Roberta Ratzke aponta maturidade do grupo e define a medalha de ouro como objetivo principal enquanto a seleção segue invicta na Liga das Nações (VNL).
Roberta Ratzke: liderança e experiência no comando da seleção
À beira de mais uma etapa decisiva, a levantadora Roberta Ratzke aparece como peça-chave dentro e fora de quadra na seleção brasileira feminina de vôlei. A jogadora, que vive temporada na Turquia e já acumula passagem pela Polônia, tem levado à equipe a leitura de jogo e a calma necessárias para encarar adversários de alto nível.
O bom início na VNL — com vitórias sobre Holanda, República Dominicana, Bulgária e Itália — fortaleceu a confiança do elenco. A campanha em Brasília, onde a equipe encerrou a etapa com aproveitamento máximo, serviu como combustível para o trabalho diário em direção ao ciclo olímpico.
Em declarações recentes, Roberta Ratzke destacou a capacidade do grupo de conciliar juventude e experiência e avaliou que a comissão técnica tem aberto espaço para diálogo, o que contribui para o crescimento coletivo.
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Vitória sobre a Itália e sequência na VNL
O triunfo apertado diante da Itália, por 3 sets a 2, no Ginásio Nilson Nelson, foi destacado pela levantadora como um termômetro importante para o elenco. Segundo Roberta Ratzke, vencer uma seleção com histórico de títulos reforça que o time está no caminho certo.
O Brasil volta à disputa enfrentando a França na Turquia e terá pela frente, na sequência da fase classificatória, adversários como Bélgica, China e Alemanha, antes da definição das vagas para a fase final no Japão.
- Bélgica
- China
- Alemanha
Para acompanhar o contexto das primeiras partidas e detalhes sobre a preparação, a reportagem relaciona duas coberturas recentes: a estreia com vitória sobre a Holanda na VNL e a partida Brasil x República Dominicana na Liga das Nações. Também é possível ver comentários sobre reforços e figuras históricas na seleção em outra matéria sobre a chegada de Sassá e Fofão ao grupo.
Evolução técnica e experiência internacional
Roberta Ratzke atribui parte do crescimento da equipe ao intercâmbio de experiências entre atletas que atuam em ligas europeias e as que jogam no Brasil. A levantadora ressaltou que a Liga Turca, onde atua atualmente, exige preparo físico e leitura de jogo em outro patamar devido à qualidade dos bloqueios e da potência de ataque das adversárias.
No relato sobre a vivência fora do país, Roberta Ratzke comentou que a rotina nas principais ligas europeias obriga atualização constante, mas também enalteceu o posicionamento técnico que ainda caracteriza o voleibol brasileiro.
Renovação e a base do futuro
Com 36 anos, Roberta observa atentamente o surgimento de novas levantadoras e elogia atletas que têm sido integradas ao grupo. Ela mencionou, de forma positiva, nomes que chegam com potencial e afirmou que a criação de uma seleção B ajuda a dar rodagem e preparo às jovens.
A integração entre gerações é vista por Roberta Ratzke como um ativo: as mais experientes passam vivências, e as mais jovens trazem frescor e intensidade, alimentando a competição interna saudável pelo posto.
Pressão saudável pelo ouro olímpico
Para Roberta Ratzke, a busca pela medalha de ouro olímpico funciona como uma pressão estimulante para a equipe. O time, que já soma prata em Tóquio e bronze em Paris, trabalha com a meta clara de alcançar o topo do pódio e trata a ambição como motivação diária.
Ela definiu essa cobrança como uma pressão saudável que exige compromisso integral e dedicação constante, tanto nos períodos com a seleção quanto nas temporadas pelos clubes.
Planos para o pós-carreira
Além da rotina esportiva, Roberta Ratzke já desenha os passos para depois da aposentadoria. A jogadora retomou os estudos em Administração com interesse em gestão esportiva e não descarta atuar nos bastidores do voleibol, em funções ligadas à organização e ao desenvolvimento de projetos.
Paralelamente, a levantadora alimenta um projeto pessoal: a ideia de ter um café como espaço de convivência, inspirado nas culturas que vivenciou na Polônia e na Turquia.
Roberta também reforça o compromisso com iniciativas sociais. Vinda de um projeto de base em Curitiba, ela procura colaborar com ações que ofereçam oportunidades e formação para crianças e adolescentes, lembrando que programas como o que a revelou continuam ativos e essenciais para o futuro do esporte.
Fechamento
No curto prazo, a prioridade segue sendo a sequência da Liga das Nações e a preparação para o ciclo olímpico. Roberta Ratzke mantém o foco no trabalho coletivo e no desenvolvimento das novas jogadoras, enquanto alimenta os planos pessoais fora das quadras.
O elenco segue em busca de manter a invencibilidade e consolidar a evolução observada nas primeiras rodadas, confirmando a seleção como candidata ao título e ao objetivo maior: o ouro olímpico.
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