Quarteirão em Irapuã vira linha do tempo da Seleção rumo ao hexa

Pintura na rua de Irapuã formando uma Linha do tempo da Seleção com as cores do Brasil
Rua vira linha do tempo dos títulos da seleção brasileira em Irapuã (SP) — Foto: Éder Ferraz Cavalcante/Arquivo pessoal

Linha do tempo da Seleção ganhou forma em um quarteirão de Irapuã (SP), onde moradores e cerca de 50 voluntários pintaram a rua João Lopes de Oliveira com as cores do Brasil para relembrar os cinco títulos do país na Copa do Mundo e alimentar a expectativa pelo hexacampeonato.

Linha do tempo da Seleção

A iniciativa saiu de forma despretensiosa dos preparativos de Corpus Christi e rapidamente se transformou em um projeto comunitário que mobilizou crianças, jovens e adultos. A proposta foi idealizada por Éder Ferraz Cavalcante, o Edinho, instrutor de musculação de 35 anos, e ganhou força com a adesão imediata dos participantes.

O trabalho começou cedo: os organizadores levantaram materiais, reuniram pincéis e tintas, e às 5h de um domingo os voluntários iniciaram a pintura. Depois de 14 horas, o asfalto estava coberto por imagens que contam a trajetória da Seleção brasileira nas Copas de 1958, 1962, 1970, 1994 e 2002.

Voluntários pintam quarteirão em Irapuã representando a história da Seleção
Voluntários participam de pintura de quarteirão para a Copa do Mundo em Irapuã (SP) — Foto: Éder Ferraz Cavalcante/Arquivo pessoal

Como a rua foi organizada

A pintura funciona como uma linha cronológica: cada trecho do quarteirão representa um dos títulos nacionais, com as respectivas estrelas e elementos simbólicos — taça, escudo da CBF, bolas, o mascote Canarinho e referências a grandes jogadores como Pelé e Neymar. Setas nas cores da bandeira ligam uma conquista à outra, simbolizando o caminho rumo ao sexto título.

  • 1958 — primeiro título, representado com imagens históricas;
  • 1962 — continuidade da tradição nas cores nacionais;
  • 1970 — destaque para a geração considerada histórica;
  • 1994 — recordação das cenas da conquista nos Estados Unidos;
  • 2002 — a vitória mais recente celebrada pelos moradores.

Mais do que decorar o asfalto, os organizadores enfatizaram a intenção de criar memórias coletivas. Lívia Oliveira Silva, de 20 anos e uma das articuladoras do projeto, disse que participar foi uma forma de se aproximar de histórias que ouviu do avô, mesmo sem ter vivido as conquistas pessoalmente.

Força comunitária e tradição

O projeto reuniu moradores de diferentes idades em uma ação que misturou tradição religiosa (os tapetes de Corpus Christi) e cultura esportiva. Segundo os responsáveis, a adesão das crianças e adolescentes foi decisiva para ampliar o escopo original, que começou com a ideia de pintar apenas uma bandeira e um desenho para divertir os participantes.

Em praticamente um dia, o quarteirão se transformou em um painel aberto à população, que passou a usar o local tanto para registros fotográficos quanto para encontros informais antes dos jogos. A iniciativa também serviu como catalisador para conversas sobre a Copa do Mundo de 2026 e a torcida local.

Repercussão e contexto

A obra em Irapuã reflete uma onda de ações culturais e de torcida que antecedem a competição. Além das pinturas nas ruas, as celebrações da Copa incluem trilhas e repertórios que marcam a torcida brasileira — um tema que também ganhou cobertura em outra matéria sobre músicas que vão embalar a torcida brasileira na Copa do Mundo.

Por sua vez, a montagem de painéis e listas sobre jogadores — como rankings de jovens atletas e perfis físicos dos convocados — ajuda a compor o clima pré-torneio. Publicações ligadas ao evento trataram, por exemplo, dos menores jogadores da Copa e dos jogadores mais altos do Mundial, mostrando diferentes modos de acompanhar a competição.

Para os organizadores em Irapuã, a expectativa é que a pintura resista no tempo e siga sendo um ponto de referência para futuras gerações. O empoderamento comunitário e a retomada de tradições locais foram destacados como os principais ganhos do projeto.

Fechamento

O quarteirão pintado na rua João Lopes de Oliveira transformou uma ação simples em um registro afetivo da relação entre cidade e Seleção. A iniciativa ressaltou que, além do resultado em campo, a Copa do Mundo é também oportunidade para criar memórias coletivas e conectar gerações.

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