A seleção brasileira feminina de vôlei iniciou a temporada de 2026 da Liga das Nações (VNL) com uma vitória contra a Holanda, trazendo novidades não só dentro, mas também fora de quadra. As atletas Nyeme, Bruninha e Sabrina são estreantes em relação ao time de 2025, porém uma mudança importante está na comissão técnica: as campeãs olímpicas Sassá e Fofão foram incorporadas ao comando de José Roberto Guimarães, o Zé Roberto.
Presença feminina revalorizada na comissão técnica
Sassá e Fofão se revezarão nas etapas da VNL, acompanhando de perto as jogadoras nos treinamentos e demais atividades da seleção. A chegada das duas ex-atletas foi muito bem recebida pelo grupo atual, que destaca a experiência e a importância de ter mulheres na comissão técnica.
A líbero Nyeme afirmou em entrevista ao ge que se sente mais tranquila ao poder conversar com figuras femininas da equipe, algo que muitas vezes não é tão fácil com integrantes do sexo masculino. “É muito bom olhar para o lado e ter uma figura feminina para quem podemos contar algumas coisas que os homens não entendem tanto. Elas são mulheres e já foram atletas. Essa ideia devia ter sido implementada há mais tempo. Falando por mim, fico mais segura para conversar certas coisas com uma mulher. Tenho certeza de que a chegada delas será benéfica para todas nós”, destacou a jogadora.
Conviviência e aprendizado com campeãs olímpicas
A levantadora Roberta celebrou a oportunidade de trabalhar novamente com Fofão, com quem chegou a atuar entre 2012 e 2015. Ela ressaltou a troca de experiências e o conforto proporcionado pela presença das ex-atletas na comissão técnica:
- “Quando estive no mesmo time da Fofão, eu era muito novinha. Agora, vejo o quanto ela é observadora, vai falando um pouquinho com todo mundo.”
- “Por ela e a Sassá serem mulheres, nós nos sentimos muito mais confortáveis para ter uma troca, fazer um comentário.”
- “São duas pessoas maravilhosas, com outra visão de voleibol, por tudo o que já viveram.”
- “Vão ajudar dentro e fora de quadra.”
Até o momento, apenas Fofão, de 56 anos, está presente nas duas primeiras etapas da VNL, em Brasília e Turquia. Sassá, 43 anos, aposentada desde 2025, deve se juntar ao grupo na terceira semana, no Japão, além de acompanhar a equipe em uma possível fase final da competição.
Visão estratégica de Zé Roberto
O técnico José Roberto Guimarães, que comanda a seleção feminina desde 2003, conhece bem Sassá e Fofão, companheiras de conquista do ouro nas Olimpíadas de Pequim, em 2008. Ele enfatiza a importância da experiência prática das duas para ajudar as atletas mais jovens:
“É muito importante contar com essa visão e essa vivência de ex-atletas bem-sucedidas. Sassá e Fofão precisam estar perto de jogadoras mais jovens, para relatar, para passar as experiências que tiveram no passado.”
Zé Roberto afirmou que a dupla pode contribuir especialmente no aspecto mental das atletas durante a VNL, o Campeonato Mundial ou nas Olimpíadas de 2028, sem esquecer os aspectos físicos, táticos e técnicos.
Próximos desafios da seleção na VNL
Além da estreia vitoriosa, o Brasil enfrentará a República Dominicana nesta quinta-feira, 4 de junho, às 20h, em Brasília, com transmissão pelo sportv2, ge tv e acompanhamento em tempo real pelo ge.globo. Ainda nesta primeira semana de Liga das Nações, o time terá jogos contra Bulgária e Itália.
A seleção busca manter o bom desempenho nas três etapas da fase classificatória para garantir vaga nas quartas de final da competição.
Agenda do Brasil na 1ª semana da Liga das Nações
- Brasil x República Dominicana – 4 de junho – 20h (Brasília)
- Brasil x Bulgária – 6 de junho – 11h (Brasília)
- Brasil x Itália – 7 de junho – 14h30 (Brasília)
*Horários no fuso de Brasília.



