O Irã em Tijuana teve nesta segunda-feira o primeiro dia de treinamento na nova base montada no México, com um esquema de segurança reforçado que acompanha a delegação entre o hotel e o centro de treinos.
Irã em Tijuana: segurança e logística
Tanto o hotel da seleção quanto o deslocamento do ônibus para o CT do Tijuana foram protegidos por militares armados da Guarda Nacional do México, segundo imagens divulgadas pela imprensa. A presença das tropas ocorreu em meio à mudança de planejamento da equipe, que deixou Tucson, no Arizona, e optou por Tijuana como base diante de dificuldades consulares e do cenário diplomático.
A alteração da logística já havia sido antecipada pela cobertura especializada. A mudança de base e logística foi motivada pela demora na obtenção de vistos para parte da delegação e pela necessidade de reduzir a exposição da equipe durante a preparação. Para detalhes sobre a decisão e o contexto logístico, a cobertura local explica a mudança de base e logística adotada.
As autoridades mexicanas, por meio da Guarda Nacional, acompanharam trajetos e áreas de treino com efetivo armado. A presença militar é explicada pela função atual da Guarda Nacional do México, criada originalmente para atuar contra o crime organizado e hoje subordinada ao comando militar da Secretaria de Defesa.
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Vistos e seleção técnica
Segundo relatos, todos os jogadores conseguiram vistos, mas cerca de 15 integrantes entre dirigentes e membros da comissão técnica ainda enfrentavam pendências consulares. A indefinição pesou na decisão do cronograma e na escolha por uma base em território mexicano, que permite deslocamentos pontuais aos Estados Unidos para partidas programadas.
Nas redes e em imagens de chegada, membros da delegação exibiram um pin dourado com o número 168, em homenagem às vítimas do bombardeio a uma escola em Minab, no sul do Irã, ocorrido em fevereiro. O símbolo chamou atenção e foi registrado no desembarque em Tijuana, reforçando o aspecto sensível da preparação iraniana para a competição.
Treinos e preparação
Os treinos na cidade tiveram registros próximos às instalações do clube local. Reportagens sobre os exercícios, incluindo um treino realizado ao redor de uma piscina, documentaram a rotina da equipe em Tijuana; veja mais sobre os treinos em Tijuana e a adaptação ao novo centro.
Autoridades mexicanas e a comitiva iraniana cuidaram para que deslocamentos fossem rápidos e seguros. O cronograma prevê entradas pontuais nos Estados Unidos para os jogos que irão acontecer em solo norte-americano, com retorno à base mexicana previsto após os compromissos.
Contexto e próximos passos
Com a estreia marcada para 15 de junho em Los Angeles contra a Nova Zelândia, a delegação tem planejamento específico para entrar nos Estados Unidos no dia da partida e retornar a Tijuana em seguida. A distância aproximada entre o estádio da cidade de estreia e Tijuana é citada em cerca de 230 km, o que exige logística de transporte e coordenação consular.
Em entrevistas à imprensa, jogadores e membros da delegação explicaram que a preparação seguiu com foco esportivo, mesmo diante das dificuldades extra-campo. Para relatos e depoimentos sobre a preparação e o ambiente após a mudança, há uma cobertura específica sobre guerra e vistos: jogadores do Irã falam sobre a preparação, que detalha percepções internas da equipe.
- 15 de junho — estreia contra a Nova Zelândia, em Los Angeles.
- 21 de junho — partida contra a Bélgica, também em Los Angeles.
- 27 de junho — encerramento da fase de grupos contra o Egito, em Seattle.
Apesar do ambiente de tensão diplomática e das ressalvas consulares, a permanência em Tijuana foi escolhida para garantir estabilidade ao elenco e permitir que os atletas mantenham rotina de treinos antes do início da Copa. Reportagens posteriores informaram que parte dos vistos foi liberada perto do início da competição, o que permitiu ajustes finais na logística da delegação; um resumo sobre a obtenção dos vistos está disponível em visto concedido a delegação.
Repercussão
A presença de militares e o deslocamento da sede tornaram o episódio um exemplo de como fatores geopolíticos podem interferir diretamente na preparação de seleções para grandes competições. A situação do Irã em Tijuana revela cuidados adicionais necessários em períodos de tensão internacional, e a cobertura seguirá acompanhando a delegação até o início dos jogos.
Ao mesmo tempo, a seleção trabalha para que a atenção se concentre no aspecto esportivo: adaptação ao local, condicionamento físico e tática. A expectativa é que, com a liberação de vistos e a logística definida, a equipe mantenha o foco competitivo para a estreia.
Reportagens e atualizações sobre a rotina e possíveis desdobramentos serão publicadas à medida que novas informações oficiais forem divulgadas pelas comitivas envolvidas.
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