O presidente da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), Mohammed ben Sulayem, afirmou durante as 24 Horas de Le Mans que a 12ª equipe na F1, se surgir em breve, deverá ser uma escuderia chinesa. A declaração reacende o debate sobre a expansão do grid e traz atenção para interesses envolvendo montadoras e nomes do mercado automobilístico internacional.
12ª equipe na F1: o que disse o presidente da FIA
Ben Sulayem explicou que a intenção não é simplesmente somar um novo time ao grid, mas acrescentar “a equipe certa”. Em suas palavras, a China demonstrou interesse e, segundo o dirigente, é natural que qualquer projeto sólido do país seja avaliado como candidato prioritário para essa possível vaga adicional.
Interesse de fabricantes e conversas nos bastidores
O rumor mais comentado nas últimas semanas envolve a BYD. Stella Li, vice-presidente da empresa, admitiu que houve contato com Stefano Domenicali, presidente da F1, durante o Grande Prêmio da China neste ano. A aproximação entre montadora e direção da categoria reforça a hipótese levantada por Ben Sulayem sobre a origem chinesa de uma eventual 12ª vaga.
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Além da BYD, há relatos de que Christian Horner, ex-chefe da Red Bull, participou de um encontro com representantes chineses em Cannes e chegou a conversar com Wang Chuanfu, presidente e CEO da marca, segundo apuração da imprensa internacional. Esses movimentos alimentam a perspectiva de que um projeto chinês possa reunir capital, tecnologia e nomes com experiência na Fórmula 1.
O histórico recente e as regras atuais
Ben Sulayem já se manifestou em outras ocasiões a favor de ampliar o grid. Em 2023, a FIA chegou a abrir um processo para manifestar interesse em receber novas equipes, que gerou discussões internas. Na temporada atual, a 11ª escuderia a se juntar ao paddock foi a Cadillac, com apoio da General Motors, demonstrando que fabricantes de grande porte têm capacidade de impulsionar entradas ao campeonato.
O regulamento vigente permite até 24 carros na Fórmula 1, deixando espaço para crescimento do grid caso surjam projetos viáveis e aprovados pelos órgãos competentes. Ben Sulayem ressaltou que a seleção não é automática: antes de aceitar um novo time, a prioridade é avaliar a seriedade e a sustentabilidade do projeto.
Perspectivas e obstáculos para a 12ª equipe na F1
Os passos para que uma 12ª equipe na F1 seja concretizada envolvem avaliação técnica, financeira e regulatória. O caso Andretti, que teve um processo inicial negado pela FIA, é lembrado como exemplo de como negociações podem ser longas e nem sempre bem-sucedidas. No caso da Andretti, só houve avanço real quando a General Motors assumiu o papel de patrocinadora e a marca Cadillac entrou no processo.
Qualquer novo candidato precisa mostrar garantias de curto e longo prazo: orçamento, instalações, capacidade técnica e um plano que respeite as regras da categoria. A posição de Ben Sulayem indica que, se houver espaço para mais um time, a China está entre os nomes mais prováveis a apresentar uma proposta robusta.
Representatividade asiática e o fim de um hiato
A Fórmula 1 não tem uma equipe baseada na Ásia desde a reestruturação da Force India em 2018. Na pista, a presença chinesa também foi reduzida após 2024, quando Guanyu Zhou deixou a Sauber e assumiu papel de reserva na Cadillac. A possível entrada de uma escuderia chinesa poderia representar uma retomada da influência asiática na categoria, tanto no paddock quanto em termos de mercado.
Especialistas do setor afirmam que a chegada de fabricantes chineses traz impulsos comerciais importantes, além de abrir portas para investimentos em tecnologia e em novas bases de fãs. No entanto, as conversas precisam evoluir para projetos formalmente submetidos às instâncias da FIA e da F1.
Fechamento
O anúncio de Mohammed ben Sulayem reacende a atenção sobre o futuro do grid e sobre o papel de atores como BYD e executivos do mercado automobilístico internacional. Resta acompanhar os próximos passos: propostas oficiais, avaliações técnicas e a decisão das autoridades do esporte.
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