Noruega mostra defesa frágil e os problemas pelos lados serão desafio para o Brasil no duelo das oitavas de final, marcado para domingo às 17h (de Brasília). A seleção brasileira terá pela frente um ataque poderoso, com Erling Haaland e Martin Odegaard, mas os dados defensivos da Noruega acendem alertas para a equipe de Tite.
Noruega mostra defesa frágil: o retrato estatístico
Os números comparativos com o último adversário do Brasil nas oitavas deixam clara a diferença de perfil defensivo. Desde a Copa de 2022, o Japão disputou 46 jogos e sofreu 30 gols; a Noruega, em 38 partidas, sofreu 43. Na atual Copa do Mundo, a seleção nórdica foi a que mais tomou gols na fase de grupos — sete tentos nas partidas contra França, Senegal e Iraque — e ainda sofreu mais um na vitória por 2 a 1 sobre a Costa do Marfim.
As estatísticas da Fifa destacam pontos recorrentes: finalizações em maior número pelo adversário, maior precisão nas chances criadas e maior ocupação dos corredores laterais. Esses dados reforçam a narrativa de que a Noruega mostra defesa vulnerável, especialmente pelos flancos, o que pode beneficiar o Brasil nas investidas com Vinicius Junior e laterais ofensivos.
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Fragilidades pelos lados e a resposta de Solbakken
O técnico Ståle Solbakken tentou corrigir desequilíbrios no duelo com a Costa do Marfim, substituindo os pontas Nusa e Sörloth por Bobb e Schjelderup no segundo tempo. A mudança visou proteger os flancos, mas não impediu que o rival encontrasse espaços pelo corredor direito e empatasse a partida antes do desfecho. Situações como essa ajudam a explicar por que a Noruega mostra defesa frágil nas leituras táticas do torneio.
Além das opções pelos pontas, a questão das laterais é um ponto sensível: Pedersen atuou como titular na lateral direita contra Costa do Marfim, Senegal e França, mas é considerado reserva da posição. O titular natural, Julian Ryerson, lesionou a coxa na vitória sobre Senegal e segue dúvida para o confronto com o Brasil — um problema que pode recriar o duelo direto que já ocorreu contra Vinicius Junior.
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Como o Brasil pode explorar a falha: referências e opções
Com a constatação de que a Noruega mostra defesa frágil, o Brasil tem caminhos claros para explorar: ações pelas laterais com Vinicius Junior em apoio e infiltrações pelos corredores que já foram estatisticamente mais penetrados pelos adversários da Noruega. Na final da Champions League 2023/24, Vini Jr. e Julian Ryerson tiveram um duelo emblemático — o drible do brasileiro sobre o lateral norueguês é lembrado como uma jogada que desequilibrou a partida em Wembley.
O histórico recente e as alterações táticas de Solbakken também influenciam a preparação do Brasil. Para entender melhor a trajetória da seleção nórdica e seu desenvolvimento recente, é possível consultar uma visão geral sobre a equipe no perfil histórico publicado pelo Guia Esportivo: Noruega no futebol: de potência no Ironman à aposta com Haaland.
O jogo de quartos decisivos contra a Costa do Marfim, que levou à classificação, também merece leitura para avaliar como a Noruega lidou com pressão e espaços: Haaland decide: Noruega vence Costa do Marfim. Além disso, reações internas ao confronto contra o Brasil foram cobertas pelo guia com relatos de jogadores e clima do vestiário: Noruega x Brasil: jogadores noruegueses reagem à tensão das oitavas.
Riscos e alternativas táticas
Levando em conta que a Noruega mostra defesa frágil, o Brasil pode optar por concentrar ataques no lado onde Ryerson ou Pedersen entrarem em ação, testar combinações rápidas entre laterais e meio-campistas e forçar decisões individuais. Um cuidado importante será neutralizar a dupla Haaland–Odegaard, sem abrir mão da pressão dos brasileiros pelos flancos.
- Explorar as transições rápidas e a inclinação para o corredor esquerdo;
- Isolar Ryerson (se confirmado) ou explorar a inexperiência de Pedersen na posição titular;
- Controlar as bolas aéreas e as ações centrais para reduzir as chances claras de Haaland;
- Manter posse e forçar a Noruega a errar no setor defensivo.
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Prognóstico e despacho final
O treinador norueguês evitou dar pistas sobre a escalação para as oitavas: “Vamos falar mais adiante. Temos de deixar que as coisas se acalmem hoje e depois vamos falar sobre isso. Mas agora eu gostaria de não analisar os próximos jogos”, disse Solbakken após o embate com a Costa do Marfim. Enquanto a substituição de peças tenta fechar as brechas, os números deixam claro que a Noruega mostra defesa frágil e que o Brasil poderá encontrar espaços para impor seu jogo.
O histórico entre as seleções também é curioso: a partida será a quinta entre Brasil e Noruega. Até aqui, a Noruega é a única seleção que enfrentou o Brasil mais de duas vezes sem perder — soma duas vitórias e dois empates em confrontos anteriores.
Com atenção aos laterais e pressão organizada no ataque, o Brasil buscará neutralizar Haaland e Odegaard. Para os torcedores que querem acompanhar mais análises e cenários antes do duelo, há material contextual sobre a participação norueguesa e as reações ao jogo nas páginas do Guia Esportivo: Neymar norueguês Nusa faz golaço e leva Noruega ao confronto com o Brasil e outras reportagens do portal.
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