O River-PI protocolou no Tribunal de Justiça Desportiva do Piauí (TJD-PI) um pedido formal para reduzir a suspensão aplicada a Marcinho Guerreiro, pedindo que a pena passe de 22 para 12 jogos. A defesa do clube argumenta que a punição somou dois artigos do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD) sobre a mesma conduta.
Marcinho Guerreiro enfrenta pedido de redução de pena
No recurso apresentado pelo advogado Leonardo Leal, o River-PI não questiona o fato de que o treinador cometeu uma agressão ao então goleiro reserva do Piauí, Fábio, durante a final do Campeonato Piauiense de 2025. A estratégia jurídica do clube concentra-se na interpretação dos artigos aplicados pelo TJD-PI: 254-A (agressão física) e 257 (participação em tumulto).
Segundo a peça, a decisão de somar as duas penalidades para a mesma ação viola o artigo 183 do CBJD, que prevê a absorção da pena menor pela maior quando uma única ação configura mais de uma infração. Assim, o River-PI pede a exclusão da punição vinculada ao artigo 257, mantendo apenas a suspensão de 12 partidas prevista no artigo 254-A.
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Contexto do episódio e da punição
O episódio ocorreu durante a comemoração do segundo gol do Fluminense-PI na final estadual, quando Marcinho Guerreiro desferiu um soco no goleiro reserva do Piauí. O árbitro da partida, Antônio Dib Moraes de Sousa, relatou na súmula que a agressão gerou uma confusão generalizada, o que justificou a aplicação das duas penalidades pelo TJD-PI.
Em julgamento posterior, o tribunal entendeu que a conduta do treinador justificava duas sanções: 12 partidas por agressão física (art. 254-A) e mais 10 por participar do tumulto (art. 257), totalizando 22 jogos de suspensão.
O River-PI sustenta que, diante do artigo 183 do CBJD, a pena aplicável deveria ser apenas a maior entre as previstas, o que levaria à manutenção apenas da suspensão por agressão física.
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Argumentos jurídicos e pedido do River-PI
A defesa afirma que não é necessária a reabertura de um novo julgamento, apenas a reforma da decisão que fixou a pena. O pleito é técnico: retirar a incidência do art. 257 e, com isso, diminuir de 22 para 12 partidas a suspensão que impede Marcinho Guerreiro de dirigir a equipe em confrontos oficiais.
O recurso tenta demonstrar que a aplicação simultânea dos dois artigos resultou em dupla punição para a mesma ação, o que contraria o princípio estabelecido no artigo 183 do CBJD. A tese jurídica é restrita e busca corrigir uma suposta sobreposição de sanções, sem negar a materialidade da agressão.
Impacto na temporada do River-PI
O pedido de redução tem efeito direto no planejamento do River-PI para o Campeonato Piauiense Série B 2026. O clube já regularizou Marcinho Guerreiro no Boletim Informativo Diário (BID) da CBF e o treinador é o primeiro reforço confirmado para a disputa da Segundona estadual.
O Piauiense Série B está previsto no calendário da Federação de Futebol do Piauí (FFP) entre agosto e outubro; adversários confirmados incluem Flamengo-PI, Comercial-PI, Caiçara, Picos e 4 de Julho. A presença de Marcinho no banco é, portanto, um fator que pode influenciar a preparação do elenco.
- Regularização de Marcinho Guerreiro no BID da CBF;
- Pedido ao TJD-PI para redução de pena de 22 para 12 jogos;
- Impacto direto no comando técnico durante a Série B do Piauiense;
- Clube alega aplicação simultânea de artigos do CBJD para a mesma conduta.
Para quem busca mais contexto sobre o treinador e sua chegada ao Galo, o perfil do técnico traz detalhes sobre expectativas e projeto do River-PI: perfil de Marcinho Guerreiro. A publicação também analisa os desafios do comando na tentativa de retorno à elite.
Além disso, informações sobre a estrutura financeira do clube e os preparativos para a Segundona aparecem em reportagem sobre a folha de pagamento: folha salarial do River-PI, que detalha o planejamento para a competição.
O movimento do River-PI se dá em um contexto mais amplo do futebol piauiense, que também tem clubes se reorganizando para próximos compromissos estaduais e nacionais; ver mais sobre a participação dos piauienses na Série D: Série D 2026 e clubes piauienses.
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Desdobramentos e próximos passos
O pedido segue para análise do TJD-PI, que deverá verificar a adequação do artigo 183 ao caso concreto e decidir se a pena será reformada sem a necessidade de novo julgamento. Até a definição, a suspensão permanecem registrada nos autos, e o clube aguarda o posicionamento do tribunal.
O episódio segue sendo tema de debate dentro do futebol piauiense, não apenas pela gravidade da agressão em si, mas também pelos efeitos processuais que a decisão pode trazer sobre aplicação de sanções em casos de múltiplas infrações alegadas em uma única ação.
O River-PI informou que a prioridade no momento é garantir condições para a equipe e minimizar os impactos esportivos da situação disciplinar enquanto o processo transita no TJD-PI.
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