Bortoleto e Audi voltaram a enfrentar dificuldades nas largadas durante a sprint do GP da Grã-Bretanha em Silverstone: largado em 12º, Gabriel Bortoleto perdeu cinco posições na primeira volta e caiu para o 17º antes de recuperar-se e terminar em 14º. O piloto cobrou mais constância da equipe alemã e definiu as corridas de recuperação como um “sofrimento”.
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Bortoleto e Audi: problema nas largadas
Na entrevista após a prova, transmitida pelo sportv, Bortoleto deixou claro que a sequência irregular das largadas vem sendo um entrave: “No último final de semana conseguimos uma largada decente; neste fim de semana, até agora, todas que a gente tentou não funcionaram”. O piloto comentou que, apesar do carro apresentar bom ritmo de corrida, a dificuldade no início da prova força a equipe a fazer ultrapassagens para recuperar posições.
O começo ruim em Silverstone não foi isolado. Ainda que em ocasiões anteriores, como no GP da Áustria, o brasileiro tenha ganhado posição na largada — saltando de 12º para 11º — a constância não se manteve. No caso deste sábado, tanto Bortoleto quanto Nico Hülkenberg perderam cinco posições na largada, segundo relato do piloto.
O que mudou no procedimento de largada
Parte do problema está ligado a uma alteração técnica e de procedimento adotada nesta temporada: com a remoção do sistema de recuperação de energia térmica (MGU-H) da unidade de potência, o processo de manter o motor em rotação para o turbo foi modificado. Hoje há uma contagem de cinco segundos antes das luzes vermelhas, e equipes com turbocompressores menores têm conseguido largadas mais eficazes.
- Remoção do MGU-H alterou a dinâmica de aquecimento do turbo;
- Nova contagem de cinco segundos influi no timing de largada;
- Equipes com turbo menor têm vantagem inicial; a Audi, com turbo maior, sente mais o efeito.
O diagnóstico técnico não elimina a necessidade de estabilidade operacional no box. Bortoleto afirmou que o procedimento feito pela equipe, conforme o contato com o engenheiro após a corrida, estava correto, mas que o time precisa “melhorar a constância”.
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Mesmo com a largada ruim, a recuperação de Bortoleto na distância curta da sprint foi destacável: em 17 voltas ele ultrapassou Carlos Sainz (Williams), Esteban Ocon e Oliver Bearman (Haas) para terminar em 14º. O piloto reconheceu o bom ritmo do carro no fim de semana, mas ponderou que isso não basta se a equipe não resolver os problemas no início das provas.
O balanço do brasileiro é franco: “O ritmo é bom. A gente vai passando todo mundo… A longo prazo, a gente teria conseguido passar as Alpines também. Mas não é com eles que a gente quer estar brigando, né? A gente tem que ser honesto, tem um carro em que, teoricamente, tem que estar lutando com as Racing Bulls.”
Voltando ao caráter prático, as largadas têm sido um ponto recorrente nas avaliações internas da Audi. Para acompanhar a sequência das ações do time e as análises do próprio piloto, vale lembrar relatos recentes do próprio Bortoleto sobre estratégia e desempenho em Silverstone, quando ele comentou a estratégia de qualificação e o posicionamento na sprint após largar em 12º.
Na sexta-feira, a disputa pela pole da sprint também dominou os relatos da equipe e do paddock; o desempenho de pista livre e a definição da grelha foram temas do dia, com destaque para a pole da sprint em Silverstone registrada nas informações de classificação.
Em avaliações anteriores, Bortoleto chegou a elogiar a Audi por avanços em confiabilidade, mas reiterou que agora a prioridade é a constância nas largadas, não apenas a performance nas voltas seguintes — um equilíbrio que a equipe busca desde os primeiros ajustes da temporada registrado em declarações recentes.
Próximos passos e impacto na classificação
Gabriel Bortoleto volta à pista ainda neste sábado para a disputa da classificação, que define o grid da corrida principal. A etapa tem acompanhamento do sportv 3 e cobertura em tempo real pelo ge.globo. A expectativa da equipe é converter ritmo de corrida em posições melhores na largada, eliminando a necessidade de corridas de recuperação.
Por que a constância nas largadas é crucial:
- Evita desgaste desnecessário dos pneus e do conjunto de freios;
- Reduz riscos de incidentes em meio ao pelotão;
- Permite que a estratégia de corrida seja executada conforme o planejamento, sem depender de ultrapassagens arriscadas.
O desafio de corrigir as largadas passa por ajustes de software, afinação do turbo e melhoria nos procedimentos de preparação na volta de formação — pontos que a Audi e a equipe técnica seguem avaliando, segundo declarações públicas e o relato do próprio piloto.
Em Silverstone, a corrida curta da sprint deixa menos margem para recuperação, e isso amplia a importância da largada perfeita. Se a Audi conseguir reduzir a variação entre uma largada boa e outra “horrível”, como definiu Bortoleto, a equipe poderá disputar posições mais altas sem depender apenas do ritmo de pista.
Para acompanhar as atualizações da classificação e das próximas voltas do fim de semana, siga a transmissão e as análises dos canais oficiais que cobriram o GP. Para mais conteúdo e bastidores do automobilismo, siga o Guia Esportivo no Instagram.
Fechamento: Bortoleto e Audi deixam Silverstone com a sensação de trabalho incompleto nas largadas: o acerto do carro em ritmo de corrida existe, mas a irregularidade no início das provas segue sendo um obstáculo que a equipe promete atacar nas próximas etapas.
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