João Félix teve sua preparação para a Copa do Mundo reforçada pelo trabalho com Jorge Jesus no Al-Nassr, segundo disse o próprio jogador, que chega à seleção mais confiante após temporada vitoriosa na Arábia Saudita.
João Félix e a evolução com Jorge Jesus
A temporada 2025/2026 foi, na avaliação do atacante, a melhor de sua carreira: 26 gols e 18 assistências pelo Al-Nassr, título nacional e o posto de artilheiro do Campeonato Saudita. João Félix atribui parte dessa evolução à leitura tática e à confiança transmitida por Jorge Jesus, que o colocou em seu papel de origem como segundo atacante e meia ofensivo.
No Mundial, o técnico Roberto Martínez tem rodado a equipe para gerir o elenco estrelado de Portugal e testou variações ofensivas: João Félix foi titular em dois jogos da fase de grupos e ficou como opção no banco nas outras partidas, adaptando-se a funções diferentes das que ocupou no clube.
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No Al-Nassr, João Félix atuou mais centralizado, como segundo atacante e organizador, função em que se sentiu mais confortável e produtivo. “O mister Jorge Jesus percebeu isso, me deu confiança para tirar o melhor de mim”, disse o jogador sobre o trabalho do treinador português.
Como o papel no clube influenciou a seleção
Ao colocar João Félix em sua posição natural, Jorge Jesus permitiu que o atacante desenvolvesse movimentos de armação e finalização com regularidade ao longo da temporada. A continuidade de minutos e a clareza de funções fizeram com que João Félix chegasse à Copa com ritmo e confiança.
- Posição: passou a jogar mais centralizado, como segundo atacante e meia ofensivo.
- Confiança: ganhou respaldo do treinador para assumir tarefas de criação.
- Rendimento: 26 gols e 18 assistências na temporada pelo Al-Nassr.
No torneio, João Félix começou como ponta-esquerda nas partidas contra o Uzbequistão e a Colômbia, longe de sua referência. Mesmo assim, o jogador afirmou sentir-se preparado para ajudar a seleção, seja começando ou entrando no decorrer dos jogos.
Para contextualizar a campanha de Portugal na competição e as opções táticas de Martínez, o panorama das partidas anteriores ajuda a entender a gestão de elenco. Em partidas decisivas do grupo, a equipe teve atuações com diferentes graus de dificuldade e resultados apertados, conforme registram relatos sobre a classificação do time na fase inicial da Copa.
O entrosamento com Cristiano Ronaldo também foi um ponto destacado por João Félix. No Al-Nassr, a convivência diária com o veterano possibilitou um conhecimento mútuo dos movimentos e preferências em campo, algo que o atacante considera um diferencial tanto para o clube quanto para a seleção.
Com 52 jogos pela seleção, 12 gols e cinco assistências desde sua primeira convocação em 2019, João Félix soma experiência internacional e chega ao duelo das oitavas pronto para contribuir. O próximo compromisso de Portugal é contra a Espanha, um confronto que vale vaga nas quartas de final e que será disputado na segunda-feira, às 16h (horário de Brasília).
O leitor que quiser relembrar jogos e contextos recentes da equipe pode consultar relatos das partidas da seleção durante a Copa e a fase de grupos, como a cobertura detalhada sobre o duelo contra o Uzbequistão e a classificação apertada em outras partidas.
No trabalho com Jorge Jesus, a principal mudança relatada por João Félix foi o retorno a uma função que permite fazer “ações com bola” e orientar os movimentos na linha de ataque. Segundo o atacante, “a vontade e o compromisso são os mesmos de antes, foi ter jogado um ano inteiro na minha posição”.
Além da experiência tática, a passagem pelo campeonato saudita apresentou desafios e características próprias. João Félix reconheceu que a competição não tem a mesma intensidade de alguns principais torneios europeus, mas afirmou que é competitiva e que o contato diário com atletas de alto nível — como Cristiano Ronaldo — contribuiu para seu desenvolvimento.
A partida contra a Espanha surge como um teste para avaliar até que ponto o trabalho com Jorge Jesus refletiu em diferenças concretas no rendimento do jogador pela seleção. Em um grupo recheado de opções ofensivas, a capacidade de João Félix de desempenhar funções de armação e finalização pode ser determinante para o desempenho português nas fases eliminatórias.
Para quem acompanha a campanha de Portugal, há material de leitura complementar sobre os desafios e as escalações da equipe durante o torneio, com análises de jogos e informações sobre classificação e confronto nas oitavas.
Por fim, João Félix tem deixado claro que a prioridade é ajudar a seleção: “Sinto-me preparado para ajudar, sobretudo depois de uma temporada desta. Estou aqui para ajudar, seja 70 ou 10 minutos” — uma postura que sintetiza a ambição do atacante e o uso que Roberto Martínez poderá fazer de suas qualidades no duelo com a Espanha.
Links relacionados: jogo contra o Uzbequistão, classificação nos acréscimos e análise da campanha portuguesa.
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