Reforços do Grêmio foram o foco da nova gestão na arrancada de 2026 e estão no centro da avaliação após o primeiro semestre, que teve o título gaúcho e a classificação na Copa do Brasil, mas resultados abaixo do esperado na Sul-Americana e no Brasileirão.
Reforços do Grêmio: avaliação geral
No início do ano o clube promoveu uma reformulação ampla, com 21 saídas do elenco, e trouxe seis contratações para recompor a equipe. A diretoria desembolsou quase R$ 100 milhões, com dois negócios de alto investimento que pesaram nas expectativas da torcida. O balanço individual dos reforços do Grêmio mostra realidades distintas: um titular consolidado, opções úteis e nomes que ainda precisam render para justificar o custo.
Contexto financeiro e técnico
A pressão sobre as aquisições cresceu diante da necessidade de resultados imediatos e das limitações orçamentárias. A situação administrativa do clube também influenciou o debate sobre contratações e prioridades, algo que tem relação direta com as questões de patrocínio e receita enfrentadas pelo Grêmio. No campo, o técnico teve de lidar com adaptações táticas e escolhas por jogadores que ainda precisam se firmar, uma responsabilidade que também aparece nas análises dos reforços.
Weverton — aprovado
O goleiro assumiu a titularidade e trouxe estabilidade a uma posição que vinha sendo motivo de preocupação. Weverton disputou 32 jogos pelo clube no semestre, sofreu 30 gols, registrou 14 jogos sem sofrer gols e até teve uma assistência. O desempenho defensivo e a regularidade o colocaram como a contratação que mais correspondeu às expectativas entre os reforços do Grêmio.
Enamorado — sob análise
Contratado por cerca de 3 milhões de dólares do Junior de Barranquilla, Enamorado foi pensado como alternativa pela direita e alternou com Tetê. Em 31 partidas, marcou um gol e deu quatro assistências, mostrando velocidade e capacidade de drible que o tornam útil, embora ainda sem grande destaque. O colombiano aparece como peça de rotação e potencial de crescimento no elenco.
Leo Pérez — sob análise
O volante argentino, adquirido por aproximadamente 2,5 milhões de dólares do Huracán, demorou a estrear devido a preparação física específica, mas ganhou espaço próximo ao fim do semestre e fez 15 jogos. Pérez apresentou solidez na marcação à frente da defesa, embora ainda precise evoluir no trato com a bola para se tornar referência no meio-campo do Grêmio.
Nardoni — reprovado (por enquanto)
Contratado por cerca de US$ 8 milhões, Nardoni chegou com a expectativa de ser o grande investimento do clube. Até o momento, foram 14 jogos e um gol, com rendimento aquém do valor pago. O volante também sofreu com uma lesão muscular que limitou sua sequência; a avaliação da torcida e da imprensa segue crítica, e ele precisa de mais partidas para ter um julgamento definitivo.
Tetê — reprovado (por enquanto)
O atacante, adquirido por cerca de 6 milhões de euros, começou como opção ofensiva, mas perdeu espaço e totalizou 26 jogos, com três gols e uma assistência. Teve bons momentos, como o gol da vitória sobre o Santos na Arena, porém ainda não repetiu com regularidade as atuações que justificassem o investimento e as expectativas geradas.
Caio Paulista — reprovado (por enquanto)
Chegou por empréstimo do Palmeiras para suprir a lateral-esquerda na ausência de Marlon, mas foi pouco utilizado: 16 jogos no primeiro semestre. Quando o titular se lesionou, o técnico preferiu dar sequência ao jovem formado na base, deixando Caio como terceira opção. Sem perspectiva clara de permanência para 2027 neste cenário, o empréstimo não rendeu como esperado.
- Investimentos aproximados: quase R$ 100 milhões no total.
- Contratações com maior expectativa: Nardoni e Tetê, ambas ainda em avaliação.
- Contratação com maior retorno até aqui: Weverton, consolidado como titular.
As decisões do mercado e a gestão do elenco continuarão a ser pauta nas próximas semanas, especialmente com a necessidade de ajustes na preparação e na definição do time titular. A forma como a equipe vai entrosar as peças e recuperar atletas de lesões será determinante para o segundo semestre e para a percepção sobre os reforços do Grêmio.
O trabalho do treinador e o planejamento do departamento de futebol ganharam importância adicional diante do calendário e do desgaste da equipe; mudanças pontuais no uso dos reforços e possíveis negociações emergirão conforme o clube for buscando estabilidade técnica e financeira.
Para entender o momento do comando técnico e as prioridades do clube, a evolução tática sob Luís Castro é um capítulo à parte na discussão sobre contratações e uso do elenco — um panorama que já vem sendo levantado na cobertura sobre os desafios de Luís Castro.
Em paralelo, o clube segue movimentações de mercado que podem influenciar o futuro do elenco e das finanças, com negociações que mantêm o Grêmio ativo no período de transferências e ajuste do plantel, algo que também se reflete nas negociações de mercado acompanhadas pela imprensa.
O balanço final dos reforços do Grêmio dependerá da continuidade de jogos, recuperação física dos atletas e da resposta técnica nos próximos meses. Para torcedores e analistas, o exame segue aberto: alguns nomes já corresponderam; outros ainda precisam provar que valem o investimento.
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