Lukaku ressurge como a principal referência da Bélgica na Copa do Mundo: depois de uma temporada marcada por lesões e com pouco ritmo de jogo, o atacante de 33 anos entrou em várias partidas como solução imediata, anotou gols e participou de jogadas que evitaram eliminações prematuras da seleção.
Lukaku ressurge como talismã da Bélgica
A presença de Lukaku no banco e suas entradas tardias têm modificado jogos. Mais do que os dois gols registrados até aqui, o atacante tem sido decisivo ao arrancar marcações, arrastar zagueiros e criar espaços para companheiros — ações que, na prática, mudaram o destino de partidas complicadas para os belgas.
No histórico recente da seleção, Lukaku foi parte da chamada geração promissora da Bélgica, composta por jogadores que atingiram o pico nas últimas temporadas e agora vivem um encerramento de ciclo nesta Copa. Entre esses nomes estão o goleiro Thibaut Courtois, o volante Axel Witsel e o meia Kevin De Bruyne, todos com idade acima dos 30 anos e ainda com papel importante no elenco.
Jogos e momentos-chave
Os primeiros jogos da Bélgica foram irregulares: empates com Irã e Egito e uma vitória sobre a Nova Zelândia que não convenceram. Em campos diferentes, a seleção também contou com jovens promissores, como Doku, para tentar rejuvenescer a equipe. Em partidas equilibradas, as entradas de Lukaku se mostraram providenciais.
Na estreia contra o Egito, por exemplo, a Bélgica sofria no segundo tempo até a entrada do atacante. Em uma das primeiras ações após ir ao campo, Lukaku atraiu dois defensores na área e, embora não tenha tocado na bola, a movimentação levou ao gol contra de Hany, assegurando o empate. O relato completo desse jogo está disponível no arquivo sobre o empate com o Egito, que detalha a participação do atacante: empate contra o Egito.
No confronto com a Nova Zelândia, Lukaku teve pouco tempo em campo, mas deixou sua marca com um gol válido e ainda contribuiu com uma assistência, mostrando que, mesmo com ritmo reduzido, consegue decidir quando acionado no fim das partidas.
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Virada contra Senegal e papel tático
O momento mais simbólico foi contra o Senegal. A Bélgica perdia por 2 a 0 e via a eliminação como possível até os minutos finais. Lukaku, que entrou após o intervalo, não alterou imediatamente o panorama, mas continuou sendo referência física e posicional. Aos 41 minutos do segundo tempo, recebeu um lançamento de Meunier, venceu a marcação e bateu de primeira para diminuir. O gol reacendeu a equipe, minou o moral dos adversários e abriu caminho para a virada na prorrogação — um dos capítulos mais dramáticos da campanha belga. A narração e a sequência da partida aparecem no resumo da virada dramática: virada contra Senegal.
Do ponto de vista tático, a utilidade de Lukaku tem sido dupla: quando titular, ajuda a fixar linhas defensivas e permitir movimentos por dentro; quando entra no segundo tempo, provoca desorganização adversária com sua capacidade de proteção de bola. Rudi Garcia, técnico da seleção, havia sinalizado cautela no uso do atacante justamente pela necessidade de preservar sua condição física ao longo da competição.
Veteranos e transição geracional
A campanha belga nesta Copa evidencia também a transição de um grupo que foi figura constante nos últimos ciclos. Entre os veteranos mais citados estão:
- Thibaut Courtois
- Axel Witsel
- Kevin De Bruyne
- Romelu Lukaku
Esses atletas, todos acima dos 30 anos, ainda detêm influência importante, mas enfrentam o desafio de manter o nível físico em uma competição de alta intensidade. Em jogos onde faltou fluidez, a presença de Lukaku ressurge como recurso para quebrar ritmos e abrir espaços para jogadores mais criativos.
Próximo compromisso: Estados Unidos
Nas oitavas de final, a Bélgica enfrentará os Estados Unidos, anfitriões, em partida agendada para segunda-feira, em Seattle, às 21h (horário de Brasília). Para esse confronto, a expectativa é de que Garcia avalie o tempo de uso de seus atacantes, considerando o quadro físico e a importância do adversário.
Em meio às dúvidas sobre forma e mobilidade, Lukaku ressurge como opção capaz de influenciar resultados — não necessariamente pela velocidade ou amplitude dos melhores anos, mas pela capacidade de tomar decisões em espaços curtos e provocar desequilíbrios que seus companheiros possam explorar.
A visão além do gol
Além dos tentos, a leitura do jogo e a presença de área de Lukaku têm efeitos indiretos: ao arrastar marcações, ele cria situações para meias como De Bruyne ou alas como Doku encontrarem corredores. Para leitores interessados em conhecer mais sobre a trajetória pessoal do atacante, há perfil que explora suas histórias e referências fora das quadras: perfil sobre Lukaku.
Enquanto a Bélgica avança na Copa, a dinâmica do time e a estratégia de utilização do seu centroavante seguem em evidência. Lukaku ressurge como símbolo dessa estratégia: peça que pode não carregar mais o mesmo ritmo dos anos de auge, mas que conserva atributos decisivos para momentos de pressão.
Para acompanhar a evolução da equipe nas próximas fases e os desdobramentos táticos, o foco estará nos usos que o treinador fará do elenco e no quanto a presença de veteranos como Lukaku poderá compensar a irregularidade coletiva.
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