Lukaku fala português e é uma das curiosidades mais comentadas antes do duelo da Bélgica contra o Senegal pela segunda fase da Copa do Mundo. Fluente na língua há quase 15 anos, o camisa 9 carrega uma ligação afetiva com o Brasil que passa por idolatria a Adriano Imperador, gostos alimentares e amizades formadas ao longo da carreira.
Lukaku fala português: origem e convivência com o Brasil
Romelu Lukaku aprendeu português em parte por influência de colegas brasileiros desde os tempos de Anderlecht — quando se aproximou do meia Kanu — e manteve o contato com nomes como David Luiz, no Chelsea. A familiaridade com o idioma é reflexo de relações pessoais e profissionais que o atacante construiu em clubes europeus e que explicam por que, em entrevistas, ele responde naturalmente em português.
No campo, o vínculo com o Brasil também se manifesta na admiração por Adriano Imperador. Lukaku já afirmou mais de uma vez que acompanhava o atacante brasileiro nos tempos de Inter de Milão e buscou referências do estilo de jogo do ídolo ao longo da própria formação e trajetória na Itália.
Além disso, a ligação cultural aparece em gestos simples: o atacante gosta de guaraná e de feijoada, pratos e sabores que ele associa a lembranças e semelhanças com receitas congolesas da família. Em redes sociais e conversas com amigos brasileiros, Lukaku costuma compartilhar imagens e comentários sobre essas preferências.
Na atual edição do Mundial, Lukaku chega em condição física observada pela comissão técnica. Aos 33 anos, o atacante tem lidado com problemas físicos, fez apenas um gol em sete partidas pelo Napoli na última temporada e iniciou o torneio em recuperação, entrando no banco em dois dos três jogos da fase de grupos.
O papel na seleção e o histórico recente
Mesmo sem estar em sua melhor forma física, Lukaku segue como referência ofensiva da Bélgica e principal esperança de gol da equipe europeia. Em situações decisivas, ele já demonstrou capacidade de adaptação: nas quartas de final da Copa do Mundo de 2018, por exemplo, saiu da área, atuou quase como ponta direita e participou diretamente da jogada que resultou no gol de Kevin De Bruyne contra o Brasil.
O desempenho belga no torneio ainda gera debate entre torcedores e analistas. Para contexto sobre a equipe e sua evolução na competição, a reportagem elenca análises recentes e o desempenho do grupo na segunda rodada da Copa do Mundo.
Leitura complementar sobre a campanha e avaliações da Bélgica podem ser encontradas em matérias sobre a segunda rodada da Copa do Mundo e a avaliação mais ampla da seleção em reportagem que comenta como a Bélgica decepcionou em certas fases do torneio. Para detalhes da partida contra o adversário desta fase, há ainda a cobertura específica de Bélgica x Senegal.
- Fluência em português: cerca de 15 anos.
- Idolatria por Adriano Imperador e aproximação do estilo de jogo.
- Preferências: guaraná e feijoada, com lembranças culinárias ligadas à família.
- Condição física: recuperação no início do Mundial; atuação como opção no banco.
Poliglotismo e identidade familiar
Lukaku é poliglota e soma pelo menos oito idiomas ao seu repertório: além do português, fala alemão, espanhol, francês, holandês, inglês, italiano e lingala, língua ligada às raízes congolesas de sua família. Esse conjunto linguístico aponta para uma facilidade de comunicação com diferentes elencos e um trânsito cultural que contribui para sua popularidade em vários países.
Para a seleção belga, a capacidade de se expressar em diferentes línguas facilita o relacionamento interno e com a imprensa internacional, ao mesmo tempo que reforça a imagem de jogador global — alguém que carrega referências de vários lugares, inclusive do Brasil.
O caráter simbólico da identificação
A história de Lukaku com o Brasil tem valor simbólico para torcedores e para a própria narrativa do jogador. A expressão de afeto por ídolos brasileiros, o domínio do idioma e as preferências pessoais criam uma ponte que ultrapassa o aspecto esportivo e toca questões de identificação cultural.
Na prática, isso se traduz em episódios públicos — como entrevistas em português — e em gestos privados — como o envio de fotos ou mensagens a amigos brasileiros quando prova um guaraná ou uma feijoada. Esses momentos ajudam a explicar por que ele é, nas palavras de muitos, “o mais brasileiro dos belgas”.
Em campo, porém, o que decide são desempenho, leitura tática e presença física. A Bélgica espera que Lukaku consiga traduzir essa identificação cultural em gols e contribuições decisivas nesta fase do Mundial.
Para acompanhar a cobertura completa da campanha belga e as repercussões do duelo, siga a página e as atualizações do torneio no Guia Esportivo.
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