreira, em 2019, quando conquistou o cinturão mundial dos médios-ligeiros pela Organização Mundial de Boxe (OMB).
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Rotina entre treinos, aulas e negócios
Mesmo com o título no currículo, Patrick Teixeira descreve a realidade comum a muitos pugilistas brasileiros: a renda do próprio esporte muitas vezes não é suficiente. Para manter a rotina, ele divide o tempo entre treinos em São Paulo, administração de uma academia, aulas e outros empreendimentos, ajustando intensidade conforme há datas de luta confirmadas.
Quando não há compromisso marcado no calendário, o foco é treinar de forma moderada para evitar lesões; quando surge uma luta, a preparação se intensifica — geralmente com programas de oito semanas para alcançar o melhor condicionamento físico e o peso ideal.
Formação e disciplina como legado
O trabalho em Sombrio vai além da preparação de atletas: Patrick mantém um projeto voltado a crianças, no qual parte das aulas é oferecida sem custo. A proposta é transmitir disciplina, foco e hábitos saudáveis por meio do boxe, devolvendo à comunidade parte da transformação que o esporte promoveu em sua vida.
- Treinos técnicos e físicos;
- Aulas voltadas à disciplina para crianças;
- Apoio e formação de base em uma cidade do interior.
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Desafios fora do ringue
O pugilismo no Brasil enfrenta desafios de visibilidade e patrocínio, reflexo que Patrick Teixeira vivencia ao conciliar atividades profissionais com a carreira esportiva. Apesar disso, o atleta consegue manter uma rotina de treinos que permite a participação em eventos quando surgem oportunidades e datas oficiais.
No contexto nacional, a conquista de 2019 colocou o lutador catarinense em um grupo restrito de nomes que alcançaram cinturões mundiais — referência que o próprio atleta reconhece como marco pessoal e coletivo.
Além de seu papel como professor e gestor, Patrick se inspira em trajetórias de outros atletas brasileiros e no crescimento do boxe feminino, campo em ascensão no país — um exemplo recente é a campanha de Bia Ferreira, cujas conquistas nacionais e internacionais têm ganhado espaço na cobertura esportiva local e no exterior. Para ler sobre a conquista de Bia na China, acesse a cobertura disponível no portal.
O boxe tem papel formativo e social, e iniciativas como a de Patrick ajudam a ampliar esse impacto em cidades menores, oferecendo opções de ocupação saudável para crianças e adolescentes.
Expectativa por nova disputa de cinturão
Aos 34 anos, Patrick Teixeira não descarta a ideia de voltar a disputar um cinturão mundial. A meta exige planejamento, calendário de lutas e apoio, elementos que o pugilista busca conciliar com seus compromissos fora do ringue.
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Enquanto isso, a combinação de ensino, negócios e treinos garante que ele se mantenha ativo e próximo de uma nova oportunidade. A carreira de Patrick Teixeira ilustra a possibilidade de o esporte atuar como ferramenta de transformação social e ascensão pessoal, especialmente em cidades do interior.
Para contexto sobre o boxe brasileiro e conquistas recentes da modalidade, veja a cobertura sobre Bia Ferreira e sua participação em etapas da Copa do Mundo: Bia Ferreira boxe conquista título na etapa da China da Copa do Mundo e Bia Ferreira boxe: pugilista embarca para Copa do Mundo na China.
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