Hamilton diz que vai torcer pelo Brasil na Copa de 2026 e chama seleção de “favorita”

Lewis Hamilton, que disse que vai torcer pelo Brasil na Copa de 2026
Lewis Hamilton em atividade na Fórmula 1.

Hamilton vai torcer pelo Brasil na Copa de 2026. O piloto britânico Lewis Hamilton afirmou nesta quinta-feira (4) que pretende dividir a torcida entre a Seleção Brasileira e a Inglaterra durante o Mundial e revelou que o time canarinho sempre teve um lugar especial entre suas preferências.

A declaração foi dada em entrevista antes do início do GP de Mônaco de Fórmula 1. Ao ser questionado sobre a possibilidade de o Brasil ser seu “segundo time” na competição, o heptacampeão foi direto ao dizer que, para ele, não há hierarquia: o apoio será equivalente aos dois países.

“Para mim, está empatado [torcer para o Brasil] com a Inglaterra. Honestamente, o Brasil sempre foi minha seleção favorita. Eu cresci na Inglaterra, adorava assistir ao Brasil jogar. Acho que são as cores, a cultura, a equipe, os jogadores sempre pareciam ser os mais habilidosos. Eu também aprecio de onde eles vêm, muitos jogadores vêm das ruas, brincam descalços e isso é muito especial sobre a cultura brasileira”, declarou o piloto, de 41 anos.

Hamilton vai torcer pelo Brasil na Copa de 2026: por que o país virou referência

Ao explicar a afinidade, Hamilton apontou elementos que vão além do desempenho em campo. Ele citou as cores, a cultura e a forma como enxerga a formação de jogadores no Brasil — uma percepção ligada a histórias de origem humilde e à relação do futebol com a rua, um traço que o piloto descreveu como marcante na identidade brasileira.

O comentário reforça uma relação antiga do britânico com o país, frequentemente destacada por ele em entrevistas e aparições públicas. A admiração, no entanto, ganhou contornos ainda mais simbólicos nos últimos anos, quando Hamilton passou a ser associado a momentos emblemáticos envolvendo o automobilismo brasileiro e a própria Seleção.

Relação com o Brasil inclui homenagem oficial e gesto inspirado em Senna

Hamilton mantém um vínculo próximo com o Brasil e já recebeu, inclusive, uma homenagem formal: o título de cidadão honorário brasileiro. A honraria foi concedida em 2022, um ano após uma vitória em Interlagos marcada por uma cena que correu o mundo.

Depois de vencer no autódromo paulistano, Hamilton reproduziu um gesto associado a Ayrton Senna ao carregar a bandeira do Brasil no carro e também no pódio. A imagem foi interpretada como uma reverência ao ídolo e ampliou a identificação do britânico com o público brasileiro, especialmente por envolver um símbolo nacional carregado de memória no esporte.

  • Hamilton diz que torcerá igualmente por Brasil e Inglaterra na Copa de 2026.
  • Piloto afirma que o Brasil sempre foi sua seleção favorita desde a infância.
  • Heptacampeão tem relação próxima com o país e virou cidadão honorário brasileiro em 2022.
  • Declaração foi dada às vésperas do GP de Mônaco de Fórmula 1.

Brasil e Inglaterra: o contexto da fala e a memória de títulos

Nascido em 1985, Hamilton acompanhou de perto, como torcedor, a trajetória vitoriosa do Brasil no futebol. Ele viu a Seleção conquistar o tetracampeonato mundial em 1994 e o pentacampeonato em 2002, marcos recentes na história do país no torneio.

Do lado inglês, a referência é mais distante: a Inglaterra tem um título mundial, conquistado em 1966. Ao colocar as duas seleções no mesmo patamar de torcida, Hamilton junta sua origem e identidade nacional a uma admiração construída ao longo dos anos, que ele associa ao estilo de jogo e aos elementos culturais ligados ao futebol brasileiro.

Embora não seja um personagem do futebol, o piloto vem se tornando, por suas manifestações públicas, uma voz internacional que frequentemente associa o Brasil a símbolos de talento e criatividade esportiva. Nesta quinta-feira, o tema voltou à tona em meio ao calendário da Fórmula 1, reforçando como a Copa do Mundo também atravessa outros universos do esporte.

Fim de semana do GP de Mônaco: agenda e momento de Hamilton na temporada

A entrevista ocorreu antes do GP de Mônaco, uma das etapas mais tradicionais da Fórmula 1. Hamilton chega para a corrida no Principado vindo de seu melhor resultado na temporada, com o 2º lugar no Canadá, desempenho que renovou as expectativas para a sequência do campeonato.

A sexta etapa da temporada será disputada neste fim de semana, com os primeiros treinos livres no Circuito de Monte Carlo na manhã desta sexta-feira (5), com transmissão do sportv3. A corrida está marcada para domingo e será exibida na TV Globo, a partir das 10h (de Brasília).

Entre futebol e F1, uma declaração que repercute

Ao declarar que o Brasil é sua seleção favorita e que pretende torcer pelo país na Copa de 2026, Hamilton toca em um tema que costuma mobilizar torcedores: o peso da camisa brasileira e a imagem de um futebol associado à habilidade. O relato do britânico não traz previsões sobre desempenho nem promessas de resultados, mas reforça como a Seleção continua despertando identificação e simpatia fora do país.

Para o público brasileiro, a fala soma-se a outros episódios que aproximaram o piloto do Brasil e ajuda a explicar por que o nome de Hamilton, mesmo vindo do automobilismo, aparece com frequência em conversas que extrapolam a Fórmula 1 — especialmente quando ele escolhe destacar, em público, símbolos nacionais e aspectos culturais ligados ao esporte.

Até lá, o foco imediato do heptacampeão está no asfalto de Monte Carlo. Mas, ao abrir espaço para falar sobre futebol, Hamilton recoloca a Copa do Mundo no radar e mostra que, para ele, a torcida terá cores bem definidas em 2026.

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