Em meio a um aperto financeiro e com transfer ban imposto pela Fifa, Cuca recorre à base do Santos para montar opções imediatas ao elenco profissional. A estratégia ficou evidente no amistoso contra o União São João, quando 14 dos 26 relacionados eram formados no clube.
Por que a base do Santos virou a solução
O uso da base do Santos ganhou força como alternativa viável porque o clube precisa priorizar pagamento de salários e negociar débitos — entre eles a dívida com o Monaco — para recuperar capacidade de contratações. Enquanto isso não ocorre, a comissão técnica aposta em jovens preparados internamente para suprir desfalques por lesão, suspensão ou desgaste.
O recorte do amistoso e as estreias
No jogo-treino diante do União São João, o técnico testou a mescla entre experiência e juventude. Entre os 14 meninos formados no clube, houve atuações de nomes já consolidados como Lucas Veríssimo e Gabigol, e também a estreia de quatro jovens: o goleiro João Pedro, o volante Nicola Profeta, o meia Pepê Fermino e o meia-atacante Vinícius Fabri.
O aproveitamento de atletas das categorias de base é uma característica histórica do clube e, segundo a comissão técnica, uma saída natural diante de limitações de mercado. Cuca ressaltou que a formação local costuma ser fonte de soluções em momentos delicados, mas admitiu a necessidade de complementar o grupo quando houver recursos.
Base do Santos: prioridade e necessidade
A diretoria confirmou que o foco imediato é a regularização financeira — pagamento de salários e de direitos de imagem atrasados — e a quitação de compromissos com credores. Enquanto o transfer ban não é encerrado, a base do Santos deve seguir integrada ao elenco profissional, com alternância entre treinos do time principal e compromissos do sub-20.
- Vantagens: conhecimento tático dos atletas, custo reduzido e identificação com a torcida;
- Limitações: maturidade física e experiência em jogos de alto risco;
- Plano: observar e integrar gradualmente os garotos mais maduros ao elenco.
Impacto na temporada e competições
O clube disputa três frentes ao longo do semestre e precisa administrar desgaste e possíveis lesões. A expectativa é que jovens da base tenham papel importante na rotação, especialmente em partidas de mata-mata e na tentativa de recuperação dentro do Campeonato Brasileiro.
Parte dos atletas que participou do amistoso deve reforçar o time sub-20 nas fases decisivas da competição de base; por outro lado, a comissão técnica manterá a atenção em nomes que possam ser exigidos pelo profissional ao longo da temporada.
Observações e precedentes
Ao longo dos últimos anos, o Santos tem adotado com frequência a promoção de talentos formados internamente. A aposta atual acompanha decisões já relatadas pela equipe técnica — uma linha que também foi abordada em cobertura anterior sobre a postura do treinador no clube.
Recentemente, o clube ainda ajustou saídas de atletas e contratos, como a rescisão que levou à saída de Brahimi, informação que faz parte do contexto econômico e esportivo do clube e que influencia a necessidade de recorrer às categorias de base (Brahimi rescinde com o Santos).
Além disso, a integração de jovens também amplia as opções táticas do comandante; movimentações e funções testadas em treinos podem resultar em alternativas observadas por observadores e analistas, como mostrado em reportagens sobre as opções de Cuca dentro do elenco (Gabriel Menino amplia opções de Cuca).
Para entender a continuidade desse trabalho de base na visão do próprio treinador, já existem conteúdos relacionados que detalham a valorização das categorias de formação pelo técnico (Cuca valoriza a base e minimiza contratações).
A logística e o futuro imediato
Enquanto a cobrança por regularização financeira segue, a alternativa de aproveitar jogadores formados internamente é prática e, ao mesmo tempo, uma exigência do momento. Há possibilidade de reforços apenas mediante entrada de novos recursos — via vendas ou acordos que permitam quitar débitos e encerrar o embargo.
Há ainda a necessidade de equilibrar ambição e prudência: dar sequência para que os jovens evoluam sem colocá-los em risco e, ao mesmo tempo, manter a competitividade da equipe nas competições programadas, como as copas nacionais e torneios continentais que estejam no calendário do clube.
O trabalho com os garotos seguirá dividido entre treinos do profissional e compromissos do sub-20, com avaliações constantes sobre rendimento, preparo físico e adaptação ao ritmo. Alguns nomes poderão ser integrados de forma intercalada, sempre sob supervisão da comissão técnica.
Para acompanhar o acompanhamento da temporada e as próximas decisões da diretoria, vale também considerar notícias sobre negociações e cenário do elenco, que influenciam diretamente o espaço destinado à base (Santos evita planos e adia definição sobre retorno de Neymar).
Em suma, a base do Santos volta a ser prioridade por necessidade e por tradição: é a resposta imediata para compor elenco, testar soluções e buscar desempenho enquanto o clube trabalha na regularização financeira e na retomada de margem para contratações.
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