Pochettino na Copa deixou claro, na coletiva após a vitória que garantiu a classificação dos Estados Unidos às oitavas de final da Copa do Mundo 2026, que discordou da expulsão do atacante Balogun e explicou sua avaliação sobre lances de caráter dividido. O técnico argentino também foi bem-humorado ao falar sobre o hino nacional e repetiu, com sorriso, que continua “200% argentino”.
Pochettino na Copa: o que ele afirmou
Questionado sobre uma comparação que circulou nas redes — entre a expulsão de Balo e a não expulsão de Lionel Messi na estreia da Argentina — Pochettino foi incisivo ao dizer que, na sua visão, nenhum dos dois lances merecia cartão vermelho. Para o treinador, a análise deve passar pela intenção.
“Para mim ambas não eram para expulsão. Não é intencional. Posso falar apenas por Balo, mas acho que nunca… Para mim, é sobre ver intenção. Se a intenção é de machucar o oponente, tudo bem, mas se estiver lutando pela bola e seu pé aterrissa (no adversário)… É um pouco ruim de se ver, mas não foi intencional. Para mim nunca poderia ser para cartão vermelho”, afirmou Pochettino durante a entrevista coletiva.
Contexto e repercussão
A declaração reafirma a postura do treinador diante de decisões de arbitragem que têm gerado debate no Mundial. A avaliação pública de lances polêmicos costuma dividir torcidas e especialistas, e a ênfase de Pochettino na intenção do jogador busca colocar a discussão em termos de interpretação da jogada, não apenas da consequência imediata.
O treinador também falou sobre a importância do projeto que conduz nos Estados Unidos e da emoção de fazer parte de um processo que, segundo ele, vinha sendo preparado há um ano e meio. Essa linha de trabalho e a forma como o grupo se apresenta têm sido tema de cobertura. Em outra entrevista, Pochettino já tinha comentado aspectos da campanha da seleção americana e seu impacto no país, o que pode ser lido com mais detalhes na matéria sobre a campanha dos EUA.
- A defesa sobre Balogun e a interpretação de lances
- A comparação com a não expulsão de Messi
- O vínculo de Pochettino com o projeto da seleção dos EUA
- A reação ao hino nacional e o humor do técnico
Antes da partida contra a Bósnia, o próprio Pochettino havia falado sobre a gestão da equipe e a atenção a cada jogo — temas que voltaram a emergir após a classificação. Isso já havia sido registrado em outra publicação em que o treinador descartou o favoritismo e tratou do foco do elenco.
O episódio do hino e a identidade do técnico
Em tom mais leve, Pochettino foi questionado se, por viver esse momento nos Estados Unidos, já se sentia mais americano ou se permanecia fiel às suas raízes argentinas. A resposta foi direta e bem-humorada: “Sou 200% argentino”. Mesmo assim, ele admitiu a emoção de integrar o projeto dos EUA e reconheceu que é difícil não cantar quando o hino toca no estádio: “É impossível, porque é uma música incrível, não é?”.
O treinador voltou a enfatizar o prazer de participar da festa do futebol, mas reafirmou sua origem e identidade. A declaração teve repercussão por humanizar a figura do técnico e por mostrar a dualidade entre a profissionalização do trabalho e a ligação afetiva com a pátria de origem.
Além do teor das respostas, a coletiva serviu para demonstrar equilíbrio: Pochettino combinou explicações técnicas sobre decisões de jogo com momentos leves, traduzindo o clima do vestiário após a vitória que classificou a equipe.
Para os leitores que acompanham a trajetória do treinador, há registro também de como a relação com a torcida tem sido destacada em outras ocasiões; a interação com os torcedores e o impacto nas arquibancadas foram tema de reportagem sobre a vibração em Seattle.
O que fica para as oitavas
Com a vaga carimbada, a seleção dos Estados Unidos segue para as próximas fases com a confiança reforçada, mas também com olhos voltados às decisões de arbitragem que podem influenciar jogos eliminatórios. A posição pública de Pochettino, reiterada em diferentes momentos da coletiva, coloca o treinador ao centro da discussão sobre critérios e interpretação, sem, no entanto, questionar diretamente o trabalho da arbitragem.
Em linhas gerais, a entrevista mostra um técnico que busca equilíbrio entre proteção aos jogadores, defesa de princípios do jogo e compreensão das emoções do momento — tudo isso enquanto reforça sua ligação pessoal com a Argentina e sua dedicação ao projeto que conduz nos EUA.
Para acompanhar as próximas entrevistas e análises da seleção americana, o trabalho de Pochettino e desdobramentos nas oitavas de final, acompanhe a cobertura do Guia Esportivo. Para mais informações e contexto histórico sobre esse início de Copa, nossos arquivos trazem relatos sobre a campanha e momentos anteriores do treinador.
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