O Vasco protocolou nesta quarta-feira um pedido para que a Justiça revogue a intervenção na SAF e restabeleça a estrutura de governança da empresa, argumentando que a medida provocou uma “paralisia institucional sem precedentes”.
intervenção na SAF: pedido de revogação do Vasco
Na petição, o clube solicita o retorno dos três membros do Conselho de Administração afastados pela decisão judicial e pede o fim da nomeação da interventora, que renunciou ao cargo nesta semana. O documento afirma que a intervenção inviabilizou o funcionamento do Conselho, deixando apenas um conselheiro em exercício e sem quórum para deliberações.
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No pedido de reconsideração, o Vasco enumera os pedidos específicos dirigidos ao juízo, incluindo a supressão da condicionante que subordina à anuência da 777 Carioca a alienação das ações da Vasco SAF. A peça jurídica ressalta que, enquanto os direitos políticos do clube permanecem suspensos, exigir anuência da 777 seria contraditório.
Entre os pedidos apresentados pelo clube estão:
- Restabelecimento dos membros do Conselho de Administração afastados: Pedro Paulo de Oliveira, Christiano Borges Stockler Campos e Felipe Passos Elias;
- Plena prerrogativa do CRVG, como acionista controlador provisório, para recompor a administração da Vasco SAF;
- Cancelamento dos efeitos da nomeação da Gestora/Interventora Judicial, diante da renúncia apresentada em 30.06.2026;
- Supressão da exigência de anuência da 777 Carioca para alienação das ações da SAF.
O clube afirma ainda que a intervenção comprometeu negociações importantes em período de janela de transferências e dificultou a busca por um novo investidor para a SAF. Segundo a petição, a situação travou acordos que podiam avançar e cita relatório da própria interventora apontando que a venda da sociedade é um interesse comum do CRVG, da 777, de funcionários e da torcida.
Fontes ligadas ao processo também revelaram que negociações para contratações ficaram em suspenso por falta de segurança jurídica. O ge registrou que o Vasco tinha acordos para a chegada de Franclim Carvalho e Nelson Deossa, mas que as tratativas não se concretizaram pela instabilidade provocada pela intervenção; em outro registro, o clube também encaminhou a contratação do técnico Fernando Seabra.
Em relação à representação da 777 Carioca, o Vasco pediu que a empresa comprove documentalmente os poderes de representação de Mark Shapiro, signatário da procuração apresentada no processo, alegando que os documentos juntados não seriam suficientes para demonstrar legitimidade.
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O pedido de revogação sustenta que, com três conselheiros afastados, o Conselho de Administração ficou incapacitado para deliberar, enquanto o CRVG estaria impedido de indicar novos membros pela própria decisão judicial, o que teria agravado a paralisação institucional.
A matéria oficial do clube cita dispositivos processuais e societários que embasam a solicitação de reconsideração da decisão de intervenção. O Vasco solicita ao juízo a integral reconsideração para que sejam restabelecidos os poderes do acionista controlador provisório e cancelados os efeitos da intervenção declarada.
O episódio também teve impacto no mercado e na rotina do clube. Fontes citadas no processo ressaltam que a incerteza jurídica afetou conversas com agentes, possíveis investidores e a programação esportiva, além de impor dificuldades administrativas à gestão corrente da SAF.
Para acompanhar o desdobramento da situação e decisões judiciais futuras, o clube aguarda a análise do pedido de reconsideração. Enquanto isso, o Vasco mantém a argumentação de que a intervenção na SAF trouxe resultados contrários aos objetivos anunciados ao justificar a medida.
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O desfecho dependerá da decisão do juízo em reavaliar os efeitos da medida e determinar, se for o caso, o restabelecimento imediato da governança da Vasco SAF. Até lá, o clube segue com a petição que pede a revogação da intervenção na SAF e a restauração das prerrogativas societárias.
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