Copa do Mundo 2026: melhores e piores da segunda rodada

Eloy Room com o troféu após empate na segunda rodada
Eloy Room com o troféu de melhor jogador da partida entre Curaçao e Equador na Copa do Mundo — Foto: Maja Hitij/FIFA via Getty Images

A segunda rodada da Copa do Mundo 2026 teve de tudo: recordes individuais, atuações decisivas e falhas que mudaram rumos de partidas. Messi tornou-se o maior artilheiro da história dos Mundiais com 18 gols, enquanto goleiros, laterais, zagueiros e atacantes apareceram entre os melhores e os piores da rodada.

Messi comemora gol na segunda rodada da Copa do Mundo
Messi comemora gol da Argentina sobre a Áustria — Foto: Torbjorn Tande/DeFodi Images/DeFodi via Getty Images

Os melhores da segunda rodada

A seleção do torneio montada pela cobertura da rodada lista nomes que se destacaram por desempenho coletivo e individual. Abaixo, os escolhidos entre os melhores da segunda rodada:

Goleiro

Room (Curaçao) — Com 15 defesas, foi o principal responsável pelo empate histórico de Curaçao contra o Equador, garantindo o primeiro ponto da seleção caribenha em Copas do Mundo.

Defensores

Dumfries (Holanda) — Dois passes para gol na vitória sobre a Suécia, participação ativa no ataque e presença constante no terço final; o lateral-direito também foi citado como reforço do Real Madrid para a próxima temporada.

Itakura (Japão) — Atuação além do papel defensivo: jogou avançado, interceptou a jogada que originou o primeiro gol contra a Tunísia e deu a assistência da segunda finalização.

Khalilzadeh (Irã) — Dominou disputas aéreas sobre Lukaku e contabilizou 14 rebatidas, ajudando o Irã a segurar a Bélgica em empate importante.

Nakamura (Japão) — Atuando como ala ofensivo, apareceu como principal driblador do Japão e deu assistência na vitória sobre a Tunísia.

Meio-campo

De Jong (Holanda) — Controlou o ritmo da goleada sobre a Suécia com passes curtos e presença constante como opção de jogo.

Bruno Guimarães (Brasil) — Destacado entre os brasileiros pelo posicionamento que ajudou a conter avanços físicos do Haiti e pela capacidade de interceptação.

Messi (Argentina) — Após perder um pênalti, marcou duas vezes contra a Áustria e atingiu 18 gols em Copas, tornando-se o maior artilheiro da história dos Mundiais.

Atacantes

Gakpo (Holanda) — Dois gols e uma assistência contra a Suécia: presença de área, dribles pelo flanco e finalizações precisas.

Cristiano Ronaldo (Portugal) — Recuperou-se de uma estreia discreta com dois gols e participação em jogadas ensaiadas na vitória sobre o Uzbequistão.

Undav (Alemanha) — Entrou do banco e marcou duas vezes no segundo tempo, incluindo gol aos 45 minutos, virando a partida contra a Costa do Marfim.

Cristiano Ronaldo em partida da segunda rodada
Cristiano Ronaldo durante goleada de Portugal sobre Uzbequistão — Foto: REUTERS/Pedro Nunes

Os piores da segunda rodada

Nem tudo foi positivo: a segunda rodada também trouxe desempenhos abaixo do esperado, com erros capitais e atuações apagadas que complicaram seleções e jogadores.

  • Muslera (Uruguai) — Criticado por falhas nos dois gols sofridos no empate com Cabo Verde, incluindo saída de posição em lance de Kevin Pina.
  • Posch (Áustria) — Cometeu pênalti em lance com Lautaro e teve chegada dura que podia ter resultado em expulsão.
  • Lindelöf (Suécia) — Foi exposto pela velocidade da Holanda em variados lances de ataque.
  • Koulibaly (Senegal) — Recuo falho que permitiu a liberdade de ataque da Noruega em jogada capital.
  • Al-Amin (Catar) — Perdeu duelo de velocidade, cometeu falta como último homem e foi expulso após revisão do VAR na derrota para o Canadá.
  • Valverde (Uruguai) — Passou em branco ofensivamente, oferecendo pouco perigo e participando de poucas ações criativas.
  • Arda Güler (Turquia) — Não conseguiu produzir jogadas decisivas diante do Paraguai, que venceu mesmo com um a menos.
  • Almirón (Paraguai) — Expulso por atitude antidesportiva ao cobrir a boca de um adversário, prejudicando a própria seleção em momentos da partida.
  • Gordon (Inglaterra) — Teve dificuldades para superar defensores de Gana e participou pouco do setor ofensivo inglês.
  • Enner Valencia (Equador) — Voltou a desperdiçar chance clara dentro da área, contribuindo para o empate sem gols com Curaçao.
  • Lukaku (Bélgica) — Produção ofensiva limitada contra o Irã e substituído no momento em que a equipe precisava recompor a zaga.
Enner Valencia na segunda rodada da Copa do Mundo
Enner Valencia em Equador x Curaçao pela Copa do Mundo — Foto: Robbie Jay Barratt/AMA/Getty Images

Leitura e contexto

As performances desta segunda rodada ajudam a desenhar cenários de classificação e a destacar jogadores que se tornaram referências para suas seleções. Equipes com goleiros inspirados ou linhas defensivas sólidas ganharam fôlego, enquanto seleções que viram atletas essenciais falharem terão de ajustar a estratégia para a sequência do torneio.

Para entender melhor o que está em jogo nas próximas partidas e como resultados futuros podem mudar a tabela, veja a análise sobre o que está em jogo na última rodada de grupos e os critérios de desempate que podem decidir vagas.

Se quiser acompanhar partidas, horários e transmissões do dia da rodada, consultamos a lista de jogos publicada pelo guia: Copa do Mundo hoje: jogos, horários e transmissões de 24/06.

Conclusão

A segunda rodada deixou marcas que serão analisadas ao longo da competição: de Messi consolidando um recorde histórico a goleiros e atacantes que mudaram o destino de seus jogos. O torneio segue com rodada a rodada oferecendo surpresas e certezas para torcedores e técnicos.

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