Doué marca o lance do jogo ao provocar o pênalti que decidiu o duelo: a França venceu o Paraguai por 1 a 0 nas oitavas da Copa do Mundo 2026, em Philadelphia, graças à cobrança de Mbappé após falta dentro da área. A entrada do atacante francês mudou o cenário ofensivo de uma partida em que os sul-americanos adotaram postura defensiva e pouco cederam espaço.
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Doué marca e muda a dinâmica
A França entrou em campo com a mesma combinação técnica que tem impressionado ao longo da competição, mas encontrou um Paraguai preparado para se fechar e retardar o jogo. A entrada de Désiré Doué aos 15 minutos do segundo tempo trouxe justamente a presença individual que faltava: dribles em velocidade e capacidade de ganhar faltas em espaço reduzido. Não demorou para que Doué marca o lance decisivo, sendo derrubado dentro da área por Diego Gómez.
O pênalti, convertido por Kylian Mbappé, definiu o placar e confirmou a vantagem mínima que traduziu a superioridade técnica francesa ao longo dos 90 minutos. Mesmo com a vitória magra, a partida serviu para evidenciar o que a França oferece em profundidade: opções no banco com atletas capazes de desequilibrar em curto espaço de tempo.
Contexto tático
Gustavo Alfaro montou o Paraguai com bloco baixo e linha defensiva compacta, recurso conhecido para partidas de mata-mata em que a proteção do sistema defensivo é priorizada. A estratégia teve eficácia em grande parte do primeiro tempo: limitou o acesso dos franceses à área e forçou finalizações de média e longa distância.
Do lado francês, Didier Deschamps manteve a estrutura que tinha funcionado diante da Suécia, com a única alteração no setor de volância. A equipe procurou pacientemente abrir espaços com trocas de posição e ações dos pontas, mas foi mesmo a capacidade individual de Doué que acelerou a solução ofensiva.
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Desenvolvimento da partida
O primeiro tempo foi marcado por pouca verticalidade francesa e muita atenção defensiva paraguaia. Jogadores como Koné, Rabiot e Olise encontravam resistência em meio à forte marcação de Enciso, Diego Gómez e Cubas. A França teve dificuldades para infiltrar na área e apenas criou finalizações isoladas, sem grande perigo até os minutos finais da etapa inicial.
Na volta do intervalo, um lance de velocidade e controle permitiu que a França ganhasse a vantagem: Doué marca o momento ao forçar o erro do defensor e conquistar a penalidade. Mbappé assumiu a cobrança e deslocou Orlando Gill para abrir o placar. A partir daí, a partida passou a ser administrada pelos franceses, que optaram por manter a posse e controlar os ritmos do jogo.
Substituições e impacto
O jogo teve movimentações importantes de ambos os lados. Pelo Paraguai, Alderete e Enciso deixaram o campo devido a desconfortos, dando lugar a Canale e Caballero; Gustavo Alfaro também mexeu com Almirón e Diego Gómez para tentar ganhar fôlego no ataque. Na França, Doué entrou no lugar de Barcola e, mais tarde, Cherki substituiu Dembelé para manter o poder de drible e variação de jogo.
- Entrada de Doué: alteração que trouxe mais 1 contra 1 e forçou faltas;
- Pênalti convertido por Mbappé: lance definitivo;
- Controle da posse: França administrou os minutos finais para segurar o resultado.
O duelo também teve momentos de contestação e catimba por parte dos paraguaios, reação natural diante da pressão de uma seleção com tanta variedade técnica. Mesmo assim, os franceses conseguiram neutralizar as tentativas de transição rápida e explorar espaços quando surgiam.
Repercussão e próximos passos
Com a classificação, a França avança no mata-mata em um torneio em que a profundidade do elenco tem sido diferencial. Para leitores que acompanham a programação e os próximos desafios do torneio, há cobertura sobre as oitavas da Copa e o calendário das fases seguintes, onde cada detalhe tático e físico pode determinar confrontos futuros.
O Paraguai deixa a competição com a sensação de que impôs dificuldades à favorita, mas sem conseguir superar a qualidade individual que, no fim, fez a diferença. Para entender a sequência de partidas e os próximos confrontos, confira o resumo dos jogos do dia 04/07 e como isso impacta a tabela rumo às quartas de final.
Apesar do placar curto, a partida reforça um ponto claro: quando a França recorre às peças de ataque do banco, como aconteceu com Doué, a capacidade de quebrar linhas compactas aumenta — e foi justamente isso que decidiu o confronto em Philadelphia.
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Ficha técnica
Escalações e substituições conforme o registrado na partida: retornos de Alderete e Diego Gómez pelo Paraguai; Canale, Caballero e outras mudanças durante o jogo. Didier Deschamps manteve a base ofensiva e utilizou Doué para buscar soluções em espaço reduzido.
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