Walter Casagrande destacou a importância de um novo perfil de centroavante para a seleção brasileira na busca pelo Hexa. Em entrevista ao UOL News Esporte, ele ressaltou que a presença de um atacante alto, forte e finalizador traria mais agressividade e presença na área para a equipe.
Mudanças no ataque da seleção brasileira
Segundo Casagrande, o perfil atual do centroavante pode não ser suficiente para garantir a força necessária em uma Copa do Mundo. “Eu vou na linha da mudança, mas não a do meio-campo. Um centroavante alto, forte, finalizador. Eu acho que a seleção brasileira fica muito mais agressiva, com mais presença de área. Eu acho que presença de área e agressividade numa Copa do Mundo, um cara forte, cabeceia bem, bate bem na bola, é importante para vencer as partidas”, comentou.
Opiniões sobre ajustes táticos
Além de Casagrande, outros comentaristas também discutiram possíveis mudanças na equipe brasileira. Danilo Lavieri sugeriu a ideia de um meio-campo com três jogadores para fortalecer o setor e destacou que as alterações próximas da estreia podem ser positivas, citando exemplos das Copas de 1994 e 2002.
“O motivo para o hexa é que o Ancelotti talvez tenha acordado tarde, mas acordou e vai fazer um teste no meio de campo com três jogadores. Vamos ver se de repente isso faz uma seleção mais forte. Assim como aconteceu em 94, assim como aconteceu em 2002, mudanças às vésperas da estreia podem ser um bom sinal”, afirmou Lavieri.
Arnaldo Ribeiro também concordou com a ideia de maior maleabilidade na equipe, ressaltando que os ajustes não devem se limitar ao meio-campo e ao centroavante, mas também podem incluir a lateral direita e a estrutura de jogo.
“Ele estar maleável, pelo menos a esse início, eu acho interessante. E além do centroavante que o Casão falou, além do terceiro homem, que ainda não é terceiro homem no meio de campo, como disse o Julio, tem a questão que está sutilmente colocada, que a gente vai ter um lateral, o lateral pela direita, ou na primeira linha, ou na segunda linha”, explicou Arnaldo Ribeiro.
Perspectivas para a Copa do Mundo
Por sua vez, Julio Gomes demonstrou cautela em relação às mudanças no time e preferiu focar no formato do torneio como possível fator a favor do Brasil. Ele avaliou que mais seleções participantes podem resultar em um caminho menos direto no mata-mata.
“Eu vou num caminho diferente dos amigos, porque a mudança de time não me empolga tanto assim. Por enquanto. Vamos ver na prática, mas por enquanto não me empolga tanto. Eu acho que essa Copa grande, em que você pode, de repente, ter uma concentração de forças num quadrante da chave ali, quando sai o mata-mata, pode ajudar o Brasil a ter uma caminhada ali de três jogos tranquilos de mata-mata até chegar a uma semifinal de Copa do Mundo”, opinou Julio Gomes.



