Roberto Franco Neto, da Santos Cycling Team/Fupes, venceu a prova de contrarrelógio da classe C2 (deficiências físico-motoras) e conquistou a medalha de ouro no primeiro dia dos Jogos Parasul-Americanos de Valledupar, na Colômbia. O santista completou o percurso em 26min00s68 e garantiu o primeiro lugar da prova.
Roberto Franco Neto
Para ficar com o ouro, Roberto Franco Neto superou o colombiano Esneider Muñoz, que registrou 26min33s45, e o chileno Manuel Opazo, que fechou o pódio com 28min59s04. A vitória reafirma a presença competitiva do Brasil em competições paralímpicas da América do Sul.
O resultado do ciclista santista contribuiu diretamente para que o Brasil terminasse o primeiro dia de disputas na liderança do quadro de medalhas, com quatro ouros e três pratas, à frente da Colômbia e da Argentina. A competição reúne cerca de 1.100 atletas de 12 países e se configura como etapa importante do ciclo para os Jogos Paralímpicos de Los Angeles 2028.
Baixada Santista nos Jogos
Além do ouro de Roberto Franco Neto, a delegação da Baixada Santista que atua em Valledupar soma 14 representantes no time brasileiro — atletas nascidos ou que treinam e competem por equipes da região. O tênis de mesa é a modalidade com mais convocados, seguida por atletismo e ciclismo.
A lista completa dos atletas regionais inclui nomes e modalidades confirmados pela organização brasileira:
- Basquete em cadeira de rodas: Dwan Gomes dos Santos (Santos)
- Ciclismo: Claudio Roberto Araujo Diegues (treinador) – Santos; Roberto Franco Neto – Santos; Dirceu Soares Vale de Almeida – Santos
- Goalball feminino: Carolina Senna Marques – Santos
- Tênis de mesa: Carlos Eduardo Freire de Moraes – Santos; Jennyfer Marques Parinos – Santos; Thiago Simões Gomes – Santos; Jean Carlos de Souza Mashki – Praia Grande; João Pedro Ribeiro Possas – Praia Grande
- Atletismo: Lucas Sousa Pereira – Guarujá; Vanessa Cristina de Souza – Santos
- Bocha: Débora Silva Bargas de Jesus – Guarujá; Leila Maria Mello Alves – Guarujá
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Contexto da competição
Os Jogos Parasul-Americanos de Valledupar são apenas a segunda edição da competição, com a estreia ocorrida em 2014, em Santiago (Chile). A edição prevista para 2018, em Buenos Aires, foi cancelada por questões financeiras. Em 2026, o Brasil participa com uma delegação de 237 atletas em 13 modalidades.
O evento tem importância por reunir atletas paralímpicos da região e oferecer experiência competitiva relevante no ciclo até 2028. A prova de contrarrelógio na classe C2 exigiu técnica, resistência e estratégia individual, elementos que Roberto Franco Neto demonstrou ao longo do percurso.
Na preparação para a disputa, a experiência de treinos e a rotina na Santos Cycling Team/Fupes foram apontadas como fatores que ajudaram o atleta a controlar ritmo e tempo durante a prova, garantindo vantagem sobre adversários próximos no cronômetro.
Além do relato da vitória, a cobertura sobre a presença brasileira nos Jogos tem registros regionais e locais que destacam a performance de paratletas em diferentes provas. Entre outras reportagens relacionadas, a competição foi assunto em textos sobre paratletas do Alto Tietê e meetings paralímpicos que revelam promessas do atletismo e do arremesso de peso sobre os paratletas do Alto Tietê, além de coberturas do Meeting Paralímpico em Macapá reunindo promessas do arremesso de peso e de um relato local sobre pódio em Macapá com mãe e filho subindo ao pódio.
Impacto para o Brasil
Com a medalha conquistada por Roberto Franco Neto, o Brasil reforça posição de destaque no início da competição, reflexo de investimentos em programas paralímpicos e no desenvolvimento de atletas por federações e clubes. O resultado também chama atenção para a qualidade do trabalho de formação em centros como a Baixada Santista.
No decorrer dos dias de disputa, a delegação brasileira buscará manter o desempenho nas provas coletivas e individuais até o encerramento dos Jogos, previsto para 15 de julho. A cerimônia de abertura aconteceu no domingo, 5 de julho, marcando o início oficial do calendário de provas.
Roberto Franco Neto volta a ter atenção da equipe técnica e da diretoria após a conquista, que pode abrir espaço para novas provas na programação brasileira ao longo do torneio. O foco agora é na recuperação e na preparação para possíveis participações em outras modalidades do ciclismo durante a competição.
Fechando a cobertura regional, a participação dos atletas da Baixada Santista segue sendo acompanhada por torcedores e familiares, que celebram resultados como o de Roberto Franco Neto e acompanham a evolução dos paratletas no cenário sul-americano.
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