Ancelotti alia prancheta a tecnologias na Seleção durante a Copa

Ancelotti com prancheta e tecnologias na Seleção
Ancelotti segura prancheta tática em Brasil x Marrocos — Foto: Simon Stacpoole/Getty Images

Carlo Ancelotti continua fazendo uso da prancheta tradicional, mas incorporou também tecnologias na Seleção para ampliar a análise tática, o monitoramento físico e a recuperação dos atletas durante a Copa do Mundo.

Analistas observam imagens aéreas — tecnologias na Seleção
Analistas Simone Montanaro e André Batista analisam imagens aéreas colhidas em treino da Seleção — Foto: Rafael Ribeiro / CBF

tecnologias na Seleção: onde e como são usadas

O uso de tecnologias na Seleção vai além de demonstrativos estáticos: há integração entre imagens de drone, plataformas de inteligência artificial, telas sensíveis ao toque e equipamentos de recuperação. Em campo e no vestiário, essas ferramentas ajudam a comissão técnica a acelerar diagnósticos e a comunicar ajustes de forma mais visual e prática.

Durante treinos, drones registram posicionamento e deslocamentos; analistas editam trechos e exibem vídeos curtos aos atletas para correções imediatas. Em partidas, a comissão também utiliza imagens gravadas por câmeras específicas para capturar momentos táticos que, depois, são exibidos ao grupo ou a jogadores individualmente.

Inteligência artificial aplicada à preparação

Na Copa, a comissão tem acesso a uma plataforma da Fifa e a outra oferecida por um patrocinador da CBF. Essas ferramentas respondem a perguntas direcionadas — por exemplo, quais são os três jogadores que mais correram no jogo anterior — e entregam gráficos, tabelas e visualizações 3D que facilitam a leitura dos dados. Como explicou o fisiologista Guilherme Passos em evento técnico, a tecnologia simplifica processos que antes exigiam cruzamento manual de planilhas e plataformas.

Os dados gerados pela IA são usados por analistas e auxiliares para preparar preleções e vídeos personalizados: cada atleta recebe clipes curtos com imagens próprias e do adversário, o que torna a orientação mais objetiva e prática.

O papel dessas ferramentas é acelerar o trabalho da comissão, não substituir a tomada de decisão humana. A leitura dos relatórios, a interpretação tática e as indicações finais seguem centralizadas na comissão e no comando técnico.

Tratamento com laser na Seleção — tecnologias na Seleção
Fisioterapeuta Charles Costa aplica laser em jogador da seleção brasileira — Foto: Reprodução

Monitoramento físico e prevenção de lesões

Além da análise tática, as tecnologias na Seleção também atuam na prevenção e no tratamento de lesões. GPS acoplado ao corpo em treinos mede distância percorrida e velocidades individuais; dados sobre desgaste muscular são cruzados com leituras de sono, fornecidas por anéis ou pulseiras, para ajustar cargas e ritmos de exercício.

Para acelerar a recuperação, a comissão técnica utiliza botas de gelo, botas de compressão e equipamentos como a cadeira chamada “Shiftwave”. Em tratamentos localizados, há uso de laser, ultrassom, ondas de choque e tercaterapia — procedimentos já empregados pela equipe de fisioterapia para reduzir tempo de recuperação e manter a disponibilidade dos atletas.

Do analógico ao digital: como Ancelotti equilibra métodos

Embora a imagem pública de Ancelotti frequentemente o associe à prancheta magnética, a prática diária mostra um ambiente híbrido. No campo, o técnico mantém a comunicação direta e imediata; no vestiário, usa uma tela sensível ao toque para detalhar orientações durante intervalos. A combinação entre ferramentas tradicionais e recursos digitais potencializa a clareza das mensagens e a rapidez na aplicação de ajustes.

Para entender a postura mais ampla do treinador sobre organização e decisões táticas, o leitor pode consultar análises anteriores sobre o estilo do técnico em campo, como o texto sobre o pragmatismo de Ancelotti, ou as peças que discutem alternativas de formação e substituições, como as opções para substituir Paquetá. O histórico de confrontos também é tratado em reports como o registro contra Solbakken, que ajudam a enquadrar o contexto competitivo.

  • Filmagens por drone para análise posicional;
  • Plataformas de IA para consulta rápida de dados táticos e físicos;
  • GPS e dispositivos de sono para monitoramento da carga de trabalho;
  • Equipamentos de recuperação e terapias eletromédicas para tratamento de lesões.

O uso combinado dessas ferramentas favorece decisões mais informadas e intervenções mais pontuais, reduzindo incertezas e permitindo que a comissão técnica priorize a integridade física dos jogadores.

O desafio competitivo imediato

Com foco em avançar nas fases da Copa do Mundo, o Brasil se prepara para encarar a Noruega em partida marcada para Nova York / Nova Jersey. A preparação tática e física, sustentada pelo arsenal tecnológico descrito acima, faz parte do esforço para manter a equipe competitiva em um calendário exigente.

Em síntese, a integração entre métodos analógicos e digitais representa a estratégia de Ancelotti para combinar experiência e inovação: a prancheta permanece como ferramenta comunicativa, enquanto as tecnologias na Seleção ampliam a capacidade de análise e a gestão de jogadores.

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