O tradicional circuito de Barcelona-Catalunha está presente na Fórmula 1 sem interrupções desde 1991, mas a edição de 2026, a 36ª no autódromo, marca uma mudança: a prova passa a se chamar GP de Barcelona-Catalunha e a sequência ininterrupta será alterada nos anos seguintes.
GP de Barcelona-Catalunha: fim da sequência
A partir de 2026 a corrida realizada no circuito de Barcelona não usará mais a nomenclatura de GP da Espanha — que ficará com o novo traçado em Madring — e seguirá com o nome GP de Barcelona-Catalunha. A mudança faz parte de um rearranjo do calendário anunciado em 2024 e consolidado com a extensão contratual em fevereiro de 2026, que definiu a permanência do autódromo até 2032, porém com corridas apenas em anos pares.
No acordo divulgado pela Fórmula 1, o circuito de Barcelona passará a se revezar com Spa-Francorchamps: as provas no traçado catalão ocorrerão em 2026, 2028, 2030 e 2032. Por isso, 2027 será o primeiro ano desde a estreia do autódromo na categoria em que a pista não estará no calendário. O contrato anterior se encerraria em 2026; a renovação considerou investimentos do circuito para manter-se na categoria, especialmente em sustentabilidade.
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Por que a mudança e o papel de Madring
A decisão pela criação do GP em Madrid (Madring) foi justificada pela Fórmula 1 e pela FIA com foco em acessibilidade, sustentabilidade e inovação, com a ideia de “criação de um espetáculo em vários dias”. No comunicado à época, as entidades informaram que a expectativa era de que 90% dos torcedores consigam chegar ao circuito de Madring por transporte público.
- Acessibilidade para o público;
- Sustentabilidade, com exigência de investimentos ambientais;
- Inovação na experiência do público e no formato do evento.
O circuito de Barcelona também teve de promover melhorias para permanecer na categoria, entre elas a implantação de painéis solares e outras ações de sustentabilidade. Com isso, houve margem para que a prova seguisse no calendário, mesmo que em regime bianual, sob o nome GP de Barcelona-Catalunha.
O rearranjo do calendário abre espaço para um grande prêmio com o nome do país na capital espanhola enquanto mantém a tradição do traçado catalão em anos alternados.
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Impacto esportivo e favoritos
Do ponto de vista esportivo, o traçado de Barcelona combina curvas de baixa, média e alta velocidade com retas longas, favorecendo equipes com desempenho consistente em diferentes trechos. Nesse contexto, a Mercedes aparece como favorita para o GP de Barcelona-Catalunha, especialmente após a exibição de Andrea Kimi Antonelli em Mônaco — episódio que alterou a percepção sobre a hierarquia recente das equipes.
Para quem acompanha a temporada, vale lembrar que a Mercedes venceu todas as corridas do ano até o momento, e que, historicamente, a pole position tem sido um indicador forte: desde 1991, 25 dos 35 pilotos que largaram na pole venceram a prova.
O equilíbrio do circuito tende a privilegiar o melhor conjunto técnico e aerodinâmico, reduzindo a chance de surpresas, mas a pole segue sendo uma grande oportunidade para pilotos de outras equipes tentarem a vitória. Para contexto sobre a ascensão de Antonelli e sua recepção no paddock, veja o comentário de Bortoleto sobre o tema: declaração de Bortoleto sobre Antonelli.
A influência de regulamentos e contratos na composição do calendário também é parte do cenário atual. Discussões sobre regras técnicas já foram apontadas como capazes de alterar o rendimento nas provas, como nas análises sobre o GP de Mônaco em 2026: avaliação sobre o novo regulamento. E, na esfera contratual, a permanência e rotatividade de circuitos no calendário têm paralelo em outros acordos, como a renovação do GP de Las Vegas: renovação do contrato de Las Vegas.
Cenário até 2032
Com a extensão até 2032, o calendário já prevê os anos em que o GP de Barcelona-Catalunha ocorrerá — 2026, 2028, 2030 e 2032 — garantindo que o autódromo permaneça na rota da Fórmula 1, mesmo que em intervalos. A alternância com Spa-Francorchamps, anunciada pela categoria, reforça a estratégia de preservar circuitos históricos sem sobrecarregar o calendário.
Embora a prova não carregue mais a nomenclatura de GP da Espanha no traçado catalão, a presença do circuito no calendário, mesmo de forma bianual, mantém viva a tradição iniciada em 1991 e assegura que o GP de Barcelona-Catalunha siga como referência técnica para as equipes.
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