A senadora paraguaia Celeste Amarilla afirmou em entrevista que não procurou projeção pública após a injúria racista a Mbappé e manteve a recusa em se retratar ao atacante francês.
Investigação e desdobramentos da injúria racista a Mbappé
As declarações de Amarilla, publicadas nas redes sociais após a eliminação do Paraguai pela França nas oitavas de final da Copa do Mundo, levaram a abertura de investigação em Paris por injúria racista. A apuração, segundo autoridades francesas, está sob responsabilidade de uma unidade especializada no combate ao ódio online.
Em entrevista ao jornal paraguaio ABC, a parlamentar disse: “Não fiz isso buscando meu minuto de fama. Eu já sou famosa aqui, famosa de todas as formas. Fiz isso sem pensar, e é por isso que estou tendo problemas agora”. Ela manteve que não pretende retratar-se com Mbappé.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_bc8228b6673f488aa253bbcb03c80ec5/internal_photos/bs/2026/h/t/Y8EQK6TWyboaveq6jdNw/anoche-en-el-congreso-en-la-presentacion-del-informe-del-pdte.-de-la-republica.jpg)
O episódio ganhou repercussão internacional quando Amarilla publicou mensagens em que se referiu ao atacante com termos ofensivos. A República Francesa e outras entidades repudiaram as publicações; a Federação Francesa de Futebol apresentou denúncia formal às autoridades do país, classificando as mensagens como “aberrantes e inaceitáveis”.
Reações de autoridades e do elenco
Dentro da seleção francesa, companheiros de Mbappé se manifestaram em apoio ao atacante. O zagueiro Dayot Upamecano classificou os comentários como “inadmissíveis” e defendeu punição à autora das declarações, ao mesmo tempo em que ressaltou que o grupo segue concentrado na Copa do Mundo.
Do lado institucional, além da denúncia da federação, houve posicionamentos de repúdio por parte de governos, segundo relatado nos desdobramentos do caso. Para acompanhar detalhes sobre a abertura de investigação, a cobertura local trouxe informações complementares sobre o processo e as medidas iniciais tomadas em Paris sobre a investigação em Paris.
Amarilla sustentou ainda que tem recebido apoio popular no Paraguai e minimizou os efeitos do caso nas relações entre os dois países: “A França é grande demais para ser reduzida a Mbappé”, disse, ao criticar a reação do governo paraguaio e classificá-la como desnecessária.
Origem das publicações e resposta de Mbappé
As mensagens que desencadearam a crise, publicadas logo após o jogo, incluíam termos e ofensas diretas ao jogador. Em resposta pública, Mbappé chamou a parlamentar de “mulher desprezível e indigna de sua função” e afirmou que não permitirá que pessoas como ela “propaguem ódio e racismo pelo mundo”.
O caso já vinha sendo acompanhado por órgãos esportivos e de direitos humanos, e a reação da Fifa foi de condenação aos ataques, em linha com outras entidades que rechaçaram a linguagem utilizada pela senadora. Para contexto sobre reações internacionais, a reportagem relacionada sobre pedidos de retratação e desdobramentos também apresentou registros anteriores sobre o pedido de retratação.
Impacto e cenário jurídico após a injúria racista a Mbappé
Do ponto de vista jurídico, a investigação em Paris busca apurar a possibilidade de enquadramento das mensagens como injúria racista. As autoridades responsáveis avaliarão o conteúdo divulgado e as circunstâncias para eventual andamento de processo penal.
- Denúncia formal apresentada pela Federação Francesa de Futebol;
- Abertura de investigação em unidade especializada contra o ódio online em Paris;
- Repercussão no ambiente esportivo e apoio público a Mbappé por parte da seleção.
Fontes oficiais informaram que o procedimento tem caráter investigativo e que novas medidas dependerão do resultado das apurações iniciais. A cobertura nacional e internacional segue acompanhando o caso, que cruzou fronteiras do esporte e entrou no debate político e jurídico.
Na esfera esportiva, a situação adicionou tensão ao ambiente de competição, mas também reforçou posicionamentos contra qualquer forma de racismo. A Fifa e outras instituições reafirmaram compromissos públicos contra discriminação, citando o episódio como exemplo de linguagem que deve ser coibida.
Para um panorama mais amplo sobre a reação da entidade máxima do futebol e movimentos de condenação a ataques racistas, consulte também a reportagem que tratou da posição da Fifa e suas declarações públicas sobre a condenação da Fifa.
O caso continua em desenvolvimento, com possibilidade de novos desdobramentos conforme a apuração em Paris avance e eventuais medidas administrativas sejam adotadas pelos órgãos competentes.
Para acompanhar mais notícias e bastidores do esporte, siga o Guia Esportivo no Instagram.
1 visualizações



