Às vésperas da Copa do Mundo, uma comitiva de dirigentes das Séries A e B viajou aos Estados Unidos para uma agenda que envolve a CBF e MLS, com foco em gestão, marketing esportivo e modelos de negócio.
CBF e MLS: objetivos da viagem
A delegação brasileira permanecerá nos EUA entre quinta e domingo e tem como objetivo observar práticas de mercado, estruturação de competições e iniciativas de engajamento de torcedores que se tornaram referência internacional. A troca de experiências busca oferecer subsídios para a discussão sobre a implementação de uma liga nacional mais moderna no Brasil.
Segundo a programação, os participantes vão se reunir com executivos, setores de marketing e operações de clubes locais para entender como se constrói um produto competitivo e atraente para investidores e público. A iniciativa da CBF, que organiza a comitiva, vem sendo acompanhada por dirigentes de diferentes clubes e federações estaduais.
Quem integra a comitiva
- Alessandro Barcellos (Internacional)
- Harris Massis (São Paulo)
- Marcelo Teixeira (Santos)
- Fábio Mota (Vitória)
- Fábio Pizzamiglio (Juventude)
- Alex Leitão (CEO do Grêmio)
- Raul Aguirre (CEO do Bahia)
O grupo reúne presidentes, CEOs e representantes de diversas diretorias, com a meta de mapear soluções replicáveis ao contexto brasileiro sem, no entanto, desconsiderar as particularidades do mercado local.
O que será observado
Entre os temas na agenda estão modelos de parceria com investidores, estratégia comercial de clubes, direitos de mídia e experiências de estádio. A MLS virou referência global ao atrair jogadores de renome e investidores internacionais, movimento que tem impacto direto na visibilidade e no valor do produto futebol nos EUA.
Além das visitas técnicas, o roteiro prevê debates sobre fortalecimento de marcas, políticas de relacionamento com torcedores e inovação em receitas de bilheteria e streaming — tópicos que, segundo a organização, devem embasar possíveis propostas de reformulação no Brasil.
A relevância do tema também aparece no calendário esportivo: a comitiva acompanhará no sábado a estreia da Seleção na Copa, um momento que combina observação esportiva e agendas institucionais. Para contexto sobre a estreia brasileira, a cobertura acompanha expectativas e análises sobre o jogo da Seleção na Copa.
Contexto e precedentes
Esta não é a primeira viagem do tipo. Em janeiro, dirigentes brasileiros visitaram clubes e ligas na Europa — com passagens por Espanha, Inglaterra e Alemanha — para estudar La Liga, Premier League e Bundesliga. O objetivo agora é comparar modelos e adaptar soluções ao mercado nacional.
A aproximação com práticas internacionais também tem relação com a intensa presença de nomes e investimentos estrangeiros no futebol americano. Movimentos recentes no mercado, incluindo a chegada de estrelas e investidores, ajudaram a estruturar um ecossistema mais atraente para negócios e público — aspecto que tem sido tema de reportagens sobre a expansão do futebol nos EUA, inclusive em cobertura sobre alojamentos e deslocamentos durante o Mundial, como em reportagens sobre personalidades no país relacionadas à Flórida.
Relevância para o futebol brasileiro
Os dirigentes afirmam esperar que o contato com modelos consolidados colabore para a construção de um projeto de liga que equilibre competitividade e sustentabilidade financeira. A discussão envolve desde governança até a gestão comercial, passando por produto de campo e experiência do torcedor.
Ao longo das conversas, a pauta deverá considerar a diversidade do calendário brasileiro, a necessidade de respeitar clubes e federações estaduais e a busca por soluções que aumentem receitas sem comprometer a identidade do futebol nacional. Essas questões já vinham sendo debatidas internamente na CBF e por clubes — contexto que aparece em iniciativas e acompanhamentos ligados à entidade, como a cobertura sobre procedimentos e ações da CBF em diferentes frentes registradas pela imprensa.
Próximos passos
Ao retornar ao Brasil, a comitiva terá material de estudo e relatórios que deverão subsidiar debates internos entre clubes, federações e a própria CBF. A expectativa é que os achados alimentem propostas para aprimorar a gestão da competição e a estratégia comercial a médio prazo.
Embora o objetivo seja aprender com experiências estrangeiras, os dirigentes afirmam que qualquer eventual proposta de mudança precisará passar por amplo diálogo com as partes interessadas, para avaliar riscos, benefícios e impactos no calendário nacional.
Em síntese, a viagem reforça a busca por referências externas como forma de inspirar soluções locais, em uma temporada marcada por discussões sobre organização e modelo de competição no futebol brasileiro.
Para acompanhar mais notícias e bastidores do esporte, siga o Guia Esportivo no Instagram.
3 visualizações



