Chefe de Bortoleto diz que Audi tem o quarto melhor chassi da F1

Mattia Binotto durante entrevista sobre desempenho da Audi na Fórmula 1
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Mattia Binotto, chefe da equipe Audi na Fórmula 1, afirmou que o time atualmente possui o quarto melhor chassi do grid da categoria. Em entrevista ao podcast oficial da F1, “Beyond The Grid”, o dirigente destacou a evolução da equipe, porém frisou que o motor é o principal desafio para alcançar resultados mais expressivos nesta temporada.

Desempenho do chassi da Audi na Fórmula 1

“Acreditamos que nosso carro é especialmente eficiente nas curvas. Em termos de chassi, podemos muito bem ser a quarta melhor equipe. Considerando que começamos a temporada a partir da estrutura da Sauber, que foi a vice-lanterna no Mundial de 2025, esse é um resultado excelente”, declarou Binotto.

A Audi estreou na Fórmula 1 em 2026, tomando como base o espólio da Sauber, com pilotos como Gabriel Bortoleto e Nico Hulkenberg, e gestão de Binotto desde o ano anterior, acompanhando a mudança após a saída do chefe Jonathan Wheatley em março.

Desafios e situação atual da equipe Audi

Apesar da qualidade do chassi, a Audi enfrenta dificuldades para converter seu ritmo em pontos no campeonato. Até o momento, a equipe soma apenas dois pontos, conquistados com o nono lugar de Bortoleto no GP da Austrália. No Mundial de Construtores, está posicionada à frente somente da Cadillac e da Aston Martin, que ainda não pontuaram em 2026.

Binotto ressaltou que a correlação entre dados obtidos em pista, simulador e túnel de vento tem ajudado a equipe a ganhar confiança no projeto:

  • “Não só pelos nossos dados de GPS e telemetria, mas também pelo feedback positivo dos pilotos.”
  • “Vemos boa correlação entre desempenho no túnel de vento, simulador e pista, um dos objetivos técnicos principais.”

Expectativa para o motor e futuro da Audi na F1

O dirigente reconhece que a principal limitação da Audi está na unidade de potência. Sobre os planos para os próximos anos, Binotto não espera que a equipe esteja no mesmo patamar dos líderes já em 2027, apontando a necessidade de mudanças no hardware:

“O desenvolvimento do motor requer prazos mais longos que a aerodinâmica. Por isso, acreditamos que 2028 será um ano mais realista para alcançarmos o nível dos melhores.”

Além disso, a equipe pode contar com a implementação do sistema ADUO (Additional Development and Upgrade Opportunities) após o GP do Canadá, uma iniciativa da FIA para auxiliar fabricantes deficitárias, permitindo mais tempo para testes, atualizações e ajustes no teto de gastos, visando maior equilíbrio na competição.

Binotto reforça que o plano da Audi para se consolidar como uma força competitiva na Fórmula 1 tem horizonte até 2030. A estratégia passa por tornar a equipe competitiva, transformá-la em desafiante e, por fim, uma candidata sólida a vitórias e ao título mundial, uma visão que já vem sendo trabalhada há algum tempo.

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