Osmar Stabile é alvo de novo pedido de impeachment no Corinthians

Osmar Stabile, presidente do Corinthians, durante evento
Imagem: Marco Miatelo/AGIF

Um grupo de conselheiros e associados do Corinthians protocolou um novo pedido de impeachment contra o presidente Osmar Stabile. O documento acusa irregularidades em contratações feitas pela atual gestão nas áreas de segurança e controle de acesso do clube, o que aumenta a pressão sobre a administração corintiana.

Pedido de impeachment destaca irregularidades em contratações

O pedido, ao qual o UOL teve acesso, solicita ao Conselho Deliberativo a abertura de processo de impeachment, alegando descumprimento do Estatuto Social do Corinthians e possíveis violações legais relacionadas a contratações irregulares. As acusações têm como base principal a contratação da Mega Assessoria Operacional, empresa investigada pelo Ministério Público de São Paulo devido à prestação de serviços sem contrato formal, além da emissão de notas fiscais duvidosas.

Investigação do Ministério Público e desdobramentos

A Mega Assessoria Operacional foi contratada para atuar no controle de acesso do Parque São Jorge, do CT Joaquim Grava e da Neo Química Arena entre setembro e outubro de 2025. O Ministério Público apura pagamentos que totalizam cerca de R$ 676 mil e analisou a emissão de notas fiscais que precisaram ser substituídas devido a inconsistências. A investigação também destacou divergências entre as versões de dirigentes e do clube sobre a origem da contratação emergencial.

O promotor Cassio Roberto Conserino demonstrou surpresa ao descobrir que a empresa pertence a Fernando José da Silva, apontado como responsável pela contratação emergencial. Novos documentos e diligências foram solicitados para esclarecer todos os fatos.

Novas acusações envolvem Bear Security Ltda.

Outro ponto no pedido é a contratação da Bear Security Ltda., empresa que começou a prestar serviços ao clube durante a gestão de Osmar Stabile. O grupo de oposição afirma que a contratação ocorreu sem concorrência formal e sem registros administrativos claros. Também alegam que a empresa recebeu cerca de R$ 586 mil sem ter regularização junto à Polícia Federal para atuar em segurança privada.

Além disso, há a acusação de que a Bear Security prestava serviços à família de Stabile antes de sua contratação pelo Corinthians. O clube, por sua vez, confirmou que o processo seguiu os procedimentos internos de compliance e destacou a relação de confiança com os profissionais envolvidos.

Grupo de oposição reforça pedido ao Conselho Deliberativo

O pedido de impeachment é assinado por conselheiros e associados ligados à oposição, como o ex-vice-presidente Antonio Roque Citadini e ex-dirigentes Fernando Perino, Marcelo Mandel e Yun Ki Lee. Eles pedem que o Conselho Deliberativo processe o pedido, informe o Ministério Público e realize auditoria independente focada nas contratações emergenciais e pagamentos sem contrato formal.

Com base nas investigações em curso, este novo pedido amplia a pressão política sobre a gestão de Osmar Stabile no Corinthians, marcando um momento de instabilidade no clube.

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