Opções de Ancelotti para substituir Paquetá nas oitavas da Copa

Ancelotti joga altinha antes de treino — substituir Paquetá
Ancelotti joga altinha antes de treino da Seleção — Foto: Caean Couto/Reuters

Com a lesão de Lucas Paquetá nos 45 minutos da vitória sobre o Japão, Carlo Ancelotti precisa definir como substituir Paquetá para o jogo contra a Noruega, nas oitavas da Copa do Mundo, em Nova Jersey.

Danilo Santos em treinamento com a Seleção — substituir Paquetá
Danilo Santos em treinamento do Brasil — Foto: Rafael Ribeiro/CBF

A comissão técnica deu folga aos jogadores para recuperação física após a partida em Houston e a viagem, e terá três treinos até a definição do time titular. Nas opções do banco e no elenco, Danilo Santos surge como substituto imediato; porém, Ancelotti analisa alternativas que mexem com a formação e a dinâmica do meio de campo.

Como substituir Paquetá: opções de formação

Manter a estrutura usada contra Haiti, Escócia e Japão leva naturalmente a escolher Danilo Santos pela mesma faixa de atuação e por ser canhoto — uma solução de menor impacto tático. A opção de substituir Paquetá por Danilo foi testada nas partidas anteriores e surge como caminho direto para preservar o 4-3-3 da Seleção.

Outra alternativa é reforçar o meio com dois volantes físicos. Nesse cenário, a comissão pode optar por Fabinho ou Ederson ao lado de Casemiro, formando um duplo volante que amplia a proteção à defesa. Se Ancelotti privilegiar um meio mais combativo, a mudança poderia aliviar a marcação, mas aumentaria a responsabilidade de Bruno Guimarães na construção ofensiva.

Neymar chegando para o jogo — análise para substituir Paquetá
Neymar chega para Brasil x Japão pela segunda fase da Copa do Mundo 2026 — Foto: Alex Slitz/Getty Images

Manter o 4-3-3

No 4-3-3, a solução mais direta seria replicar a função de Paquetá com Danilo Santos. Essa escolha preserva o equilíbrio defensivo e a circulação de bola pensada pela comissão. A presença de um jogador com similaridade de perfil ao de Paquetá facilita a manutenção dos movimentos ofensivos e das referências no meio.

Optar por mais presença ofensiva: variação para 4-2-4

Durante a partida contra o Japão, Ancelotti experimentou Endrick como referência de área, o que acabou em uma variação entre 4-3-3 e 4-2-4, com Matheus Cunha recuando para funções de ligação. Repetir esse desenho abriria espaço para Gabriel Martinelli entrar por dentro ou aberto, deslocando Vinícius Jr. para uma posição mais central e aproximando os atacantes. Essa possibilidade foi mencionada como alternativa tática e já rendeu frutos em partidas passadas, como na classificação contra o Paraguai.

Opções de jogadores e implicações táticas

  • Danilo Santos: substituição direta para manter o planejamento; atua na mesma faixa de Paquetá e é canhoto.
  • Fabinho ou Ederson: reforçam o setor defensivo; aumentam a proteção à área, mas exigem que Bruno Guimarães assuma mais a construção.
  • Endrick e Matheus Cunha: podem transformar a referência ofensiva e criar uma dinâmica diferente com maior presença na área.
  • Gabriel Martinelli: opção para movimentar o ataque e permitir um 4-2-4 mais agressivo, com Vini Jr. comparecendo mais à área.
  • Neymar: alternativa de meia-armador em teoria, mas a comissão avalia que o camisa 10 tem sido preservado para atuar mais no segundo tempo.

Cada escolha implica mudanças. Substituir Paquetá por Danilo Santos preserva rotinas; a entrada de volantes como Fabinho ou Ederson altera responsabilidades e exige ajuste no plano de jogo; já a aposta em atacantes muda o perfil ofensivo e pode demandar mais presença física na área.

Para entender melhor o histórico recente de Paquetá e como isso influencia decisões, há reportagens sobre sua trajetória e testes anteriores que contextualizam a escolha técnica. Confira uma análise sobre a formação de base e o papel de Paquetá ao longo da carreira no Guia Esportivo.

Também é possível revisar relatos de treinamentos e avaliações táticas nos quais Ancelotti experimentou diferentes alternativas com o jogador — matéria que acompanha os testes do técnico está disponível aqui. Avaliações prévias sobre o impacto da entrada de Paquetá nas partidas ajudam a dimensionar os prós e contras da substituição tática.

O técnico confirmou que a equipe retornaria aos treinos e que as decisões sairiam após as atividades programadas. Internamente, há sinais de que algumas formações são mais prováveis do que outras, mas a definição só virá após o trabalho em campo.

O Brasil enfrenta a Noruega no domingo, às 17h (de Brasília), no Estádio de Nova York e Nova Jersey. A responsabilidade de substituir Paquetá e manter o equilíbrio entre criação e competência defensiva fica a cargo de Ancelotti e sua comissão, com atenção às condições físicas dos jogadores disponíveis.

Fechando a análise, o cenário aponta para decisões táticas que ponderam continuidade e adaptação: substituir Paquetá pode ser simples e preservador ou ousado e transformador, dependendo do perfil escolhido pelo treinador para a partida eliminatória.

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