Messi, Mbappé e Haaland desafiam recorde de Fontaine na Copa

Messi comemora gol — recorde de Fontaine
Messi comemora gol da Argentina sobre a Áustria — Foto: Torbjorn Tande/DeFodi Images/DeFodi via Getty Images

Messi, Mbappé e Haaland lideram a corrida pela artilharia e já colocaram em evidência o recorde de Fontaine logo nas primeiras rodadas da Copa do Mundo de 2026. Com cinco, quatro e quatro gols, respectivamente, os três astros mostraram ritmo acelerado e reacenderam a discussão sobre a marca histórica de Just Fontaine.

recorde de Fontaine: histórico e desafio de 2026

O recorde de Fontaine remonta à Copa de 1958, quando o francês marcou 13 gols em apenas seis partidas — uma marca que permaneceu intocada por quase sete décadas. A atual edição, com 48 seleções e possibilidade de até oito jogos para quem chegar à final, cria um contexto diferente e aumenta, em termos matemáticos, as chances de um artilheiro se aproximar daquela cifra lendária.

Mbappé em ação durante a Copa — recorde de Fontaine
Mbappé durante a partida entre França x Iraque — Foto: Reuters/James Lang

Trio na frente e ritmo de artilharia

Até a segunda rodada, Lionel Messi somou cinco gols e assumiu outro marco pessoal: tornou-se o maior artilheiro da história das Copas, ultrapassando Miroslav Klose. Kylian Mbappé, que foi o artilheiro em 2022, já contabiliza quatro gols, mesmo total de Erling Haaland, que disputa sua primeira edição do Mundial. A boa sequência dos três reacende a pergunta central: alguém poderá, de fato, alcançar ou superar o recorde de Fontaine nesta Copa?

O aumento do número de partidas é um fator a considerar, mas não o único. A consistência, o estilo de jogo das seleções, rodízio de atletas e fases do torneio também influenciam a trajetória de um goleador. Além disso, o histórico mostra que grandes marcas surgiram em contextos variados, como a campanha de Just Fontaine em 1958, construída em apenas seis jogos.

Haaland comemora gol na Copa — recorde de Fontaine
Erling Haaland comemora gol em Noruega x Senegal na Copa do Mundo 2026 — Foto: Getty Images

Artilharia provisória e comparações

Na lista dos maiores goleadores de uma única edição aparecem nomes históricos como Sándor Kocsis (11 gols em 1954), Gerd Müller (10 gols em 1970) e Ademir de Menezes e Eusébio, ambos com nove gols em suas campanhas. Até aqui, Messi, Mbappé e Haaland ditam o ritmo, mas a distância até 13 gols segue sendo considerável — ainda que a possibilidade exista num torneio com até oito partidas para os finalistas.

  • Messi (Argentina): 5 gols
  • Mbappé (França): 4 gols
  • Haaland (Noruega): 4 gols
  • Jonathan David (Canadá): 3 gols
  • Deniz Undav (Alemanha): 3 gols

O contexto individual também pesa. Messi chega aos 39 anos com números de Copa excepcionais; Mbappé carrega a experiência de artilheiro em 2022; e Haaland traz ao torneio um histórico recente de alta produtividade por clubes e seleção. Essas trajetórias elevam a expectativa de que um desses nomes possa, ao menos, desafiar intensamente o recorde de Fontaine nas próximas fases.

Messi e Mbappé em final de 2022 — recorde de Fontaine
Mbappé e Messi, na final da Copa do Mundo de 2022, entre França e Argentina — Foto: Alex Livesey – Danehouse/Getty Images

O que torna o recorde tão difícil

A marca de Fontaine é lembrada não apenas pelos números, mas pelo impacto e raridade: 13 gols em seis partidas é um desempenho excepcional mesmo diante de formatos diferentes de torneio. Embora a Copa de 2026 ofereça mais jogos, superar a marca exige sequência, oportunidades de finalização e partidas em que a seleção mantenha poder ofensivo constante.

Em termos práticos, o recorde de Fontaine continua sendo uma referência histórica. Em reportagens de contagem regressiva para o Mundial, a Fifa retomou a história do francês, qualificando o feito como “inigualável” — referência que reforça a dimensão da marca e o simbolismo que ela carrega no imaginário do futebol.

Para leitores que desejam aprofundar o histórico de Messi e sua relação com Copas, há textos e homenagens que contextualizam sua carreira e números. Por exemplo, a cobertura sobre a celebração dos 39 anos de Messi e a compilação de seus números em Copas ajudam a entender por que seu começo em 2026 chamou tanta atenção: Messi 39 anos: AFA homenageia o homem que mudou a história e a análise estatística disponível em Messi 39 anos: números de ‘time grande’ em Copas do Mundo.

Outro texto que contextualiza a trajetória recente do camisa 10 e sua preparação para a Copa pode ser acessado em Messi completa 39 anos, quebra recordes e vive o ‘último tango’ com Argentina.

Conclusão

Messi, Mbappé e Haaland começaram a Copa com potencial claro para disputar a chuteira de ouro e, por consequência, desafiar o recorde de Fontaine. Ainda que a combinação de oito jogos torne o objetivo mais plausível que em edições passadas, manter sequência e condições favoráveis até as fases finais será determinante para qualquer tentativa concreta de bater os 13 gols.

Para acompanhar a cobertura completa da Copa e mais análises sobre artilharia e estatísticas, siga o Guia Esportivo no Instagram.

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